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16 de janeiro de 2020
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RESULTADOS

Ofertas públicas iniciais de ações de construtoras devem atingir R$ 5 bilhões em 2020

A última vez que uma construtora estreou na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) foi em 2009, quando a Direcional (DIRR3) abriu capital
Fonte: O Estado de S.Paulo

Após 2019 recheado de ofertas subsequentes de ações (follow-on), ao menos cinco construtoras residenciais estão preparando suas ofertas públicas iniciais de ações (IPO) para 2020, atingindo R$ 5 bilhões.

A última vez que uma construtora estreou na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) foi em 2009, quando a Direcional (DIRR3) abriu capital.

Em 2020, Kallas, Cury e You,Inc devem abrir seu capital na bolsa brasileira. Além dessas, Moura Deubeux e Mitre já solicitaram à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para ofertarem suas ações por meio de um IPO.

Por sua vez, no ano passado, Tecnisa (TCSA3), Trisul (TRIS3), Eztec (EZTC3), Helbor (HBOR3) e Gafisa (GFSA3) captaram R$ 5,5 bilhões, que foram utilizados para arcar com dívidas e desenvolver seus projetos.

Segundo pesquisa junto à Economática, o setor de construção foi o que teve maior retorno (105,8%) em 2019 na bolsa.

No ano anterior, o retorno das ações deste setor foi de 4,53%. Desempenhos superiores há anos anteriores, como 2014 e 2015, que os papéis chegaram a se desvalorizar 34%.

As ações das construtoras superaram em rendimentos os subsetores definidos pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) como: Petr&o...


Após 2019 recheado de ofertas subsequentes de ações (follow-on), ao menos cinco construtoras residenciais estão preparando suas ofertas públicas iniciais de ações (IPO) para 2020, atingindo R$ 5 bilhões.

A última vez que uma construtora estreou na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) foi em 2009, quando a Direcional (DIRR3) abriu capital.

Em 2020, Kallas, Cury e You,Inc devem abrir seu capital na bolsa brasileira. Além dessas, Moura Deubeux e Mitre já solicitaram à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para ofertarem suas ações por meio de um IPO.

Por sua vez, no ano passado, Tecnisa (TCSA3), Trisul (TRIS3), Eztec (EZTC3), Helbor (HBOR3) e Gafisa (GFSA3) captaram R$ 5,5 bilhões, que foram utilizados para arcar com dívidas e desenvolver seus projetos.

Segundo pesquisa junto à Economática, o setor de construção foi o que teve maior retorno (105,8%) em 2019 na bolsa.

No ano anterior, o retorno das ações deste setor foi de 4,53%. Desempenhos superiores há anos anteriores, como 2014 e 2015, que os papéis chegaram a se desvalorizar 34%.

As ações das construtoras superaram em rendimentos os subsetores definidos pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) como: Petróleo e gás (66%) Energia elétrica (51%) Comércio (40,5%) Intermediários financeiros (20%).

IPO de construtoras é fundamentado na recuperação do setor
No ano passado, os números do setor foram significativos. Com 81.218 unidades lançadas até outubro, o número de imóveis novos foi 6,8% maior ao apresentado no mesmo período de 2018.

Não obstante, as vendas de novas unidades aumentaram 9,8% em comparação com 2018, segundo dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).

De acordo com o Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP, só em outubro foi registrada a venda de 3.467 unidades residenciais novas, volume 23,2% maior que as vendas de outubro do ano anterior em São Paulo.

Esse resultado demonstra que a alta dos papéis em 2019 também pode ser explicada pelo patamar de preço relativamente baixo em que o setor estava.

O levantamento da Economática, que comparou a valorização dos setores da bolsa, considerou ações com volume médio diário superior a R$ 1 milhão no ano passado e presença nos pregões acima de 90% com quatro ou mais representantes.

A onda positiva para o mercado imobiliário foi fomentada principalmente pela queda da taxa de juros básica da economia (Selic), o que facilitou os financiamentos.

“Os novos IPOs acontecem agora porque antes disso ninguém estava interessado em comprar papéis de construção. O mercado estava muito ruim”, disse o professor de finanças da FEA-USP Keyler Rocha.