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28 de maio de 2020
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ENERGIA

Especialistas apontam energias renováveis como alternativa para reduzir emissões

Brasil tem ainda muito o que avançar em energias renováveis. Menos de 1% da matriz energética no país provém da energia solar
Fonte: Assessoria de Imprensa

Embora a bandeira tarifária de energia elétrica esteja verde no mês de maio, o que significa que os reservatórios de água do Brasil estão com a capacidade suficiente para gerar energia sem sobrecarregar o sistema, é preciso repensar o uso e a produção de energia.

Oficialmente, a maior parte do país entra na época de seca e com o consumo de água em alta pelos cuidados provocados com a pandemia da Covid-19, os índices dos reservatórios podem sofrer nos próximos meses.
Estudos mundiais apontam que o foco na sustentabilidade energética deve representar o “novo normal” para alcançar a independência energética e prevenir futuras crises climáticas apontadas por diversos especialistas.

O Fundo Monetário Internacional, inclusive, recentemente fez uma recomendação para investimentos em produtos e serviços de baixa emissão. A consultoria Climate Ventures, por exemplo, analisou 552 negócios que geram impactos positivos no clima e promovem a economia regenerativa de baixo carbono.

As energias renováveis são apontadas como principais iniciativas com 34% dos bons negócios pelo clima na América Latina.

“Aqui no Brasil não percebemos a finitude da água, já que é tudo em abundância. Mas vi...


Embora a bandeira tarifária de energia elétrica esteja verde no mês de maio, o que significa que os reservatórios de água do Brasil estão com a capacidade suficiente para gerar energia sem sobrecarregar o sistema, é preciso repensar o uso e a produção de energia.

Oficialmente, a maior parte do país entra na época de seca e com o consumo de água em alta pelos cuidados provocados com a pandemia da Covid-19, os índices dos reservatórios podem sofrer nos próximos meses.
Estudos mundiais apontam que o foco na sustentabilidade energética deve representar o “novo normal” para alcançar a independência energética e prevenir futuras crises climáticas apontadas por diversos especialistas.

O Fundo Monetário Internacional, inclusive, recentemente fez uma recomendação para investimentos em produtos e serviços de baixa emissão. A consultoria Climate Ventures, por exemplo, analisou 552 negócios que geram impactos positivos no clima e promovem a economia regenerativa de baixo carbono.

As energias renováveis são apontadas como principais iniciativas com 34% dos bons negócios pelo clima na América Latina.

“Aqui no Brasil não percebemos a finitude da água, já que é tudo em abundância. Mas vivemos em uma crise hídrica constante. O nosso planeta já deu alertas sobre isso, estamos vivendo no máximo dos nossos recursos. Precisamos virar a chave da consciência. Procurar energias renováveis é um caminho para reduzir o impacto ambiental e acabar com esse fantasma de acréscimo da conta de luz. A radiação solar está disponível para todos, mas é preciso pensar a longo prazo”, pondera Alcione Belache CEO da Renovigi, uma das fabricantes líderes de sistemas fotovoltaicos no Brasil.

De uma forma geral, energias renováveis são aquelas diretamente regeneradas ou reabastecidas pela natureza, nos seus processos normais, tendo, a maioria delas, a grande vantagem de gerar menos impacto ambiental.

Elas apresentam-se como alternativas sustentáveis ao uso de fontes tradicionais como gás natural, centrais hídricas, carvão mineral e petróleo.

“Ano passado a humanidade atingiu a data limite de esgotamento dos recursos naturais. Significa que, a partir de agora, todos os recursos usados para a sobrevivência entrarão ‘no vermelho’, uma espécie de crédito negativo para a humanidade. Os números do relatório da Capgemini são um alerta. É preciso repensar a forma como o mundo consome energia, principalmente as provenientes de combustíveis fósseis e fontes esgotáveis, como a água. Precisamos de políticas públicas comprometidas com o meio ambiente, mais financiamentos e conscientização”, alerta o executivo.

Belache vai além e explica “com essa mudança, o mercado continuará a abrir-se para a produção de energia limpa e sustentável. Soma-se à redução do impacto ambiental e da dependência desses recursos, a economia de até 95% do valor gasto com energia utilizando os sistemas solares nas residências, empresas e no campo".