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20 de março de 2019
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TÉCNICAS

Sabesp intensifica aplicação de pipe jacking no Projeto Tietê

Prevendo uma expansão do uso de perfuratrizes MTBM, empresa lança mão de microtúneis em obras de interceptação e coleta de esgotos
Fonte: Da redação

Devido à extensão e complexidade das obras subterrâneas, a Sabesp está intensificando a aplicação da cravação de tubos (pipe jacking) no âmbito do projeto de despoluição do rio Tietê, que corta diversos municípios da Grande São Paulo, incluindo a capital.

A empresa tem empregado máquinas perfuratrizes MTBM (Microtunneling Boring Machines) desde a introdução desses equipamentos no Brasil – a partir de 1994 – e, agora, prevê uma expansão ainda maior do uso da tecnologia.

Segundo Flavio Durazzo, especialista da Superintendência de Gestão de Projetos Especiais da Sabesp, trata-se de uma tendência irreversível devido a alguns fatores em evidência, como obras em grandes centros urbanos, questões ambientais e demandas de diâmetros diferenciados, de acordo com as extensões das obras.

Com o início da Etapa 4 do Projeto Tietê, vários projetos estão sendo desenvolvidos, assim como novas licitações, que deverão ser publicadas no curto prazo. E todos esses empreendimentos de interceptação e coleta de esgotos utilizarão o sistema de microtúneis.

Segundo o engenheiro da Sabesp, as obras de túneis normalmente variam de 300 mm a 2.500 mm, sendo que no futuro as de menor diâmetro (de 300 a 600 mm) tendem a ter ampla utilização em obras de saneamento, pois a infraestrutura de intercepção de esgotos – com diâmetros maiores, em grandes centros – está adiantada, enquanto o sistema de coleta que envolve diâmetros menores (necessários em áreas mais afastadas do centro da cidade) já não permite mais a abertura de valas a céu aberto.

“As utilizações dos diâmetros maiores estarão restritas a centros urbanos ainda com saneamento básico incipiente”, diz ele. “Assim, acredito que no futuro próximo haverá grande demanda de MTBMs para fechamento da malha do sistema de esgotamento sanitário das grandes cidades. O sistema pode ser utilizado inclusive na execução de futuras redes e interligações de pequenos diâmetros.”

No caso dos MTBMs de 300 a 600 mm, a empresa está utilizando dois tipos de máquinas para cravação de tubos: o sistema de lama (Slurry System/SPB Shield) e a perfuração guiada com rosca helicoidal (Auger System/Guided Boring Machine). No caso dos MTBMs acima de 600 mm, a empresa utiliza exclusivamente as máquinas lameiras.

Cases de eficiência

Um bom exemplo da eficiência da tecnologia é a execução do sistema de microtúnel com cravação de tubos empregado no Contrato 49412/13, que envolve a execução do Interceptor ITi-7 em NATM (concreto projetado), do Interceptor ITa 1-J (com cravação de tubos de 1.800 mm) e dos coletores Anhangabaú e Baseball (com cravação de tubos de 1.200 mm), além da Estação Elevatória Nova Piqueri.