FECHAR
24 de setembro de 2020
Voltar

Os impactos da pandemia para os lojistas de materiais de construção

Proprietários esperam apoio da indústria para essa fase pós pandemia que exigirá uma presença mais consolidada no mundo digital
Fonte: Assessoria de Imprensa

A pandemia afetou todos os segmentos do mercado. Isso porque de uma hora para outra, os consumidores tiveram que readequar seus hábitos de consumo diante da necessidade isolamento social. Como será que esse novo cenário afetou o o pequeno varejista do setor de construção?

Uma pesquisa inédita conduzida pela Oficina de Estratégia, consultoria especializada em pesquisa com expertise no setor de material de construção, trouxe alguns insights.

O primeiro deles é que no período de isolamento, o Whatsapp aparece como o canal de atendimento mais utilizado, seguido por telefone e presencial. Isso porque 75% dos entrevistados citam essa ferramenta como principal veículo de venda. A vantagem é que a adaptação para vendas via Whatsapp não exige investimento e treinamento da equipe.

Além disso, parte dos consumidores migraram suas compras para plataformas on-line e sites de e-commerce.

Aqui surge o primeiro desafio, uma vez que muitas lojas de pequeno porte ainda não tem site e a maioria daquelas que tem não oferecem o serviço de e-commerce.

Em entrevistas com os proprietários, muitos dizem que gostariam de ter um site com vendas on-line, mas não se sentem preparados para isso. Eles acreditam que essa mudança exige um grande investimento, adaptações na área...


A pandemia afetou todos os segmentos do mercado. Isso porque de uma hora para outra, os consumidores tiveram que readequar seus hábitos de consumo diante da necessidade isolamento social. Como será que esse novo cenário afetou o o pequeno varejista do setor de construção?

Uma pesquisa inédita conduzida pela Oficina de Estratégia, consultoria especializada em pesquisa com expertise no setor de material de construção, trouxe alguns insights.

O primeiro deles é que no período de isolamento, o Whatsapp aparece como o canal de atendimento mais utilizado, seguido por telefone e presencial. Isso porque 75% dos entrevistados citam essa ferramenta como principal veículo de venda. A vantagem é que a adaptação para vendas via Whatsapp não exige investimento e treinamento da equipe.

Além disso, parte dos consumidores migraram suas compras para plataformas on-line e sites de e-commerce.

Aqui surge o primeiro desafio, uma vez que muitas lojas de pequeno porte ainda não tem site e a maioria daquelas que tem não oferecem o serviço de e-commerce.

Em entrevistas com os proprietários, muitos dizem que gostariam de ter um site com vendas on-line, mas não se sentem preparados para isso. Eles acreditam que essa mudança exige um grande investimento, adaptações na área de logística e incremento do quadro de colaboradores. Ainda, 22% dos entrevistados citam que mesmo após a pandemia, os consumidores comprarão on-line.

Com essa migração para o mundo on-line a forma de divulgar produtos e se comunicar com o público também mudam. Os proprietários sabem que precisarão mais do que nunca utilizar as redes sociais como aliadas no processo de vendas.

Ainda dentro das mudanças de comportamento, 77% dos lojistas percebem que o perfil "faça você mesmo" cresceu durante a quarentena.

Algo natural, já que boa parte das pessoas passaram a ficar dentro de suas casas e assim começaram a perceber e se dedicar aos reparos necessários.

Os consumidores buscam as informações em tutoriais na internet, tiram suas dúvidas com os vendedores e se arriscam com as mãos na massa. Essa mudança de comportamento também surge como reação ao aumento do custo de mão de obra.

Um dado interessante é que apesar do cenário de crise econômica, os lojistas estão mais propensos a expansão do que redução de investimentos após a pandemia.

Por fim, os proprietários esperam apoio da indústria para essa fase pós pandemia que exigirá uma presença mais consolidada no mundo digital.

Segundo Taynã Malaspina, sócia da Oficina da Estratégia, os dados da pesquisa mostram que a migração para o mundo digital será condição básica para sobreviver nos próximos anos e muitos lojistas não se sentem preparados para isso.

“Assim, os fabricantes de materiais de construção que se posicionarem como parceiros desses pequenos lojistas na migração para o mundo digital criarão bases mais sólidas de relacionamento”, finaliza.