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12 de março de 2020
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RESULTADOS

PIB de 2019 confirma expectativas e registra alta de 1,1%

Considerando os três grandes setores de atividade, o destaque ficou para os serviços e a agropecuária, ambos com alta de 1,3%.
Fonte: Assessoria de Imprensa

Dados divulgados pelo IBGE confirmaram que o PIB brasileiro teve alta de 1,1% em 2019, confirmando as expectativas dos analistas formadas nos meses finais do ano.

Considerando os três grandes setores de atividade, o destaque ficou para os serviços e a agropecuária, ambos com alta de 1,3%.

O desempenho da indústria foi menos favorável: 0,5%. Vale notar que, ainda sob efeito dos desastres ambientais, a indústria extrativa teve queda de 1,1%. A indústria de transformação alcançou desempenho bastante modesto: alta de 0,1%.

Considerando os componentes da demanda agregada, o consumo das famílias e a formação de capital foram os destaques com altas de 1,8% e 2,2%, respectivamente.

O consumo do governo teve variação de -0,4%. No front externo, as exportações recuaram 2,5% e as importações registraram alta de 1,1%. Por sua vez, a taxa de investimento fechou o ano em 15,4%, ligeiramente acima do observado no ano anterior (15,2%).

Os números de 2019 são resultado da consolidação da série trimestral após a divulgação do desempenho do último quarto do ano.

No quarto trimestre, destoando da prévia revelada pelo IBC-Br, o PIB total registrou, na comparação com o trimestre anterior, alta dessazonalizada de 0,5%, varia...


Dados divulgados pelo IBGE confirmaram que o PIB brasileiro teve alta de 1,1% em 2019, confirmando as expectativas dos analistas formadas nos meses finais do ano.

Considerando os três grandes setores de atividade, o destaque ficou para os serviços e a agropecuária, ambos com alta de 1,3%.

O desempenho da indústria foi menos favorável: 0,5%. Vale notar que, ainda sob efeito dos desastres ambientais, a indústria extrativa teve queda de 1,1%. A indústria de transformação alcançou desempenho bastante modesto: alta de 0,1%.

Considerando os componentes da demanda agregada, o consumo das famílias e a formação de capital foram os destaques com altas de 1,8% e 2,2%, respectivamente.

O consumo do governo teve variação de -0,4%. No front externo, as exportações recuaram 2,5% e as importações registraram alta de 1,1%. Por sua vez, a taxa de investimento fechou o ano em 15,4%, ligeiramente acima do observado no ano anterior (15,2%).

Os números de 2019 são resultado da consolidação da série trimestral após a divulgação do desempenho do último quarto do ano.

No quarto trimestre, destoando da prévia revelada pelo IBC-Br, o PIB total registrou, na comparação com o trimestre anterior, alta dessazonalizada de 0,5%, variação semelhante às registradas nos dois trimestres anteriores. Indústria e serviços apresentaram variação positiva de 0,2% e 0,6%, respectivamente, enquanto a agropecuária recuou 0,4%.

Considerando os componentes da demanda agregada, a formação bruta de capital fixo surpreendeu negativamente, recuando 3,3%. Já o consumo das famílias e o do governo cresceram, respectivamente, 0,5% e 0,4% na comparação com o trimestre anterior, livre da influência sazonal. Nesta mesma base de comparação, exportações cresceram 2,6%, enquanto as importações caíram 3,2%.

Com esses resultados, o PIB brasileiro encerrou 2019 cerca de 0,6% acima da média do ano. Essa é a dimensão do chamado efeito-carregamento. Em outros termos, se a atividade econômica permanecer por todo o ano de 2020 nos níveis em que encerrou o ano anterior, o PIB do ano em curso terá alta de 0,6%.

Ainda assim, diante das fortes incertezas causadas pela epidemia mundial de Covid-19, as expectativas de crescimento para 2020 já estão sendo revistas para baixo, seja por conta da queda na atividade em escala global liderada pela própria China, que tende a afetar as exportações brasileiras, seja por conta da paralisação de diversas empresas industriais pelo mundo, que tende a afetar as importações de componentes pelo Brasil.
Isso é claro, sem considerar um possível impacto direto de uma eventual disseminação do coronavírus em nosso próprio país.

No que diz respeito à construção, vale destacar que o resultado veio próximo da última projeção do SindusCon-SP/FGV (2%).

A frustração ocorreu no último trimestre, com queda de 2,5% na comparação dessazonalizada com o terceiro trimestre. Dessa forma, o crescimento acumulado no ano, que até o terceiro trimestre que estava em 1,7%, fechou o ano com 1,6%.

Vale destacar que, no setor industrial, a construção foi um dos segmentos com melhor desempenho. E, finalmente, a alta de 1,6% no ano marca o primeiro resultado positivo após cinco anos consecutivos de queda.