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19 de novembro de 2020
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Construção civil possui alto índice de acidentes e mortes no trabalho

Profissionais da saúde e segurança do trabalho detalham como a prevenção e treinamentos podem salvar vidas
Fonte: Assessoria de Imprensa

De acordo com os recentes dados divulgados pelo Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho (AEAT), em 2017 ocorreram 549.405 acidentes de trabalho em todo o país.

Desses, 30.025, equivalente a 5,46%, aconteceram no setor da construção civil, assim como o número de afastamentos do emprego, por mais de 15 dias devido as atividades profissionais, somaram um total de 142.782, sendo 11.894 profissionais da construção civil, o que representa 8,3% do total.

O engenheiro de segurança do trabalho, Rodrigo Augusto Soravassi, atuante na Trabt Medicina e Segurança do Trabalho, empresa sorocabana especialista em medicina e segurança do trabalho, diz que a natureza da atividade na construção civil é perigosa e precisa de atenção.

“A taxa nacional de mortalidade no trabalho é de 5,21 mortes para cada 100 mil trabalhadores, já na construção civil a taxa é de 11,76 casos para cada grupo de 100 mil. Entre as principais causas de acidentes estão: impactos com objetos, quedas, choques elétricos, soterramento ou desmoronamento”, informa.

Grande parte desses acidentes poderiam ser evitados com o devido treinamento dos profissionais e também com o uso correto dos equipamentos de proteção individual (EPIs).

“A construção civil é...


De acordo com os recentes dados divulgados pelo Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho (AEAT), em 2017 ocorreram 549.405 acidentes de trabalho em todo o país.

Desses, 30.025, equivalente a 5,46%, aconteceram no setor da construção civil, assim como o número de afastamentos do emprego, por mais de 15 dias devido as atividades profissionais, somaram um total de 142.782, sendo 11.894 profissionais da construção civil, o que representa 8,3% do total.

O engenheiro de segurança do trabalho, Rodrigo Augusto Soravassi, atuante na Trabt Medicina e Segurança do Trabalho, empresa sorocabana especialista em medicina e segurança do trabalho, diz que a natureza da atividade na construção civil é perigosa e precisa de atenção.

“A taxa nacional de mortalidade no trabalho é de 5,21 mortes para cada 100 mil trabalhadores, já na construção civil a taxa é de 11,76 casos para cada grupo de 100 mil. Entre as principais causas de acidentes estão: impactos com objetos, quedas, choques elétricos, soterramento ou desmoronamento”, informa.

Grande parte desses acidentes poderiam ser evitados com o devido treinamento dos profissionais e também com o uso correto dos equipamentos de proteção individual (EPIs).

“A construção civil é uma área na qual o trabalhador fica exposto a espaços confinados ou de altura e produtos nocivos à saúde, então, é preciso treinamento correto e também a utilização dos EPIs. A prevenção é o caminho para salvar vidas”, diz Soravassi.

Normas

O Poder Legislativo e Judiciário obriga que empresas que possuem empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), executem as Normas Regulamentadoras (NR) obrigatórias para a segurança e saúde de seus colaboradores.

Existem duas NRs de extrema importância para a construção civil, a NR33, a qual realiza o treinamento do trabalhador em espaços confinados, e a NR35, que é o treinamento para atuarem em espaços acima de 2 metros.

Ambas têm seu treinamento dividido em duas etapas: a teórica e a prática, além de conterem cargas horárias diferentes para cada cargo.

“Cada uma das profissões demanda um tempo específico para treinamento. No caso da NR33, por exemplo, são 16 horas para a formação de trabalhadores autorizados como os vigias, e 40 horas para capacitação de colaboradores como supervisores de entrada.
Ressaltando que as duas profissões devem receber capacitação periódica a cada 12 meses, com carga horária mínima de 8 horas”, explica o engenheiro de segurança do trabalho, um dos responsáveis pelos treinamentos na Trabt.

Na Trabt, os treinamentos são realizados de acordo com a realidade do trabalhador, eles simulam as condições de trabalho para que o curso seja realmente proveitoso.

“Recentemente investimos em novos equipamentos, para que eles saiam daqui realmente sabendo como proceder no dia a dia e, assim, manter a segurança deles e dos colegas de trabalho”, comenta o médico do trabalho e gestor da Trabt, Dr. Renan Paiva Moreno.

Cenário

Durante a pandemia da Covid-19, o setor de construção civil foi um dos que mais contratou, sendo o segundo setor da economia brasileira que após 8 meses de pandemia manteve o nível de emprego formal em alta.

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), publicados dia 30 de setembro deste ano, a construção já gerou um saldo positivo de 58.464 vagas.

O médico Renan Paiva Moreno, afirma que 40,31% dos exames ocupacionais realizados em 2020, foram admissionais.

“O setor que mais realizou exames admissionais foi o da construção civil, seguida de prestação de serviços e alimentação. Mesmo com a pandemia, tivemos um número maior de exames admissionais comparado aos outros tipos de Atestado de Saúde Ocupacional (ASOS), sendo 27% o número correspondente aos exames demissionais e 22% aos exames periódicos”, detalha.