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13 de setembro de 2018
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Artigo

BIM e a disrupção na construção no Brasil

Fonte: Assessoria de Imprensa

Atualmente o conceito de disrupção tem ganhado um bom espaço nos debates sobre tecnologia, mas muitos ainda o confundem com simples inovação. Para cada novidade tecnológica que chega a um determinado segmento da indústria é preciso perguntar: isso vai realmente transformar um negócio e o seu ecossistema ou trará apenas uma melhoria incremental, útil e criativa? É justamente acerca de uma destas transformações profundas, que pretendemos abordar, entrando um pouco no que vem sendo feito de novo dentro de um setor tão tradicional.

A construção civil é um segmento que tem resistido à inovação e à disrupção. A própria empresa em que trabalho, a Autodesk, enfrenta cotidianamente o desafio de lidar com o olhar limitado com que esse mercado enxerga a tecnologia, pois até hoje nossa marca ainda é bastante associada à mais antiga e tradicional de suas soluções – o AutoCAD – embora nestes mais de 35 anos de história já tenhamos desenvolvido várias outras soluções mais inovadoras, e mesmo disruptivas, para esta e outras indústrias.

Neste ponto é importante tratarmos da Modelagem da Informação da Construção e do real impacto que a sua aplicação pode ter se adequadamente concretizada pelas empresas do setor. Com certeza um grande percentual do mercado brasileiro da construção já ouviu falar de BIM (Building Information Modeling), um processo disruptivo baseado em tecnologia que chegou já há alguns anos com a proposta de trazer mais produtividade, assertividade e qualidade para a construção civil. Resta perguntar o que falta ao Brasil para que efetivamente o BIM consolide-se como uma ferramenta de larga escala, como um novo e definitivo padrão para a indústria, como tem acontecido em muitos países ao redor do mundo.

Neste caminho de implantação do BIM no Brasil tivemos alguns percalços, sendo um dos mais significativos com uma das piores crises do setor da construção civil em toda a nossa história. Instabilidade política, consumidores sem dinheiro ou mesmo sem vontade de investir, analistas aconselhando cautela. Vimos também, até recentemente, altas taxas de vacância e elevados índices de distratos, o que acarretou enormes prejuízos para as incorporadoras e construtoras. No entanto, embora o setor ainda passe por um período difícil, o que temos visto é um crescente otimismo pela retomada; e isso pode levar ao derradeiro empurrão para a consolidação definitiva do BIM no País.

O contato contínuo com profissionais do setor tem descortinado a impressão de um novo momento para a indústria. Conversando com projetistas – importante termômetro do segmento, pois indiciam em seu montante de trabalho tanto crises iminentes quanto retomadas no horizonte – percebemos que o ano tem apresentado novas oportunidades.

Produção editorial: Revista Grandes Construções – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral