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26 de setembro de 2019
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TENDÊNCIAS

Confiança do empresário industrial permanece elevada em setembro

ICEI mantém-se em 59,4 pontos. Resultado segue 4,8 pontos acima de sua média histórica e 6,6 pontos acima do registrado no mesmo mês de 2018
Fonte: Assessoria de Imprensa

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) manteve-se inalterado na passagem de agosto para setembro de 2019, em 59,4 pontos.

Essa estabilidade interrompe uma sequência de três meses consecutivos de alta, segundo pesquisa divulgada na semana passada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Os números mostram que, com a estabilidade, a confiança do empresário brasileiro segue elevada: o ICEI segue 4,8 pontos acima de sua média histórica e 6,6 pontos acima do registrado em setembro de 2018.

Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos. Quando estão acima dos 50 pontos mostram que os empresários estão confiantes.

“A confiança se mantém elevada por uma combinação de perspectivas futuras otimistas, entre elas a de aprovação da reforma da Previdência e avanços na discussão da reforma tributária, e em função de uma percepção de melhora na atividade corrente das próprias empresas”, afirma o economista da CNI Marcelo Azevedo.

Variações

A estabilidade do ICEI em setembro se deve à variação em sentidos opostos de seus dois componentes.

Um deles, o Índice de Condições Atuais cresceu 0,8 ponto na comparação com agosto e alcançou 51,9 pontos em setembro. É a segunda variação positiva consecutiva do índice, que havia subido 4,1 pontos no mês anterior.

O segundo, o Índice de Expectativas, registrou leve queda em setembro, de 0,4 ponto. A redução interrompe uma sequência de três meses de alta e deve-se, exclusivamente, ao que se espera da economia brasileira, uma vez que as expectativas relativas à própria empresa se mantiveram estáveis no mês.

“A elevação nesse índice aponta que o empresário vem percebendo melhora nas condições correntes dos negócios. Eles têm uma percepção não apenas que a situação de suas empresas melhorou, mas também da economia brasileira como um todo”, afirma Azevedo.

“A queda no Índice de Expectativas, por sua vez, foi modesta, e não muda o fato que os empresários mostram grande otimismo para os próximos meses”, ressalta.