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31 de janeiro de 2019
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Tragédia Brumadinho

Barragem da Vale se rompeu e deixou rastro de destruição

Fonte: UOL

Uma barragem da mineradora Vale se rompeu e ao menos uma transbordou , dia 25 de janeiro, em Brumadinho, cidade da Grande Belo Horizonte, liberando cerca de 13 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro no rio Paraopeba, que passa pela região. A lama se estende por uma área de 3,6 km2 e por 10 km, de forma linear.  O novo acidente ocorre três anos após a Tragédia de Mariana, quando a barragem de Fundão se rompeu vitimando 19 pessoas e de dano ambiental incalculável.

Até a manhã do dia 29 de janeiro, 65 corpos haviam sido encontrados. Desses, 31 já foram identificados, segundo a Polícia Civil de Minas. Até o momento, foram resgatadas 192 pessoas pelos bombeiros. Há 279 desaparecidos, segundo a Polícia Civil de Minas Gerais.

No mesmo dia 29 de janeiro, uma operação do Ministério Público de Minas Gerais, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal prendeu cinco engenheiros —-três da Vale, em Minas Gerais e dois prestadores de serviço, em São Paulo—- relacionados à segurança da barragem. Os profissionais da Vale eram os responsáveis diretos pela estrutura que se rompeu, e os dois demais, os que atestaram a segurança da barragem em laudo recente.

As forças de segurança que trabalham nas operações de busca se reuniram com a equipe israelense que chegou na noite de domingo para auxiliar no resgate, e com o governador de Minas ...


Uma barragem da mineradora Vale se rompeu e ao menos uma transbordou , dia 25 de janeiro, em Brumadinho, cidade da Grande Belo Horizonte, liberando cerca de 13 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro no rio Paraopeba, que passa pela região. A lama se estende por uma área de 3,6 km2 e por 10 km, de forma linear.  O novo acidente ocorre três anos após a Tragédia de Mariana, quando a barragem de Fundão se rompeu vitimando 19 pessoas e de dano ambiental incalculável.

Até a manhã do dia 29 de janeiro, 65 corpos haviam sido encontrados. Desses, 31 já foram identificados, segundo a Polícia Civil de Minas. Até o momento, foram resgatadas 192 pessoas pelos bombeiros. Há 279 desaparecidos, segundo a Polícia Civil de Minas Gerais.

No mesmo dia 29 de janeiro, uma operação do Ministério Público de Minas Gerais, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal prendeu cinco engenheiros —-três da Vale, em Minas Gerais e dois prestadores de serviço, em São Paulo—- relacionados à segurança da barragem. Os profissionais da Vale eram os responsáveis diretos pela estrutura que se rompeu, e os dois demais, os que atestaram a segurança da barragem em laudo recente.

As forças de segurança que trabalham nas operações de busca se reuniram com a equipe israelense que chegou na noite de domingo para auxiliar no resgate, e com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Espera-se que os 136 militares agilizem o processo de retirada de vítimas somados aos 280 bombeiros. Entre os equipamentos trazidos de Israel estão sonares que podem detectar sinais de celular a até três metros de profundidade e distinguir a lama de outras substâncias, como corpos.

No domingo (dia 27) os bombeiros iniciaram a evacuação de comunidades de Brumadinho após a constatação de que uma segunda barragem da Vale apresentava risco iminente de rompimento. Um alarme de aviso sobre rompimento de barragem soou às 5h30. A possibilidade de um novo rompimento foi descartada depois.

A barragem 1, que se rompeu, é uma estrutura de porte médio para a contenção de rejeitos e estava desativada. Seu risco era avaliado como baixo, mas o dano potencial em caso de acidente era alto.

Laudo sobre barragem definia risco da estrutura como baixo 3.300 em situação mais crítica

Um dos elementos que levaram à prisão foi um laudo, assinado por Makoto Namba, engenheiro terceirizado, e Cesar Augusto Paulino Grandchamp, geólogo da Vale. Ambos foram presos.  O documento sobre a Barragem I, da mina do Córrego do Feijão, define o risco da estrutura como baixo, embora afirme que o dano potencial é alto.

O laudo assinado pelos dois declara inspeção de segurança na barragem e atesta "estabilidade da mesma em consonância com lei 12.334, de 20 de setembro de 2010". Namba é engenheiro civil da TÜV SÜD Bureau, empresa que atua na área de engenharia consultiva e está focada na gestão de projetos de construção e infraestrutura, Yassuda é diretor da empresa, segundo a polícia paulista.