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21 de janeiro de 2021
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Capitais apostam em crédito popular e qualificação para incentivar economia

Obras, redução de tributos e desburocratização também estão entre as medidas anunciadas no início do mandato
Fonte: Folha de S. Paulo

Após um 2020 de retração devido à pandemia, prefeitos de capitais iniciaram a gestão com foco em planos de retomada econômica.

As ações anunciadas nos primeiros dias do ano englobam, de maneira geral, investimentos públicos em obras, qualificação profissional, diminuição de impostos, desburocratização para agilizar abertura de empresas e oferta de créditos populares.

Em um segundo momento, após um possível arrefecimento da Covid-19, os gestores apostam em estratégias para reaquecimento do turismo.
Em Florianópolis, o prefeito reeleito, Gean Loureiro (DEM) , fez uma live no primeiro dia útil da nova gestão para anunciar várias ações na tentativa de turbinar a economia da cidade, mesmo em meio à indefinição sobre o calendário nacional de vacinação.

Entre vários pontos, destacou um plano de capacitação e qualificação profissional. Segundo ele, 20 mil empregos vão ser gerados em dois anos.

"Não podemos esquecer que o plano de retomada começa em um momento que ainda estamos lidando com a pandemia. Então, é essencial que as ações sejam planejadas e realizadas de forma segura."

O Floripa Mais Emprego engloba investiment...


Após um 2020 de retração devido à pandemia, prefeitos de capitais iniciaram a gestão com foco em planos de retomada econômica.

As ações anunciadas nos primeiros dias do ano englobam, de maneira geral, investimentos públicos em obras, qualificação profissional, diminuição de impostos, desburocratização para agilizar abertura de empresas e oferta de créditos populares.

Em um segundo momento, após um possível arrefecimento da Covid-19, os gestores apostam em estratégias para reaquecimento do turismo.
Em Florianópolis, o prefeito reeleito, Gean Loureiro (DEM) , fez uma live no primeiro dia útil da nova gestão para anunciar várias ações na tentativa de turbinar a economia da cidade, mesmo em meio à indefinição sobre o calendário nacional de vacinação.

Entre vários pontos, destacou um plano de capacitação e qualificação profissional. Segundo ele, 20 mil empregos vão ser gerados em dois anos.

"Não podemos esquecer que o plano de retomada começa em um momento que ainda estamos lidando com a pandemia. Então, é essencial que as ações sejam planejadas e realizadas de forma segura."

O Floripa Mais Emprego engloba investimento de R$ 25 milhões. A prefeitura promete entrar com R$ 7 milhões. O Sebrae-SC (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina) aportará R$ 5 milhões, e há um complemento de R$ 13 milhões provenientes do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).

Nos próximos dois anos, a meta, segundo dados apresentados pelo Executivo da capital catarinense, é um investimento de R$ 300 milhões. Deste total, R$80 milhões vão ser aplicados em obras de construção civil, e R$ 220 milhões, em saúde, saneamento e educação.

O fim do auxílio emergencial tem preocupado os prefeitos. "A gente sabe que não adianta cuidarmos da saúde sem que tenhamos uma maneira de estimular o emprego", disse Loureiro.

No Recife, o prefeito João Campos (PSB) promete implementar, nos três primeiros meses da gestão, um programa de crédito popular com juros abaixo de 1%.

O empreendedor que pagar as primeiras 11 parcelas em dia é liberado do pagamento da 12ª. O objetivo do plano é impulsionar a economia local com o incentivo a pessoas que querem investir ou que já possuem negócio próprio. O limite máximo de empréstimo é de R$3.000.

"Poderemos dar acesso também a quem está negativado para receber, com aquele período de carência."


No primeiro ano, o aporte será de R$ 13 milhões. A ação foi uma das principais promessas de campanha.

O novo prefeito também planeja, nos primeiros cem dias da gestão, implementar o Investin Recife, a primeira agência de fomento do município para fazer captação de recursos e interligação com mecanismos de qualificação profissional para atender novos investimentos.

Há também a intenção de fechar parcerias com empresas do Porto Digital, um dos mais relevantes parques tecnológicos do Brasil.

Em Curitiba, o prefeito Rafael Greca (DEM) já vinha propagando um plano de retomada durante a campanha eleitoral.

Há previsão de aporte de, aproximadamente, R$ 1 bilhão em investimentos em obras, como a implantação de uma nova linha de ônibus e a reurbanização do bairro Caximba, um dos mais pobres da cidade, gerando 85 mil empregos.

O plano contém ações em outras diversas áreas e foca principalmente no auxílio às atividades produtivas de pequeno porte. Há um fundo que concede garantias aos empréstimos contraídos por empresários, no valor de R$ 10 milhões.

Segundo a prefeitura, logo após o início da pandemia, Curitiba foi a primeira cidade a criar um fundo anticrise, que garante reserva financeira para situações de crise econômica, desequilíbrio fiscal ou calamidade pública.

"Fechamos todos os anos em azul. Salmos do vermelho, entregamos a prefeitura melhor, mais bonita e mais justa", disse Greca na cerimônia deposse.no dia 1°.

Em Salvador, o prefeito Bruno Reis (DEM) definiu como prioridades para reativar a economia a busca de parcerias público-privadas, a atração de empresas do segmento de tecnologia e o lançamento de um novo pacote de obras. A meta é criar 50 mil novos empregos até o final do ano.

"Queremos captar novos investimentos e perseguir a criação de novos postos de trabalho. Um dos nossos principais focos será atrair empresas de tecnologia", afirma Reis.

Salvador tem uma taxa de desemprego de 17,5%, segunda maior entre as capitais. São 289 mil pessoas que estão sem trabalho, mas em busca de ocupação, segundo o IBGE.

Sem grandes indústrias, a capital baiana tem segmentos como serviços e turismo como bases da economia. Os dois setores foram fortemente atingidos pela pandemia.

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