30 de abril de 2020
Voltar

GESTÃO

O futuro como prioridade

Análise repassa os principais pontos de atenção na gestão dos negócios que podem ajudar as empresas a saírem mais fortes depois da crise
Fonte: Raiz Consultoria

Passado mais de um mês de isolamento, muitas pessoas já estão cansadas de ouvir falar de Covid-19, quarentena e home-office, adotando uma postura ‘laissez-faire’. Mas é preciso continuar a acompanhar atentamente as informações da crise, pois são essenciais para formalizar uma compreensão adequada da situação e projetar a tomada de decisões críticas nas empresas. “Nem para a vida pessoal e nem para os negócios a crise da Covid-19 está próxima de seu fim”, alerta a análise da Raiz Consultoria.

Desse modo, o maior desafio momentâneo para empresários e gestores é realizar ajustes que agreguem valor aos negócios, aproveitando a redução das atividades. Isso começa por equacionar a situação financeira da empresa, cuidando do caixa com toda a atenção.

Nesse sentido, é recomendável elaborar um ‘orçamento de crise’, que deve ser atualizado periodicamente para assegurar uma aplicação mais promissora dos recursos disponíveis, atualmente bem mais restritos. “Passada a surpresa inicial e já tendo tomado as decisões mais urgentes, cabe monitorar a aplicação e o uso do limitado e oneroso recurso”, orienta a consultoria.

Também é recomendável desenvolver uma...


Passado mais de um mês de isolamento, muitas pessoas já estão cansadas de ouvir falar de Covid-19, quarentena e home-office, adotando uma postura ‘laissez-faire’. Mas é preciso continuar a acompanhar atentamente as informações da crise, pois são essenciais para formalizar uma compreensão adequada da situação e projetar a tomada de decisões críticas nas empresas. “Nem para a vida pessoal e nem para os negócios a crise da Covid-19 está próxima de seu fim”, alerta a análise da Raiz Consultoria.

Desse modo, o maior desafio momentâneo para empresários e gestores é realizar ajustes que agreguem valor aos negócios, aproveitando a redução das atividades. Isso começa por equacionar a situação financeira da empresa, cuidando do caixa com toda a atenção.

Nesse sentido, é recomendável elaborar um ‘orçamento de crise’, que deve ser atualizado periodicamente para assegurar uma aplicação mais promissora dos recursos disponíveis, atualmente bem mais restritos. “Passada a surpresa inicial e já tendo tomado as decisões mais urgentes, cabe monitorar a aplicação e o uso do limitado e oneroso recurso”, orienta a consultoria.

Também é recomendável desenvolver uma agenda positiva de elaboração de projetos, o que demanda tempo e dedicação de gestores e técnicos qualificados, normalmente imersos na gestão da operação. “Isso significa aplicar o tempo, o conhecimento e a disponibilidade das melhores cabeças para projetar o futuro do seu negócio, criando soluções inéditas para seus clientes e parceiros”, ressalta a análise.

Ademais, todo o esforço realizado para manter a equipe, o caixa dedicado à manutenção da empresa e o cuidado para proteger as pessoas serão de pouca utilidade se não houver inovação. Assim, melhorar os processos e se preparar para gerar rapidamente um diferencial depois da crise deve ser o foco principal. “Mobilize as pessoas para a ação, senão nada acontece”, reforça. “Escolha as pessoas mais aptas e talentosas para a circunstância atual, encontrando os verdadeiros ‘bombeiros’ com talento para a crise.”

Em contrapartida, não é possível permanecer arraigado ao lucro projetado anteriormente. “Se o foco estiver apenas na recuperação do lucro, a empresa será levada a reduzir a estrutura, inibir as iniciativas e estabelecer uma cultura puramente reducionista e prejudicial para o seu futuro”, completa.

Já no campo estratégico, também é crucial ampliar a análise de todos os fatores que contribuem ou afetam o negócio, buscando compreender melhor os mais diversos indicadores externos, como variação cambial, preço de commodities, relações internacionais, tendências de consumo etc.

Tudo isso ajudará a entender e projetar o ritmo da retomada, considerando que a pandemia não afetará do mesmo modo todas as pessoas e empresas. Para alguns negócios, pode haver uma mudança completa ou até mesmo significar o fim da linha. “Pode ser que não haja qualquer possibilidade de retorno para o seu negócio”, adverte a Raiz. “Por isso, é necessário fazer o exercício rapidamente.”

Mais notícias sobre esse tema