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20 de fevereiro de 2013
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Especial Ceará

Um mar de oportunidades no Ceará

Economia do estado cresce mais que o triplo do resto do Brasil em 2012, e representa hoje uma nova fronteira em termos de oportunidade de investimentos e demanda por obras de infraestrutura e parque industrial

Se o Brasil é a bola da vez em termos de desenvolvimento econômico e atração de investimentos, nacionais e internacionais, o Nordeste brasileiro é a bola de frente para o gol, pelo vigor que tem demonstrado, ao longo dos últimos anos, em diversos segmentos da economia. E no contexto da região, o estado do Ceará assumiu a posição de carro-chefe, juntamente a Pernambuco. Segundo as estimativas realizadas pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Estado, o Produto Interno Bruto (PIB) cearense alcançou, em 2012, um crescimento de 3,5% sobre o ano anterior, resultado que representa a produção de riqueza da ordem de R$ 94.655 milhões. Representa, ainda, um PIB per capita de R$ 10.999.

A economia cearense teria, portanto, crescido mais que o triplo da economia nacional em 2012, que, por sua vez, alcançou uma expansão de aproximadamente 1% em 2012, se comparada ao ano anterior.

O setor de Serviços, principalmente aqueles apoiados nas atividades ligadas ao Turismo, foi o que mais cresceu. Dados do Ipece dão conta de que, neste terceiro trimestre de 2012, o setor alcançou um crescimento de 6,48% em relação ao mesmo período do ano anterior, contra um crescimento de 1,4% da taxa nacional. O ano de 2012 marcou a história da atividade turística no Ceará. Segundo o site de pesquisas Google, a capital cearense figura como a terceira mais procurada entre os destinos turísticos do País, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. O resultado aparece considerando as tendências de pesquisa de todo o ano de 2012.

Além disso, em outubro, uma pesquisa encomendada à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE/USP), pelo Ministério do Turismo (MTur), apontou Fortaleza como a capital que mais desperta interesse dos turistas para se conhecer. Dentre todos os destinos do País, ficou em segundo lugar, atrás apenas do arquipélago de Fernando de Noronha.

Nesta alta estação, que se estende de dezembro de 2012 até fevereiro, 980 mil turistas devem vir ao Ceará, via Fortaleza. Isso representa uma alta de 7,02% em relação ao mesmo período de 2011. Os gastos per capita destes visitantes devem crescer R$ 110,00 (uma alta de 7,19%), gerando uma receita direta de R$ 1,607 bilhão e um impacto de R$ 2,812 bilhões na economia local


Se o Brasil é a bola da vez em termos de desenvolvimento econômico e atração de investimentos, nacionais e internacionais, o Nordeste brasileiro é a bola de frente para o gol, pelo vigor que tem demonstrado, ao longo dos últimos anos, em diversos segmentos da economia. E no contexto da região, o estado do Ceará assumiu a posição de carro-chefe, juntamente a Pernambuco. Segundo as estimativas realizadas pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Estado, o Produto Interno Bruto (PIB) cearense alcançou, em 2012, um crescimento de 3,5% sobre o ano anterior, resultado que representa a produção de riqueza da ordem de R$ 94.655 milhões. Representa, ainda, um PIB per capita de R$ 10.999.

A economia cearense teria, portanto, crescido mais que o triplo da economia nacional em 2012, que, por sua vez, alcançou uma expansão de aproximadamente 1% em 2012, se comparada ao ano anterior.

O setor de Serviços, principalmente aqueles apoiados nas atividades ligadas ao Turismo, foi o que mais cresceu. Dados do Ipece dão conta de que, neste terceiro trimestre de 2012, o setor alcançou um crescimento de 6,48% em relação ao mesmo período do ano anterior, contra um crescimento de 1,4% da taxa nacional. O ano de 2012 marcou a história da atividade turística no Ceará. Segundo o site de pesquisas Google, a capital cearense figura como a terceira mais procurada entre os destinos turísticos do País, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. O resultado aparece considerando as tendências de pesquisa de todo o ano de 2012.

Além disso, em outubro, uma pesquisa encomendada à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE/USP), pelo Ministério do Turismo (MTur), apontou Fortaleza como a capital que mais desperta interesse dos turistas para se conhecer. Dentre todos os destinos do País, ficou em segundo lugar, atrás apenas do arquipélago de Fernando de Noronha.

Nesta alta estação, que se estende de dezembro de 2012 até fevereiro, 980 mil turistas devem vir ao Ceará, via Fortaleza. Isso representa uma alta de 7,02% em relação ao mesmo período de 2011. Os gastos per capita destes visitantes devem crescer R$ 110,00 (uma alta de 7,19%), gerando uma receita direta de R$ 1,607 bilhão e um impacto de R$ 2,812 bilhões na economia local.

Para o secretário do Turismo, Bismarck Maia, o bom posicionamento do Ceará no mercado nacional do Turismo  é resultado de um esforço para tornar o estado uma referência na área, “por meio da qualificação de pessoas e de espaços, associada a uma promoção continuada e voltada para o consumidor final”, explica.

Construção empurra crescimento

A segunda maior taxa de crescimento da economia cearense ficou por conta do setor da Indústria, que apresentou um incremento de 4,14%, no terceiro trimestre de 2012, e acumulou uma taxa de 2,61% de janeiro a setembro. O resultado foi influenciado principalmente pelo desempenho da Construção Civil, que cresceu 6,20% no período, impulsionada, segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) do Ceará, pelas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), de infraestrutura hoteleira e de estruturação da capital e do estado para os jogos da Copa das Confederações e Copa do Mundo 2014.

Os números de contratações do MCMV, para a faixa 1 para rendas mensais até R$ 1.600,00 apresentados pelo Banco do Brasil, referentes ao mês de novembro de 2012, colocam o Ceará como o segundo colocado no ranking nacional do banco. De um total de 37 mil unidades habitacionais contratadas em todo o território nacional, 5.224 estão em solo cearense, envolvendo investimentos de aproximadamente R$ 325 milhões. De acordo com o vice-presidente da Área Imobiliária do Sinduscon-CE, André Montenegro, em breve o Ceará passará para o primeiro lugar. “Em outubro estávamos na primeira colocação do MCMV faixa 1 pelo BB. A expectativa é que voltemos a esse posto logo no início de 2013, já que temos grandes projetos sendo aprovados em tempo recorde no banco”, comenta.

Não é de hoje que a Construção Civil vem crescendo, no Ceará, em ritmos mais dinâmicos que o restante do Brasil. Em 2011, por exemplo, ela cresceu 5,5% em relação ao ano anterior, acima da média nacional, estimada em 3,4%.

Mantendo o ritmo em 2013

Ainda de acordo com o Ipece, a economia cearense deve continuar a crescer acima da média nacional, em 2013, fechando o PIB, no final do ano, com uma taxa de 4,0%, maior que o resultado nacional, que tem previsão de 3,3%. A projeção positiva decorre de investimentos públicos e privados no Ceará, que viabilizam projetos estratégicos para o desenvolvimento estadual.

Já no início de janeiro, o Governador Cid Gomes anunciou um pacote de obras e investimentos a serem realizados em todo o estado, com recursos estimados em pouco mais de R$ 4,9 bilhões, com o objetivo de dar mais qualidade de vida aos cearenses. Previstos no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2013, os recursos representam cerca de 25%, dos R$ 19,521 bilhões estimados na peça orçamentária de 2013. Esse montante mostra um aumento de 6,67%, sobre o orçamento estadual de 2012, da ordem de R$ 18,3 bilhões.

As obras do MAPP (Monitoramento de Ações e Projetos Prioritários) contemplam investimentos em rodovias, no Porto do Pecém, no Metrofor, no transporte ferroviário no interior, em energia, comunicação, em projetos de beneficiamento de comunidades ribeirinhas, saneamento básico, habitação e meio ambiente, entre outras áreas.

Os investimentos em Infraestrutura viária serão da ordem de R$ 663,4 milhões, divididos em construção, pavimentação, recuperação, segurança e sinalização de estradas. Para o Complexo Portuário do Pecém serão destinados R$ 532,4 milhões, a serem aplicados em obras de ampliação de vários pontos como o terminal intermodal de cargas e a construção da adutora do Porto.

O Metrofor, sistema metroviário da capital cearense, receberá um aporte de R$ 110 milhões para a Linha Sul, enquanto o metrô da linha Leste receberá os primeiros investimentos estaduais, da ordem de R$ 91,4 milhões. A obra completa deverá absorver R$ 3 bilhões, entre recursos Federais e Estaduais. Também com pendências, as obras do Acquario Ceará, na Praia de Iracema, terão reservados R$ 130 milhões. Envolto em polêmicas relativas às desapropriações de moradias , o projeto de VLT (Veículo Leve sobre Trilho) da linha Parangaba-Mucuripe deve levar R$ 201 milhões.

Na área de saneamento e urbanização, o Governo do Estado deverá aplicar R$ 345 milhões e R$ 270 milhões, respectivamente, nos projetos dos rios Maranguapinho e Cocó, que incluem implantação de esgotamento sanitário, urbanização e construção de novas habitações. O MAPP prevê ainda outras obras de saneamento básico e abastecimento de água, construção de novas habitações e investimentos em programas ambientais.

A construção do Eixão, canal que vai movimentar as águas do Açude Castanhão para o Vale do Jaguaribe e para a Região Metropolitana de Fortaleza, prevê investimentos de aproximadamente R$ 770 milhões.

Obras de infraestrutura aquecem o mercado

O governo do Ceará tem investido na infraestrutura de norte a sul do estado, garantindo o escoamento da produção no interior, buscando melhorar a mobilidade urbana, duplicando ou reformando estradas. Tem, ainda, realizado investimentos nos portos marítimos, proporcionando benefícios para a implantação de novas indústrias.

Com forte atuação em movimentação de cargas, a Makro Engenharia participa de grandes obras no estado, atendendo as necessidades específicas de cada nicho de mercado. A empresa fortaleceu sua participação em obras de infraestrutura, no setor de energia, com a implantação de parques eólicos, instalação da Termelétrica MPX, em obras como a construção do Terminal Marítimo de Passageiros do Porto do Mucuripe, Arena Castelão, Centro de Eventos, a Transnordestina e o Acquário Ceará.

Atualmente, a Makro participa de projetos estruturantes como a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), que deve atrair outras indústrias para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém. Os projetos devem gerar um aquecimento no mercado e impulsionar mais investimentos, especialmente na capital cearense, com a construção de novos shoppings como o Rio Mar, um dos maiores da América Latina, e o North Shopping Parangaba.

Especialmente no setor eólico, a empresa está operando através da divisão Makro Wind, responsável pelas operações de implantação e manutenção de parques de geração de energia renovável, detendo o maior número de projetos em carteira no Brasil, trabalhando com multinacionais como GE Energy, Enercon-Wobben, Suzlon, Alstom, Gamesa e Impsa com projetos em todo território nacional, e expressiva participação nos sites instalados nos estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Paraíba.

“Estamos acompanhando o mercado, desenvolvendo juntos, investindo em serviços e adquirindo equipamentos cada vez mais modernos para complementar a nossa frota, e também em uma mão de obra cada vez mais qualificada”, afirma David Rodrigues, Diretor Comercial da Makro.