18 de maio de 2017
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Cidades

Uma centena de obras em Maringá

Cidade transforma-se em verdadeiro canteiro de obras, com grande volume de investimentos em infraestrutura, para fazer frente ao acelerado crescimento da população

Desenhada para comportar 200 mil habitantes no projeto inicial, a cidade de Maringá (PR), planejada em 1942, pelo arquiteto e urbanista Jorge de Macedo, ultrapassou e muito esse número, 70 anos depois de sua fundação. Atualmente, 400 mil moradores e uma densidade de quase um veículo por habitante foram fundamentais para que o local se transformasse em um verdadeiro canteiro de obras. São quase uma centena de intervenções, que alcançam investimentos de mais de R$ 100 milhões, bancados em parte com recursos do município e em outra parte pelos governos estadual e federal.

Neste orçamento, o setor do saneamento foi contemplado com grande volume de recursos, a serem aplicados no sistema de abastecimento de água e na prevenção a inundações. De acordo com o presidente da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Mounir Chaowiche, foram comprados dois novos motores elétricos reservas de 1500 CV, para a captação do Rio Pirapó em caso de panes e inundações. “Uma das grandes vantagens dos motores reserva está na redução do tempo de retomada do bombeamento da água bruta para ser tratada na estação localizada no Jardim Alvorada”, afirma Chaowiche.

Além dos motores reserva, no mês de julho do ano passado a Sanepar recebeu três conjuntos anfíbios de motobombas de 600 CV que serão instalados na unidade de bombeamento da captação do Rio Pirapó. “Serão as primeiras bombas submersas de 600 CV instaladas no Brasil”, destacou Chaowiche. Foram comprados mais quatro conjuntos de 125 CV, que totalizam sete conjuntos de motobombas submersíveis.

Ao todo, a Sanepar está aplicando R$ 25 milhões em ações preventivas, para garantir o abastecimento à população de Maringá. A companhia construiu um novo reservatório no bairro Cidade Alta com capacidade para 2 milhões de litros de água. Também foi construído um Centro de Controle Operacional, que acompanha em tempo real todo o sistema de abastecimento: captação, tratamento, situação dos reservatórios e distribuição. Mais quatro poços foram perfurados e novos quadros de comando (eletrocentros) serão instalados na captação. A rede de distribuição de água foi ampliada em mais de 19 km.

O plano de ações da Sanepar conta ainda com um estudo hidrológico para controle de novas inundações, implantação de um sistema de monitoramento do nível do Rio Pirapó, por meio de alertas, em parceria com o Sistema Meteorológico do Paraná


Desenhada para comportar 200 mil habitantes no projeto inicial, a cidade de Maringá (PR), planejada em 1942, pelo arquiteto e urbanista Jorge de Macedo, ultrapassou e muito esse número, 70 anos depois de sua fundação. Atualmente, 400 mil moradores e uma densidade de quase um veículo por habitante foram fundamentais para que o local se transformasse em um verdadeiro canteiro de obras. São quase uma centena de intervenções, que alcançam investimentos de mais de R$ 100 milhões, bancados em parte com recursos do município e em outra parte pelos governos estadual e federal.

Neste orçamento, o setor do saneamento foi contemplado com grande volume de recursos, a serem aplicados no sistema de abastecimento de água e na prevenção a inundações. De acordo com o presidente da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Mounir Chaowiche, foram comprados dois novos motores elétricos reservas de 1500 CV, para a captação do Rio Pirapó em caso de panes e inundações. “Uma das grandes vantagens dos motores reserva está na redução do tempo de retomada do bombeamento da água bruta para ser tratada na estação localizada no Jardim Alvorada”, afirma Chaowiche.

Além dos motores reserva, no mês de julho do ano passado a Sanepar recebeu três conjuntos anfíbios de motobombas de 600 CV que serão instalados na unidade de bombeamento da captação do Rio Pirapó. “Serão as primeiras bombas submersas de 600 CV instaladas no Brasil”, destacou Chaowiche. Foram comprados mais quatro conjuntos de 125 CV, que totalizam sete conjuntos de motobombas submersíveis.

Ao todo, a Sanepar está aplicando R$ 25 milhões em ações preventivas, para garantir o abastecimento à população de Maringá. A companhia construiu um novo reservatório no bairro Cidade Alta com capacidade para 2 milhões de litros de água. Também foi construído um Centro de Controle Operacional, que acompanha em tempo real todo o sistema de abastecimento: captação, tratamento, situação dos reservatórios e distribuição. Mais quatro poços foram perfurados e novos quadros de comando (eletrocentros) serão instalados na captação. A rede de distribuição de água foi ampliada em mais de 19 km.

O plano de ações da Sanepar conta ainda com um estudo hidrológico para controle de novas inundações, implantação de um sistema de monitoramento do nível do Rio Pirapó, por meio de alertas, em parceria com o Sistema Meteorológico do Paraná  (Simepar).

Entre as melhores

Maringá figura como a quarta melhor cidade do Brasil em saneamento, conforme o Ranking do Saneamento nas 100 Maiores Cidades, elaborado pelo Instituto Trata Brasil. O levantamento utilizou os últimos dados publicados pelo Ministério das Cidades no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), ano-base 2014. De acordo com os números oficiais, Maringá está com um índice de 98% de coleta e tratamento de esgoto, tem 100% de água tratada, 100% do lixo coletado e 98% da rede de esgoto captada e tratada.

No período de 2011 a 2014 foram investidos em Maringá R$ 26,8 milhões em obras de saneamento, sendo R$ 14,8 milhões na ampliação do sistema de esgotamento sanitário e R$ 12 milhões na ampliação e melhorias no sistema de abastecimento de água.

Em maio do ano passado foram concluídas as obras de ampliação e reforma da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Mandacaru, que agora passa a atender até 150 mil pessoas. Até então, a estrutura alcançava 90 mil moradores. A Sanepar investiu R$ 24 milhões na obra da ETE Mandacaru e concluiu a reforma e ampliação da ETE Alvorada, que custou R$ 19 milhões.

Os investimentos em esgoto sanitário em Maringá somam, em cinco anos, mais de R$ 115 milhões entre obras concluídas e em andamento. A cidade conta com três Estações de Tratamento de Esgoto, duas na região Norte (Alvorada e Mandacaru) e uma localizada na região Sul, conhecida como ETE Sul. As três unidades são responsáveis pelo tratamento de 100% do esgoto coletado na cidade. Também foram implantados, nos últimos cinco anos, mais de 177 mil metros de rede coletora de esgoto. Somente em 2016, cerca de 80 mil metros de rede foram implantados, beneficiando diversos bairros da cidade, como o Jardim dos Pássaros, Andradas, parte do Alvorada III, Jardim Atlanta, Conjunto Itatiaia, Conjunto Parigot de Souza, Conjunto Liberdade IV, Conjunto Residencial Guaiapó, parte do Conjunto Requião, parte do Jardim América, Jardim Paulista I e Jardim Paulista II.

Na ETE Mandacaru, além da reforma total da estrutura existente, como reatores e desarenador, foram construídos um novo laboratório, depósito, leitos de secagem, filtros, decantadores secundários, sistema de desidratação e inertização de lodo, interligações hidráulicas, obras elétricas, urbanização e um novo módulo de tratamento (UASB). Sua capacidade de tratamento passou de 360 para 440 l/s.

Transporte público e mobilidade

Além dos investimentos em Saneamento, Maringá tem em curso um importante projeto de transporte intermodal, que orbita em torno de um novo terminal urbano que tem como principal objetivo conectar corredores de ônibus e criar uma nova dinâmica na logística do transporte coletivo. O terminal tem 24 mil m2 e deve ficar pronto até outubro de 2018.

“No caso específico do transporte coletivo, o projeto é grande no custo, no tamanho e, principalmente, nos benefícios ao cidadão, com a garantia de serviços mais ágeis, confortáveis e eficientes”, diz o secretário municipal de obras públicas, Marcos Zucoloto. Essa é uma obra considerada fundamental e, ao mesmo tempo, desafiadora. Além de modernizar todo o sistema de tráfego de ônibus bairro-centro e centro-bairro, com intervenção razoável no trânsito de veículos, tem como objetivo impactar positivamente a vida da população maringaense.

O intermodal terá estações de transbordo e, ao longo do corredor de ônibus, serão instalados pequenos terminais localizados, que permitirão a conexão de linhas sem a necessidade de deslocamento até o terminal central.

No começo de abril, o prefeito da cidade, Ulisses Maia, fez a entrega formal do novo projeto do terminal urbano completamente readequado, já que o projeto original apresentava sérios problemas de fundação, que causaram um aumento de R$ 3 milhões em relação ao custo estimado inicialmente, de R$ 60 milhões.  O aumento no orçamento justificou, ainda, a abertura, em março, de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal para investigar, além dos custos, um atraso no cronograma das obras.

O problema no projeto original ocorreu na fase de perfurações de uma série de 12 sondagens previstas. Contrariando as sondagens iniciais, as primeiras perfurações apontaram a presença de rochas impenetráveis a profundidades de 33,2 metros e 31,3 metros. “Em função disso, o projeto original teve de ser corrigido, provocando atrasos e gerando dois aditivos que elevaram o custo da obra. Mas esse aumento de gastos deve ficar por conta dos responsáveis pelos erros cometidos no projeto original, que estão sendo investigados pela CPI da Câmara de Vereadores”, observou Maia.

Agora, a vencedora para execução da obra do intermodal, a Sial Construções Civis, retoma as perfurações do solo para fixar os pilares estruturais do novo terminal. Numa fase posterior, a prefeitura fará outra licitação, desta vez para contratar a empresa que vai elaborar o projeto de detalhamento da estrutura metálica do prédio. Essas obras comportarão os pontos de ancoragem da cobertura, construção de arcos de 25 metros de altura, aplicação de vidros e a sustentação do mezanino que cruzará a Avenida Horácio Raccanello Filho, uma das principais da cidade.

Além dessas obras, outros grandes projetos de infraestrutura estão em fase de elaboração pela atual gestão de Maringá. Entre eles estão as intervenções em avenidas de grande fluxo de veículos para melhorar o trânsito em rotatórias. Uma vez que a cidade tem uma das maiores frotas de veículos do Paraná, o tráfego demanda, segundo o secretário Zucoloto, intervenções contínuas na logística do tráfego urbano. “Sistemas binários e controle rigoroso da velocidade em algumas das vias foram as soluções encontradas. Existem também gargalos que serão resolvidos com a construção de viadutos”, diz.

Interligações entre bairros

A Prefeitura também está preparando, para os próximos meses, edital de licitação para execução de quatro obras de interligação viária entre bairros da zona norte e oeste em direção à área central de Maringá. Com investimentos da ordem de R$ 10,1 milhões, as obras integram o Programa de Mobilidade Urbana do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A principal é o prolongamento da Avenida Alício Arantes Campolina, até a Avenida Morangueira. A previsão é que a execução leve 420 dias e a avenida de pista dupla receba infraestrutura de galeria de águas pluviais, calçada, arborização, paisagismo, pavimentação asfáltica, sinalização de trânsito.

Já a Avenida Pioneiro Antonio Franco de Morais precisará de duas licitações para suas obras de revitalização, que terão investimentos de R$ 7 milhões. A última obra a ser licitada será a de pavimentação asfáltica, implantação de galeria de águas pluviais, calçadas, arborização e sinalização da Rua Cristal. Essa ação terá um custo de R$ 3,1 milhões e também prazo de 420 dias para sua execução.

Aeroporto

Em fevereiro, a Prefeitura de Maringá acertou os últimos detalhes, com o comando da Secretaria de Aviação Civil (SAC), do Ministério dos Transportes, para dar início às obras de ampliação da pista e melhorias estruturais no Aeroporto Regional Silvio Name Júnior. Na reunião, ficou definido o termo de repasse do convênio de R$ 120 milhões para a execução das obras. O valor de contrapartida do município será de R$ 7 milhões e as obras vão permitir a extensão da pista em mais 280 metros, passando dos atuais 2.100 metros para 2.380.

Outras obras para o aeroporto consistem na atualização da seção de combate a incêndios, ampliação do pátio de estacionamento, revitalização da taxiway e aquisição de novos equipamentos dos sistemas de meteorologia e de aproximação. O aeroporto de Maringá é um dos que têm maior fluxo de embarque e desembarque do país. No ano passado, o número de passageiros que circulou pelo local foi de 876 mil.

Educação

Na área da educação, a grande aposta da atual gestão de Maringá são as construções de três novos Centros Municipais de Educação Infantil, iniciadas em janeiro deste ano. Com valor estimado em R$ 17 milhões, os CMEIs do Jardim Imperial II, Jardim Alvorada e Jardim Ipanema serão inaugurados para suprimir uma demanda que chega a quase 2 mil crianças.  Outros dois CMEIs também passam por obras de reforma e ampliação. No CMEI Alba de Araújo da Rocha Loures estão sendo investidos R$ 1 milhão, enquanto no CMEI Maria Doná Ferraz, o investimento chega a R$ 1,5 milhão.

Ainda na educação, a gestão do prefeito Ulisses Maia está executando obras de reforma e ampliação nas escolas municipais Odilon Tulio Vargas, com investimentos de R$ 1,8 milhão, e Campos Salles, com valor de R$ 1, 1 milhão de investimento.

Outra demanda, desta vez para a população da terceira idade, é a segunda parte do Condomínio do Idoso, inaugurado em 2010 pela prefeitura com 40 residências. Atualmente, está sendo feita a execução de nove furos de sondagem para a construção de mais 34 apartamentos com salão social para atividades.

Obras inacabadas

A prefeitura também está priorizando a finalização de algumas obras da implantação de estações para transporte coletivo nas praças Ouro Preto, Emílio Farjado e Megumu Tanaka (33,68% prontas); implantação do Centro de Iniciação ao Esporte - no Jardim Paulista III (88,18% pronta); reforma e ampliação da Escola Municipal Professora Piveni Piassi Moraes, no Parque das Palmeiras (94,47%); reforma do Pavilhão Branco do Parque de Exposições (78,01%); reforma e ampliação da UBS Tuiuti (79,46%); implantação de 150 abrigos para ponto de ônibus Tipo B em diversos bairros (74,67%); reforma e ampliação do CMEI José Pacheco dos Santos, no Loteamento Madrid (85,31%); pavimentação asfáltica e galerias pluviais na Rua Motokishi Sonoda, na Vila Emília (23,05%) - e adequações nas instalações elétricas e hidrossanitárias no Ginásio Valdir Pinheiro.

Outras prioridades na gestão de Maia são obras que tiveram a ordem de serviço assinada na gestão passada e ainda não foram iniciadas em 2017. Entre elas estão a pavimentação asfáltica e implantação de galerias na Avenida João José de Queiroz, no Conjunto Santa Felicidade; pavimentação e drenagem na Rua Exaltino Pereira Boa Sorte, na Zona 44; reforma e ampliação do CMEI Lia Terezinha Sambatti, no Jardim São Silvestre, além do fornecimento e plantio de grama esmeralda em várias ruas, passeios públicos e fundos de vale.

Outro imbróglio é o Parque Cidade Industrial, que tem a proposta de ser o maior da região Sul do Brasil. O grande problema é que cerca de 40% do terreno destinado ao parque, que tem 120 alqueires, está sub judice. A Câmara de Vereadores instaurou uma CPI para apurar possíveis irregularidades na elaboração do laudo ambiental, na falta de EIA Rima, na sondagem de solo e também da falta de sistema de drenagem de águas pluviais.

Em recente reunião com empresários que investiram no parque, o prefeito Ulisses Maia observou que o município já financiou milhões no projeto ao longo dos últimos anos.

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