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14 de maio de 2020
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RESULTADOS

Queda do PIB neste ano será de 4,2%, desde que medidas econômicas sejam efetivas

A previsão pré-Coronavirus feita em dezembro de 2019 era de crescimento de 2,5% neste ano
Fonte: Assessoria de Imprensa

A economia encolherá 7,3%, em comparação a 2019, se as ações não evitarem fechamento de empresas nem aumento do desemprego ou queda na renda. Em cenário de recuperação rápida, menos provável, PIB cai 0,9%

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que o grau de sucesso das medidas econômicas, para reduzir os impactos da crise provocada pelo Coronavírus, e a extensão da quarentena serão determinantes para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano.

Diante disso, o estudo Informe Conjuntural traça três cenários para 2020: um pessimista, um base e um otimista.

Em todos eles, a economia brasileira encolherá, refletindo a retração já observada em março, que se mostrou forte o suficiente para reverter o resultado positivo do primeiro bimestre.

O cenário mais provável é o base, em que a soma de todos os bens e serviços produzidos no Brasil, o Produto Interno Bruto (PIB), cai 4,2%.

A previsão pré-Coronavirus feita em dezembro de 2019 era de crescimento de 2,5% neste ano.

Essa queda ocorrerá se as políticas de auxílio econômico forem suficientes para impedir a insolvência de um número grande de empresas e evitar, de forma significativa, a redu...


A economia encolherá 7,3%, em comparação a 2019, se as ações não evitarem fechamento de empresas nem aumento do desemprego ou queda na renda. Em cenário de recuperação rápida, menos provável, PIB cai 0,9%

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que o grau de sucesso das medidas econômicas, para reduzir os impactos da crise provocada pelo Coronavírus, e a extensão da quarentena serão determinantes para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano.

Diante disso, o estudo Informe Conjuntural traça três cenários para 2020: um pessimista, um base e um otimista.

Em todos eles, a economia brasileira encolherá, refletindo a retração já observada em março, que se mostrou forte o suficiente para reverter o resultado positivo do primeiro bimestre.

O cenário mais provável é o base, em que a soma de todos os bens e serviços produzidos no Brasil, o Produto Interno Bruto (PIB), cai 4,2%.

A previsão pré-Coronavirus feita em dezembro de 2019 era de crescimento de 2,5% neste ano.

Essa queda ocorrerá se as políticas de auxílio econômico forem suficientes para impedir a insolvência de um número grande de empresas e evitar, de forma significativa, a redução da renda das famílias durante o isolamento social, que – neste cenário – começaria a ser flexibilizado neste mês de maio.
“A expectativa é de que as medidas econômicas para enfrentar a crise vão, neste cenário, possibilitar uma recuperação mais rápida, impedir a falência de um grande número de empresas e o aumento significativo do desemprego, além de reduzir os impactos sobre problemas logísticos, falta de insumos e sobre o emprego e, assim, possibilitar uma recuperação mais rápida”, explica o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

O PIB industrial vai recuar 3,9% neste ano em relação ao ano passado em um cenário base. Em um cenário pessimista, a queda será de 7%. No melhor das hipóteses, espera-se retração de 1,8%.

Cenário traz desafios para a retomada da economia
Mesmo assim, esta simulação prevê que não será possível evitar totalmente o fechamento de empresas, a queda do faturamento e dificuldade de acesso ao crédito, o que tornará os empresários mais cautelosos, com efeitos negativos diretos sobre o PIB.

Há também o fato de o comércio internacional ter sido bastante afetado pela pandemia, o que dificultará o crescimento das exportações brasileiras. Esse cenário também depende da evolução da pandemia, pois ainda não se sabe se o avanço do Coronavírus vai permitir o relaxamento das medidas mais duras de distanciamento social.

Na avaliação da CNI, o Estado precisa continuar na busca pela redução da dívida pública, comprometido com o equilíbrio fiscal e com o controle da inflação, para aumentar a confiança no país e a atração de investimento.

O governo terá o desafio, ainda, de conciliar essas metas com uma política fiscal expansionista, ainda que controlada, com redução da carga tributária e aumento dos investimentos públicos.

“O primeiro passo é manter a agenda da competitividade. Para sair da crise de forma sustentada, o país precisa, mais do que nunca, eliminar o Custo Brasil, com uma reforma tributária que crie um sistema mais eficiente e menos complicado”, explica Robson Braga de Andrade.

Essa agenda, ainda que apresente poucos resultados de curto prazo, é fundamental para a atração de investimentos e para o crescimento de longo prazo.

Se as medidas econômicas não forem eficazes, o PIB deste ano recuará 7,3%

O Informe Conjuntural mostra que, se as medidas de auxílio econômico se mostrarem insuficientes para impedir uma redução forte na renda das famílias e uma falência generalizada de empresas, a queda do PIB brasileiro será de 7,3%.