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30 de abril de 2019
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MINERAÇÃO

Geotécnicos apresentam propostas para desativar as barragens de rejeitos de mineração

A ABMS sugere que a data para a realização dos projetos e das necessárias investigações geotécnicas seja estendida em um ano, ou seja, até 15 de agosto de 2020
Fonte: Assessoria de Imprensa

A Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (ABMS), formada por engenheiros geotécnicos e profissionais da área, propôs à Agência Nacional de Mineração (ANM) que o descomissionamento de cada um dos aterros de rejeitos de mineração deve ser executado com base em projeto geotécnico rigoroso, elaborado por especialistas, de modo a evitar que as obras envolvidas nesse processo acabem por produzir novos acidentes ao invés de evitá-los.

A elaboração desses projetos deve levar muito mais tempo do que o previsto na Resolução da Agência Nacional de Mineração, que fixa as datas de 15 de agosto de 2019 (para a elaboração do projeto técnico de descomissionamento) e de 15 de agosto de 2021 (para a conclusão do descomissionamento ou descaracterização da barragem).

Na Proposta Nº 1, a ABMS sugere que a data para a realização dos projetos e das necessárias investigações geotécnicas seja estendida em um ano, ou seja, até 15 de agosto de 2020.

“É imprescindível que projetos sejam elaborados detidamente, com base em dados geotécnicos muitas vezes inexistentes ou indisponíveis”, lembra a entidade.

Na Proposta Nº 2, a ABMS sugere estender por três anos (de 15 de agosto de 2021 a 15 de agosto de 2024) o prazo para o efetivo descomissionamento de todos os aterros desse tipo.

O foco maior da entidade é com a segurança desse processo. Por envolver muitas vezes aterros com alta probabilidade de ruína, além de procedimentos técnicos complexos e sofisticados, as obras de descomissionamento, se realizadas com pressa e sem o devido projeto técnico, podem deflagrar novos episódios de ruptura.

São “rejeitos saturados que podem exibir comportamento geotécnico frágil”, sustenta o documento da ABMS.

A Proposta Nº 3 sugere a inclusão da análise probabilística na determinação do risco de ruína das barragens de rejeitos, inclusive no seu descomissionamento.

Trata-se de um recurso técnico avançado, porém disponível, e que permite a determinação da probabilidade de ruína de uma barragem.

Já as técnicas mais utilizadas hoje no Brasil, centradas nas análises determinísticas, não permitem avaliação quantitativa de riscos por não darem tratamento explícito às incertezas.

A Proposta Nº 4 da ABMS ressalta a importância de que as análises probabilísticas sejam sucedidas por estudos de Dam Break e da quantificação de impacto e consequências a jusante: