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01 de novembro de 2018
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Mercado

Desemprego cai para 11,9%, mas ainda atinge 12,5 milhões de pessoas

Fonte: UOL/Reuters

O desemprego no país foi de 11,9%, em média, no trimestre encerrado em setembro, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O índice caiu em relação ao trimestre anterior (12,4%) e também na comparação com o mesmo período do ano passado (12,4%). Segundo o IBGE, o número de desempregados no Brasil foi de 12,5 milhões de pessoas. Isso representa queda de 3,7% em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período de 2017, houve queda de 3,6%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (30) pelo IBGE e fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua. A pesquisa não usa só os trimestres tradicionais, mas períodos móveis (como fevereiro, março e abril; março, abril e maio etc.).

Aumento da informalidade

O total de pessoas ocupadas aumentou 1,5% em relação ao trimestre anterior puxado pela alta do trabalho informal, sem carteira assinada. A quantidade de empregados no setor privado sem carteira assinada cresceu 4,7% em relação ao trimestre anterior, chegando a 11,5 milhões de pessoas. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve alta de 5,5%. Já a soma dos trabalhadores por conta própria cresceu 1,9% na comparação com o trimestre anterior, alcançando 23,5 milhões de pessoas.

Tem uma retirada de pessoas da fila da desocupação, uma queda de quase meio milhão de pessoas. O problema maior desse avanço é que isso se deu em emprego sem carteira e por conta própria. É um resultado favorável, mas voltado para informalidade e aumento da subocupação. A subocupação se refere às pessoas que estavam empregadas, mas gostariam de trabalhar mais horas por dia. No trimestre encerrado em setembro, 6,9 milhões de pessoas se encontravam nessa situação, um aumento de 5,4% em relação ao trimestre anterior e de 9,3% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Vagas com carteira e rendimento

O número de empregados com carteira de trabalho assinada (33 milhões) ficou estável em relação ao trimestre anterior. Também houve estabilidade na comparação com o mesmo trimestre de 2017, o que não acontecia havia 13 trimestres.

Segundo o IBGE, o rendimento médio do trabalhador ficou em R$ 2.222 no trimestre de julho a setembro, resultado considerado estável em ambas as comparações.

Desalento

De acordo com o IBGE, o país registrou 4,8 milhões de pessoas em situação de desalento (que desistiram de procurar emprego) no trimestre encerrado em setembro de 2018. O número ficou estável em relação ao trimestre anterior.

Produção editorial: Revista Grandes Construções – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral