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08 de maio de 2014
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Mercado

Weber Saint-Gobain inaugura sua 17a fábrica no Brasil

Deflagrando um segundo ciclo de expansão no país, fabricante de argamassas abre nova unidade para atender ao crescente mercado imobiliário da região de Brasília
Por Marcelo Januário

A segunda fábrica do grupo Weber Saint Gobain em Goiás, no município de Planaltina

Transcorrido um terço do ano, são poucas as empresas que podem se vangloriar de já ter aberto duas novas unidades fabris no Brasil em 2014. A Weber Saint-Gobain pode. A fabricante francesa de argamassas acaba de colocar em funcionamento sua 17a fábrica em território brasileiro, dessa vez em Planaltina (GO), apenas dois meses após inaugurar uma unidade compacta em Itaboraí (RJ).

A nova fábrica custou R$ 35 milhões e tem capacidade produtiva de 140 mil t/ano de argamassas. Segundo a empresa, a unidade gerará 110 empregos diretos e indiretos, sendo projetada já com previsão de expansão. O mercado-alvo é a região Centro-Oeste, com foco no Distrito Federal. “Esta inauguração dá continuidade ao nosso planejamento estratégico de crescimento no país”, diz Carlos Orlando, presidente da Weber Saint-Gobain no Brasil. “Temos obtido um crescimento acima da média nacional e, agora, queremos consolidar a presença neste importante mercado para a construção civil que é o de Brasília e região.”

Ciclo

Instalada em um terreno de 46 mil m2, a nova planta industrial possui 7,5 mil m2 de construção e, segundo a empresa, abriga soluções tecnológicas para redução do consumo de energia, priorizando aspectos como reuso de água, aquecimento solar e câmara de despoeiramento para maior conforto dos trabalhadores.

Modificada de um projeto espanhol, a fábrica foi montada em tempo recorde, mas a definição do terreno já não foi tão simples, demandando quase um ano na procura. “Foi uma verdadeira aventura, pois não conseguíamos encontrar muitas opções no Distrito Federal”, recorda Orlando. “Isso porque há uma ausência de áreas para instalação de indústrias na região próxima a Brasília, onde a maioria dos terrenos é grilada ou tombada.”

O fato é que tinha de ser exatamente lá, até por uma questão de logística e potencial comercial, como explica o executivo. “Não buscamos áreas que já estão desenvolvidas, mas sim com promessas de desenvolvimento”, diz Orlando, acrescentando que, após iniciar a produção, a empresa já vislumbra o aumento da capilaridade para seus produtos, movimento para o qual traçou um planejamento específico de expansão. “Esta unidade é voltada para os


A segunda fábrica do grupo Weber Saint Gobain em Goiás, no município de Planaltina

Transcorrido um terço do ano, são poucas as empresas que podem se vangloriar de já ter aberto duas novas unidades fabris no Brasil em 2014. A Weber Saint-Gobain pode. A fabricante francesa de argamassas acaba de colocar em funcionamento sua 17a fábrica em território brasileiro, dessa vez em Planaltina (GO), apenas dois meses após inaugurar uma unidade compacta em Itaboraí (RJ).

A nova fábrica custou R$ 35 milhões e tem capacidade produtiva de 140 mil t/ano de argamassas. Segundo a empresa, a unidade gerará 110 empregos diretos e indiretos, sendo projetada já com previsão de expansão. O mercado-alvo é a região Centro-Oeste, com foco no Distrito Federal. “Esta inauguração dá continuidade ao nosso planejamento estratégico de crescimento no país”, diz Carlos Orlando, presidente da Weber Saint-Gobain no Brasil. “Temos obtido um crescimento acima da média nacional e, agora, queremos consolidar a presença neste importante mercado para a construção civil que é o de Brasília e região.”

Ciclo

Instalada em um terreno de 46 mil m2, a nova planta industrial possui 7,5 mil m2 de construção e, segundo a empresa, abriga soluções tecnológicas para redução do consumo de energia, priorizando aspectos como reuso de água, aquecimento solar e câmara de despoeiramento para maior conforto dos trabalhadores.

Modificada de um projeto espanhol, a fábrica foi montada em tempo recorde, mas a definição do terreno já não foi tão simples, demandando quase um ano na procura. “Foi uma verdadeira aventura, pois não conseguíamos encontrar muitas opções no Distrito Federal”, recorda Orlando. “Isso porque há uma ausência de áreas para instalação de indústrias na região próxima a Brasília, onde a maioria dos terrenos é grilada ou tombada.”

O fato é que tinha de ser exatamente lá, até por uma questão de logística e potencial comercial, como explica o executivo. “Não buscamos áreas que já estão desenvolvidas, mas sim com promessas de desenvolvimento”, diz Orlando, acrescentando que, após iniciar a produção, a empresa já vislumbra o aumento da capilaridade para seus produtos, movimento para o qual traçou um planejamento específico de expansão. “Esta unidade é voltada para os grandes centros consumidores, que queremos atingir com a expansão geográfica e oferta de novos produtos de alta tecnologia.”

Pé-quente

Para tanto, a empresa já possui uma fábrica no estado de Goiás, na cidade de Anápolis, que também produz 140 mil toneladas de argamassas por ano e a linha de impermeabilizantes, além de outra unidade fabril em Cuiabá (MT). “Temos 40% do mercado nacional, mas na região de Goiás e Brasília nossa participação ainda é de 33%, por enquanto”, afirma o executivo. “Em essência, queremos criar demanda onde não havia e temos sido pé-quente, pois todas as unidades estão aí, não fechamos nenhuma.”

A estratégia para o segundo ciclo de expansão é complementada por projetos como o de Itaboraí (RJ), ou seja, de unidades compactas em cidades de médio porte. “Nessa linha, já temos em vista a inauguração da nossa 18ª fábrica, que será instalada em Cubatão (SP) assim que acharmos o local, pois também é muito complicado se instalar lá e estamos já há um ano procurando terreno”, revela Orlando.

Em 2013, crescimento foi o dobro da média nacional

Com market share de 40% no país, a Weber Saint-Gobain é líder do mercado brasileiro de argamassas industrializadas, faturando mais de R$ 1 bilhão em 2013, com crescimento de 10% sobre 2012. E, com as atuais 17 fábricas, oito centros de distribuição e três unidades de mineração, a empresa deixa claro que o país mantém-se como foco prioritário de suas estratégias globais.

“O Brasil é um dos mercados em que mais vendemos, onde temos bom desempenho na rede de distribuição e todas as marcas crescem”, corrobora Pierre-André de Chalendar, presidente mundial da Saint-Gobain. “Com isso, obtivemos um avanço de 10% em 2013, mais que o dobro da média nacional”, arremata Benoît d’Iribarne, presidente da Saint-Gobain para o Brasil, Argentina e Chile.

Para este ano, a empresa mantém o otimismo e espera repetir o percentual, apesar das necessárias ressalvas quanto às dificuldades do exercício. “Não sabemos como vai ser o comportamento do mercado”, pondera Carlos Orlando, presidente da Weber Saint-Gobain no Brasil. “Temos receio que ocorram manifestações que possam assustar o consumidor, causando prejuízo para as revendas. Por isso, não temos previsões para junho e julho, mas será sempre um consumo represado, que cedo ou tarde acontecerá.”

Fabricante introduz novas tecnologias

Com um portfólio que abrange toda a gama de argamassas, a Weber Saint-Gobain vem apostando forte na introdução de tecnologias avançadas que possam abrir espaço no mercado brasileiro, o primeiro no qual a empresa se instalou fora da França. Isso inclui um inovador sistema de despoeiramento desenvolvido a pedido dos próprios clientes. “Neste ano, lançamos uma linha de argamassas brancas sem poeira e com embalagem selada”, descreve Asier Amorena, diretor de marketing da Weber Saint-Gobain. “Era uma demanda que muitos lojistas estavam pedindo, pois dificultava colocar os produtos na frente dos estabelecimentos e aos olhos do consumidor, criando muita sujeira.”

Para Carlos Orlando, presidente da Weber Saint-Gobain no Brasil, o fato de a linha ser selada e totalmente sem poeira deve provocar um grande impacto comercial no mercado, pois o produto não suja mais o ambiente como ocorria antes. “É realmente uma inovação espetacular, pois se trata de um produto em pó que não propaga poeira e não vaza”, completa.