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26 de julho de 2018
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Tecnologia / Complexo Eólico Lagoa do Barro inicia fabricação de torres

Os componentes das torres do Complexo Eólico Lagoa do Barro começaram a ser fabricados neste mês de junho. A previsão é que até o final de julho as primeiras torres estejam totalmente prontas para sustentar os maiores aerogeradores do Brasil.

A construção de cada torre de 120 metros demandará 22 peças de concreto  – as dovelas – distribuídas em seis patamares com altura semelhante. Para o total de 65 aerogeradores, 1.430 peças serão confeccionadas na fábrica de torres instalada nas proximidades do empreendimento.

A mobilização da equipe de montagem dos aerogeradores também agitou o mês de junho, assim como a chegada das primeiras peças dos guindastes que serão responsáveis pela montagem dos potentes equipamentos.

A montagem dos aerogeradores será realizada em três etapas principais, com três equipes trabalhando independentemente. “Começaremos pela pré-montagem dos tramos das torres de concreto, seguida pela entrada da segunda equipe responsável pela montagem até a nacelle e, por último, a entrada da terceira equipe responsável pela montagem das pás”, conta o gerente de obras, Armando Barros.

Em paralelo à fabricação das torres, as obras da subestação coletora indicam o alto desempenho da implementação do empreendimento. Além de obras civis da casa de comando, estão sendo finalizadas as atividades eletromecânicas do p...


Os componentes das torres do Complexo Eólico Lagoa do Barro começaram a ser fabricados neste mês de junho. A previsão é que até o final de julho as primeiras torres estejam totalmente prontas para sustentar os maiores aerogeradores do Brasil.

A construção de cada torre de 120 metros demandará 22 peças de concreto  – as dovelas – distribuídas em seis patamares com altura semelhante. Para o total de 65 aerogeradores, 1.430 peças serão confeccionadas na fábrica de torres instalada nas proximidades do empreendimento.

A mobilização da equipe de montagem dos aerogeradores também agitou o mês de junho, assim como a chegada das primeiras peças dos guindastes que serão responsáveis pela montagem dos potentes equipamentos.

A montagem dos aerogeradores será realizada em três etapas principais, com três equipes trabalhando independentemente. “Começaremos pela pré-montagem dos tramos das torres de concreto, seguida pela entrada da segunda equipe responsável pela montagem até a nacelle e, por último, a entrada da terceira equipe responsável pela montagem das pás”, conta o gerente de obras, Armando Barros.

Em paralelo à fabricação das torres, as obras da subestação coletora indicam o alto desempenho da implementação do empreendimento. Além de obras civis da casa de comando, estão sendo finalizadas as atividades eletromecânicas do pátio de 230 kV e a montagem dos equipamentos do setor de 34,5kV. A previsão é que, até o final de julho, seja concluído o comissionamento, tornando a subestação apta para energização.

Nos acessos que ligam os oito parques, estão sendo executadas as atividades de acabamento, com principal destaque para a drenagem superficial e para o tratamento superficial duplo (TSD) das vias de maior inclinação. Quando finalizado, o pavimento impermeabilizado, antiderrapante e resistente a desgastes irá proporcionar maior segurança aos aerogeradores.

Com 76.8% das obras civis e eletromecânicas finalizadas, o Complexo Eólico Lagoa do Barro está cada vez mais próximo de transformar os fortes ventos do Piauí em 195 megawatts de energia renovável. A previsão é que o empreendimento entre em operação comercial no segundo semestre de 2018, dentro do prazo previsto, o que comprova a eficiência e a capacidade de entrega da Atlantic.

Outro marco significativo do empreendimento foi a conclusão da maior linha de transmissão da empresa. Até o final de 2018, ela será responsável por levar energia aos pontos de conexão para, posteriormente, ser entregue a 400 mil residências.

Recém-finalizada, a linha de transmissão percorre os municípios de Lagoa do Barro do Piauí, Capitão Gervásio de Oliveira e São João do Piauí, interligando a subestação Lagoa do Barro 01 e a subestação São João do Piauí. Para isso, conta com 88 quilômetros de extensão – 84 km a mais que o Complexo Eólico Morrinhos, na Bahia, e 67 Km a mais que o Complexo Eólico Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul.

Com o progresso, a montagem dos 65 aerogeradores, com 3 megawatts cada, está mais próxima de seu início. A equipe e as gruas principais já foram mobilizadas e os componentes dos potentes equipamentos chegaram a Lagoa do Barro do Piauí no final de junho. Já são cinco kits de pás (63 metros cada), seis nacelles (109 toneladas cada) e seis hubs.

A fabricação das torres também evolui dentro do cronograma previsto. Até o momento foram confeccionadas 56 dovelas – ao total, serão 1.430 peças, ou seja, 22 dovelas para cada torre de 120 metros. “Com isso, as primeiras estruturas de concreto que sustentarão os aerogeradores poderão ser erguidas nas próximas semanas”, revela o gerente de obra, Armando Barros.

Obras da subestação coletora e do bay de conexão, que encontram-se em fase final de montagem de lançamento de cabos e de painéis, estão a todo vapor. Em julho, foram executados acabamentos internos das edificações e parte do comissionamento dos equipamentos de pátio da subestação, entre outras atividades.

Com os resultados do mês, 85% das obras de infraestrutura – atividades civis e eletromecânicas – estão finalizadas e, em breve, o empreendimento terá 195 megawatts de potência instalada em operação, indicando que bons ventos continuam soprando no Piauí.