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19 de julho de 2019
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/ Energia: Linhas de Transmissão

Além desses fatores, ainda resta uma única capital de estado, Boa Vista, em Roraima, que não está conectada ao sistema nacional. Hoje, a energia elétrica que abastece esta capital é fornecida pela fonte mais econômica, no caso, a hidrelétrica venezuelana de Guri. “Porém, como a situação interna daquele país se encontra em desarranjo, o corte de energia é frequente, de modo que tiveram de instalar usinas termelétricas locais, mais caras e a serem pagas por toda a população brasileira”, ressalta Miranda.

A participação da fonte solar fotovoltaica vem aamentando na matriz energética do país

Devido a tais impasses, o governo brasileiro recentemente anunciou a construção de uma linha de transmissão de energia entre Manaus (AM) e Boa Vista (RR). Segundo o governo, a construção do Linhão do Tucuruí tem previsão de duração de cerca de três anos, ligando o estado de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN), o que evitará a atual dependência de energia importada da Venezuela.

Todavia, mesmo com o Linhão de Tucuruí já tendo sido licitado, ainda há uma disputa devido ao fato de a linha passar paralela à rodovia federal que interliga o trecho entre as capitais, em terras indígenas dos Waimiris-Atroaris.

PROJETOS

A despeito dos problemas, a área vem avançando. “As linhas de transmissão de energia estão em alta, graças aos empreendimentos leiloados nos últimos anos, alguns dos quais a serem iniciados agora em 2019”, afirma Lucas Ferreira Procópio, especialista em linhas de transmissão de energia da Camargo Corrêa.

Segundo o pesquisador da FGV Energia, a execução dos empreendimentos é acompanhada pela Aneel com base em informações fornecidas pelas próprias empresas, que são compiladas e disponibilizadas por meio do Acompanhamento de Empreendimentos de Transmissão. “Esse conjunto de empreendimentos é acompanhado por meio do Acompanhamento Diferenciado, que monitora de forma mais próxima as obras”, explica Pereira.