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08 de novembro de 2018
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Infraestrutura / Chamada internacional leva arte e outras intervenções para palafitas de edifícios

Todas as propostas que atenderem aos critérios de habilitação e forem selecionadas ficarão disponibilizadas para consulta do público no site oficial do concurso, passando a ser integrante de uma galeria online de possibilidades de ocupação de vazios de palafitas. A premiação consiste na exposição dos finalistas no Viaduto das Artes. Se confirmado o festival, em meados no ano que vem, os autores das propostas premiadas serão convidados a desenvolver os seus projetos, dentro de um orçamento de até R$ 20 mil.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 22/01/2019 por meio do preenchimento de formulário digital disponível no site oficial. A divulgação do resultado será em 29/01/2019. A abertura da exposição e da mesa de debates ocorrem no primeiro trimestre de 2019.

Sobre o Buritis e suas palafitas

O Buritis era uma fazenda na Zona Sul de Belo Horizonte que se transformou vertiginosamente num fenômeno denso e verticalizado em pouco mais de uma geração. Maior canteiro de obras da cidade nas décadas de 1980 e 1990, hoje é um dos bairros que oferece o maior número de unidades habitacionais de BH. Muitos dos edifícios foram construídos em terrenos de topografia acidentada, com palafitas que chegam a ser mais altas do que os próprios prédios que sustentam.

"Prova dos mecanismos irracionais da Lei de Uso e Ocupação do Solo e da pressão do mercado imobiliário local, em poucos anos os morros marcados por uma palmeira típica do cerrado, o buriti, se transformaram numa cacofonia de edifícios esquizofrênicos", afirma o arquiteto e urbanista Carlos Teixeira.

A nova Lei de Uso e Ocupação do Solo de Belo Horizonte, atualmente em tramitação na Câmara dos Vereadores, determina que todas as construções estruturadas sobre palafitas deverão apresentar algum tipo de, nos termos descritos na lei, tratamento estético. Outro objetivo do Outros Territórios é antecipar possíveis soluções para esse enorme passivo arquitetônico que, lamentavelmente, está presente no Buritis e em várias outras regiões de Belo Horizonte e mundo afora.

Comissão Organizadora

O Vazio S/A, fundado pelo arquiteto Carlos Teixeira, em 2003, é um escritório de arquitetura que busca uma postura propositiva e ativa: uma visão da informalidade, dos vazios e do mercado como algo que possa nos indicar novos projetos e oportunidades. À visão de uma prática de escritório convencional (casas, edifícios comerciais e desenho urbano, por exemplo) está associada a experimentação através de concursos de arquitetura, publicações, parcerias com grupos sociais e artísticos, e intervenções urbanas efêmeras que propões novas relações entre a cultura contemporânea e a arquitetura. Junto com o grupo de teatro Armatrux, já ocupou dois prédios do Buritis, na rua Stela Hanriot, por alguns meses em 2001 e 2004 (www.vazio.com.br/projetos/amnesias-topograficas-ii)

Produção editorial: Revista Grandes Construções – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral