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29 de agosto de 2019
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RESULTADOS

Produção da indústria cresce e empresários estão mais dispostos a fazer investimentos

Sondagem Industrial indica que o setor continua acumulando estoques. Mas expectativas sobre a demanda, a compra de matérias-primas, o emprego e as exportações continuam positivas
Fonte: Assessoria de Imprensa

O índice de produção da indústria brasileira subiu 9,6 pontos frente a junho e alcançou 53 pontos em julho.

O indicador está 5 pontos acima da média histórica e é o maior desde outubro do ano passado.

As informações são da Sondagem Industrial, divulgada na semana passada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Mesmo assim, o emprego no setor continua em queda. O Índice de evolução do número de empregados ficou em 48,4 pontos em julho, abaixo da linha divisória dos 50 pontos. Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos. Quando estão acima dos 50 pontos indicam aumento da produção e do emprego.

O aumento da produção foi acompanhado do crescimento da utilização da capacidade instalada, que subiu 2 pontos percentuais em relação a junho e ficou 68% em julho.

A utilização da capacidade instalada foi maior nas grandes empresas, segmento em que alcançou 72%. Nas médias, foi de 67% e, nas pequenas, de 61%.

No entanto, a indústria continua acumulando estoques. O índice de estoques efetivos em relação ao planejado aumentou para 52,8 pontos. “É o maior valor desde maio de 2018, quando ocorreu a paralisação dos transportes”, diz a Sondagem Industrial.

Perspectivas positivas
Com a melhora do cenário, os empresários se mostram mais dispostos a fazer investimentos nos próximos seis meses.
O índice de intenção de investimentos aumentou 1,7 ponto na comparação com julho e ficou em 54,1 pontos em agosto e está 4,9 pontos superior à média histórica.

As grandes empresas são as que estão mais propensas a fazer investimentos nos próximos seis meses. Nesse segmento, o indicador de intenção de investimento é de 61,1 pontos, superior à média brasileira.

“Os empresários perceberam melhora nas condições de seus negócios, com aumento da produção e da utilização da capacidade instalada. Por conta disso, a intenção de investir aumentou. Se as expectativas hoje otimistas não se frustrarem, poderemos ter mais números positivos de atividade nos próximos meses”, diz o economista da CNI Marcelo Azevedo.