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17 de maio de 2018
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Mercado / Economia fraca pode levar a indústria a rever investimentos

Superando a crise

O diretor comercial e de marketing da KSB Brasil, Biagio Pugliese, prevê avanço do faturamento de 6% a 7% em 2018 no País. “Pelas condições de mercado, é um patamar bom. O 2° semestre vai ser complicado por conta das eleições. Muitos projetos ficam em espera.”

O grupo alemão possui duas unidades no interior de São Paulo, em Jundiaí, onde fabrica bombas e válvulas, e uma fundição em Americana. “Atuamos em diversos segmentos: construção civil, papel e celulose, açúcar e álcool, saneamento e petroquímica.” Pugliese avalia que o mercado está melhor do que no ano passado. “O agronegócio está forte. A área de saneamento foi boa no 1º quadrimestre, mas por causa das eleições isso vai parar. Já óleo e gás segue paralisado”, explica.

O executivo afirma que novas contratações não estão sendo feitas, mas que o movimento de demissões foi estancado. “Agora o emprego ficou estável e pudemos investir na área de eficiência e produtividade.”

O presidente da Vulkan Brasil, Klaus Hepp, conta que após sofrer durante a crise, a empresa vem passando por uma retomada desde o 2º semestre de 2017. “Tivemos vendas 20% maiores do que o previsto. A siderurgia está se recuperando e presenciamos um notável crescimento na exportação.”

Com uma planta em Itatiba (SP), a Vulkan produz acoplamentos, sistemas de frenagem, contra recuos e amortecedores para aplicações industriais e navais, fornecendo soluções para mineração, petróleo e gás, siderurgia, entre outros. “Em 2017, ajustamos nossas atividades e passamos a focar na venda de serviços. Não era o principal negócio estratégico, veio da demanda do cliente que quer reaproveitar o equipamento, especialmente na mineração e siderurgia”, explica Hepp. A empresa tem apostado também na expansão de suas atividades na América Latina. “Nos últimos dois anos abrimos escritórios de vendas na Colômbia e México. Também vendemos equipamentos para o setor de mineração no Peru e Chile.” O executivo afirma que desde 2016, essas exportações correspondem de 5% a 10% do total de vendas da Vulkan. “Pretendemos estender nossa penetração nesse mercado e chegar a 20% nos próximos cinco anos.”