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19 de julho de 2019
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Energia: Linhas de Transmissão

Para garantir a distribuição de energia nos diversos cantos do país, as linhas de transmissão nacionais precisam avançar em capacidade logística e receber novos investimentos
Fonte: Assessoria de Imprensa

Em um país que conta com uma extensão territorial em torno de 8.516.000 km², levar energia para aos mais distantes rincões não é uma tarefa fácil, pois requer geração suficiente e uma ampla rede de linhas de transmissão. Esse, aliás, é um dos principais desafios do Brasil nas próximas décadas em termos de infraestrutura.

A base já existe, mas precisa melhorar. Como explica o pesquisador da FGV Energia, Guilherme Pereira, a geração e distribuição de energia no país funcionam por meio do SIN (Sistema Interligado Nacional), composto pelos sistemas de geração e transmissão, que possuem dimensão continental. A operação do SIN, por sua vez, é realizada pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), de forma independente e centralizada.

Até 2023, o desafio é aumentar a extensão da rede de transmissão no Brasil em 30%, chegando a 185.484 km

No que tange à geração, as usinas hidrelétricas ainda são a principal fonte energética brasileira. Segundo informações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as usinas correspondem a 60% da geração total do país, produzindo em torno de 98.581.478 kW de potência.

Já o sistema nacional de transmissão é responsável por conectar todos os estados brasileiros, sendo o estado de Roraima a única exceção. “Este estado ainda não foi conectado à rede básica do SIN e sua energia é provida por meio de usinas térmicas locais e também da interligação com a Venezuela”, comenta Pereira.

Segundo dados do ONS, em 2017 a extensão da rede de transmissão no Brasil era de 141.388 km, com capacidade de transformação de 350.000.

MVA (1 MVA = 106 VA). A expectativa é que, em 2023, esse valor passe para 185.484 km. De acordo com Mario Dias Miranda, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate), as regiões são atendidas em seu grau de confiabilidade de acordo com a importância estratégica e da economia.