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20 de dezembro de 2018
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Economia / Mercado imobiliário corporativo deverá aumentar preço pedido e demanda

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Como alternativa à situação mais competitiva nas regiões primárias, a tendência do setor construtivo é de que o mercado cresça para as outras regiões de São Paulo, como Chucri Zaidan, Chácara Santo Antônio e Marginal Pinheiros, porém, as regiões primárias sempre serão os bairros com maior foco, principalmente enquanto houver espaço com potencial construtivo.

Os empreendedores também já perceberam que, com os registros de atividade construtiva baixa e tais projeções de entrega, aliados ao aceno de melhora da economia, o cenário pode ficar mais favorável para a retomada da construção. Com essa percepção, muitos projetos que estavam parados já retornaram às obras, e novos projetos também estão em desenvolvimento.

Diante desse cenário, a Buildings analisa que os proprietários e empreendedores deverão estar atentos principalmente às regiões com maior potencial comercial, vinculado à disposição de espaço construtivo – afinal, não adianta construir em um lugar onde as empresas não querem estar. “Ainda existem oportunidades de construção em regiões importantes, ainda que poucas. Além disso, a opção de retrofits ganha muita força, sendo uma excelente alternativa para os grandes investidores, principalmente para aqueles que esperam continuar apostando nas regiões primárias”, explica Didziakas.

Quanto aos inquilinos, a Buildings diz que esses devem estar atentos às oportunidades que ainda existem nas regiões consideradas preferidas, já que a onda pró-inquilino, que permaneceu até o momento, tende a diminuir nos próximos anos, ainda mais diante dos diversos contratos que deverão ser renovados já no ano de 2019, e que foram firmados em 2013/14 com muitos descontos, carências, allowances, etc. Existe ainda a possibilidade de um movimento de “flight-to-price” (mudança para melhores preços), e o mercado também pode beneficiar os inquilinos durante o ano de 2019. É bom lembrar ainda que, com o grande aumento das empresas gigantes de coworking, cada vez mais inquilinos devem avaliar se não vale a pena ocupar um ou mais andares nesse novo tipo de espaço imobiliário comercial compartilhado.