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30 de outubro de 2019
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Concreto: Evolução passo a passo

Atendendo com mais rigor às especificações de engenharia, concreto produzido em centrais vem se tornando mais competitivo inclusive do ponto de vista financeiro
Fonte: Assessoria de Imprensa

Se comparado ao material finalizado em caminhões-betoneira, o concreto produzido em centrais consegue atender de maneira mais rigorosa às especificações dos engenheiros. Como sua formulação pode ser repetida inúmeras vezes, sempre com a mesma exatidão, também proporciona maior homogeneidade. E esse concreto despejado já misturado nos caminhões – ainda minoritário no mercado nacional – vem se tornando mais competitivo, inclusive quando avaliado do ponto de vista financeiro.

No Brasil, o concreto misturado em centrais sempre foi taxado como produto industrializado, sujeito a alíquotas fiscais superiores às do ISS (Imposto Sobre Serviços), tributo incidente sobre a simples dosagem na usina, com mistura nos caminhões. Essa particularidade, afirmam os fabricantes, segue estimulando os fornecedores de concreto a privilegiar a mistura nos caminhões, prejudicando a opção pelas centrais misturadoras.

Segundo a ABESC, o STF já reconhece que o concreto misturado não deve ser taxado como produto industrializado

Todavia, para o presidente da ABESC (Associação Brasileira de Empresas de Serviços de Concretagem), Jairo Abud, essa questão fiscal já está equacionada, pois o próprio Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu que o concreto misturado não deve ser taxado como produto industrializado, até porque só estará finalizado quando endurecer na obra. “É consenso que a tributação devida é o ISS”, diz. “Porém, produtos pré-moldados de concreto – como lajes e paredes – seguem tributados como produtos industrializados.”

EQUIVALÊNCIA

Abud vê na falta de informações uma possível razão para haver quem ainda considere as questões tributárias um empecilho à expansão da oferta de concreto misturado em centrais. “Quem comprar concreto misturado em usina pagará preço equivalente ao do misturado no caminhão-betoneira”, garante.