01 de agosto de 2019
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TENDÊNCIAS

Cabeamento subterrâneo se torna alternativa para o mercado de telecom

O modelo impossibilita casos de rompimentos acidentais de cabos causados por ventos, chuvas fortes, descargas elétricas e, inclusive, caminhões desavisados que passam em regiões onde sua altura não é autorizada
Fonte: Assessoria de Imprensa

O cabeamento subterrâneo já foi tendência e vem se tornando a cada dia uma realidade nos grandes centros urbanos do Brasil.

Promovendo segurança, o modelo impossibilita casos de rompimentos acidentais de cabos causados por ventos, chuvas fortes, descargas elétricas e, inclusive, caminhões desavisados que passam em regiões onde sua altura não é autorizada.

De acordo com Marco Giannetti, coordenador técnico da Fibracem, indústria especializada no setor de comunicação óptica, a mudança para este modelo de infraestrutura de rede não altera a eficiência da transmissão dos dados.

Para ele, a única diferença neste modelo são os cabos, que necessitamde uma atualização no design construtivo e nos materiais dasproteções que as fibras devem ter para não assimilarem os esforços durante os processos de instalação eoperação.

“O cabo subterrâneo atual é dimensionado para suportar um esforço de tração máximo equivalente a duas vezes o seu peso por quilometro, enquanto o cabo aéreo suporta o esforço igual a 1,5 vezes o seu peso por quilometro para instalações em vão de 80 m, duas vezes para vão de 120m e três vezes para vão de 200m”, comenta.

O sistema de cabeamento subterrâneo é utilizado em países desenvolvidos há vários anos.

Dentre as vantagens práticas, estão, por exemplo, a redução de uma manutenção constante, além de possibilitar uma despoluição visual.

Entretanto, comenta Giannetti, foi nos últimos anos que o Brasil passou a pensar neste novo molde, porém não avançou como se esperava devido aos altos custos envolvidos no modelo tradicional.

Giannetti afirma, também, quese tratando das emendas de fibra óptica, mesmo com o cabeamento subterrâneo, continuarão sendo usadas algumas dos modelos atuais.

Segundo ele, existem no mercado caixas de emenda (CEO) com fechamento termo contrátil (SVT) ou mecânico (SVM), já homologadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para uso subterrâneo ou aéreo.