19 de julho de 2019
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/ Energia: Linhas de Transmissão

Assim, o critério de planejamento é ter, pelo menos, duas opções de linhas de transmissão para suprir o sistema elétrico e as distribuidoras. “No entanto, a Região Metropolitana de São Paulo é atendida por critério mínimo de confiabilidade, contando com três linhas de transmissão”, diz ele.

GARGALOS

Para suprir a demanda brasileira por energia é preciso enfrentar alguns gargalos, que afetam principalmente as redes de transmissão. Dentre eles, como explica Miranda, está a modernização do sistema de transmissão existente, isto é, aquele que foi implantado antes da regra de licitação de concessão, que corresponde a cerca de 60.000 km de linhas de transmissão e cuja vida útil regulatória – juntamente com suas subestações – se encerra em 2023, havendo desde já a necessidade de se programar as substituições.

Outro desafio, afirma Miranda, é a questão fundiária, ou seja, a necessidade de interligar as novas subestações àquelas já instaladas – muitas delas com mais de 50 anos de existência e que sofreram uma forte ocupação devido à urbanização crescente. “Nesses casos, é preciso buscar soluções excepcionais para garantir o abastecimento de energia elétrica”, destaca o presidente da Abrate.

Com 1.009 km, a linha Paranaíta-Ribeirãozinho tem participação chinesa e entrou recentemente em operação

Um ponto que também merece atenção diz respeito ao processo de licenciamento ambiental. Na transmissão, diferentemente dos leilões de geração em que os empreendimentos ofertados já possuem licença prévia, todo o processo de licenciamento é de responsabilidade da concessionária e ocorre somente após a realização dos leilões.

“Há uma grande burocratização e conflitos de competência, com diferentes procedimentos e prazos entre diferentes órgãos ambientais, atrasando o início das obras”, comenta Pereira. “No entanto, nos últimos anos foi possível observar alguns avanços, com destaque para a Lei 13.360, sancionada em 2016 e que reconheceu o excludente de responsabilidade do concessionário nos casos de atrasos no processo de licenciamento ambiental, que são atribuídos ao órgão licenciador.”