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19 de dezembro de 2019
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RESULTADOS

Infraestrutura atrai R$ 9,4 bi em investimentos e arrecada R$ 5,9 bi em 2019

Ao longo de 2019, foram concedidos pelo Ministério da Infraestrutura 13 terminais portuários, 12 aeroportos, uma rodovia e uma ferrovia
Fonte: Gazeta do Povo

O governo concedeu à iniciativa privada, por meio do Ministério da Infraestrutura, 27 ativos em todos os modais de transporte, o que inclui aeroportos, portos, ferrovias e rodovias.

Os leilões foram realizados ao longo deste ano e atraíram compromissos de investimentos de R$ 9,4 bilhões, que serão aplicados ao longo do tempo de concessão. Os leilões também resultaram em uma arrecadação de R$ 5,9 bilhões à União neste ano.

O balanço foi apresentado pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, em entrevista coletiva no dia 13 de dezembro. “O ano de 2019 foi interessante demais para o Ministério da Infraestrutura, conseguimos realizar aquilo que estava programado”, afirmou.

O ministro disse que o principal objetivo dos leilões não foi arrecadar dinheiro para os cofres públicos, e sim atrair investimentos, principalmente investimentos privados.

“Nossa preocupação não é arrecadação. Estamos fazendo leilões de ativos de infraestrutura para gerar investimentos.”

O ministrou também avaliou que o sucesso dos leilões deste ano mostra que a “turbina” do setor privado está funcionando.

“A gente tem mostrado para o investidor estrangeiro o seguinte: o cenári...


O governo concedeu à iniciativa privada, por meio do Ministério da Infraestrutura, 27 ativos em todos os modais de transporte, o que inclui aeroportos, portos, ferrovias e rodovias.

Os leilões foram realizados ao longo deste ano e atraíram compromissos de investimentos de R$ 9,4 bilhões, que serão aplicados ao longo do tempo de concessão. Os leilões também resultaram em uma arrecadação de R$ 5,9 bilhões à União neste ano.

O balanço foi apresentado pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, em entrevista coletiva no dia 13 de dezembro. “O ano de 2019 foi interessante demais para o Ministério da Infraestrutura, conseguimos realizar aquilo que estava programado”, afirmou.

O ministro disse que o principal objetivo dos leilões não foi arrecadar dinheiro para os cofres públicos, e sim atrair investimentos, principalmente investimentos privados.

“Nossa preocupação não é arrecadação. Estamos fazendo leilões de ativos de infraestrutura para gerar investimentos.”

O ministrou também avaliou que o sucesso dos leilões deste ano mostra que a “turbina” do setor privado está funcionando.

“A gente tem mostrado para o investidor estrangeiro o seguinte: o cenário para investimento é bem interessante. Há uma desaceleração da economia global, com o mundo subindo os juros. Já no Brasil tivemos algumas reformas importantes, que mostram compromisso com o ajuste fiscal e com a solvência do país, mais pessoas estão entrando no mercado de capitais, há expansão no varejo e na indústria, o crescimento vem sendo revisado para cima. É um país que deu uma demonstração muito interessante para o mundo”, afirma.

Ao longo de 2019, foram concedidos pelo Ministério da Infraestrutura 13 terminais portuários, 12 aeroportos, uma rodovia e uma ferrovia. No caso da ferrovia, foi leiloado trecho de 1.537 quilômetros da ferrovia Norte-Sul. O trecho vai da cidade de Estrela d’Oeste (SP) a Porto Nacional (TO). A Rumo foi a vencedora da disputa, realizada em março.

A única rodovia que foi leiloada também foi a das BRs 364 e 365, mais especificamente um trecho de 437 quilômetros das BRs que ligam as cidades de Uberlândia (MG) e Jataí (GO), sendo 244 quilômetros em Minas e 193 quilômetros em Goiás. O leilão foi realizado em setembro e a empresa vencedora foi a EcoRodovias. O tempo de concessão é de 30 anos.

Para vencer o leilão, a EcoRodovias ofereceu a menor tarifa de pedágio entre as três concorrentes. A tarifa de pedágio a ser cobrada será de R$ 4,69364, um deságio de 33,14% sobre a tarifa máxima que poderia ser cobrada, segundo o edital do leilão.

No caso dos aeroportos, os leilões foram realizados em março. O grupo espanhol Aena Internacional levou os aeroportos do bloco Nordeste (Recife, Maceió, Aracaju, Juazeiro do Norte, João Pessoa e Campina Grande). Já a suíça Zurich levou os aeroportos do Sudeste (Vitória e Macaé).

Por último, o consórcio brasileiro Aeroeste arrematou o bloco Centro-Oeste pelos terminais localizados em Cuiabá, Sinop, Rondonópolis e Alta Floresta, todos em Mato Grosso.