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08 de maio de 2014
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Workshop

Questão de risco e de inteligência

Sobratema reúne especialistas para debater os principais riscos que podem impactar um empreendimento de engenharia

Afonso Mamede, presidente da Sobratema, discursa na abertura do workshop que discutiu gestão de riscos de Engenharia

A gestão de risco de uma obra envolve múltiplas disciplinas e especializações profissionais e atualmente já vem sendo considerada uma das etapas obrigatórias dos grandes empreendimentos. O tema norteou o Sobratema Workshop, realizado dia 8 de abril, em São Paulo, que reuniu especialistas de diversos setores da cadeia da construção. A conclusão final aponta para uma visão integrada da obra por parte do construtor e responsáveis, capaz de levantar os diversos pontos e áreas críticas para o empreendimento e, o mais importante, que permita um conhecimento prévio e uma postura de prevenção a acontecimentos que venham causar impacto na obra. Prever é possível? Sim, dizem os especialistas.

Licenciamento ambiental, prevenção de acidentes, logística ideal, seguros. Todos estes quesitos materializam as principais dificuldades que podem impactar o andamento de uma obra. As empresas já olham para a gestão de riscos como uma das disciplinas que compõe esse universo. No entanto, muitas vezes, trata-se de uma visão pontual sobre os tipos de problemas que podem ser enfrentados. Falta justamente olhar a questão de maneira integrada, assim como buscar soluções que também sejam integradas entre si.

O professor Hélio Flavio Vieira, do Departamento de Engenharia Civil da FURB – Fundação Universidade Regional de Blumenau, Meio-ambiente e Logística, levantou a importância do planejamento logístico na construção civil. Ele apresentou os benefícios que a logística oferece para esse segmento e como ela pode ser um diferencial competitivo para as empresas. Segundo ele, o despreparo e descaso com a logística torna comum o prejuízo e o desperdício em um contrato. A questão do planejamento, ressalta ele, deve ser esmiuçada para que os empreendimentos possam gerar o melhor desempenho.

Vieira destacou as três fases principais de um bom planejamento logístico: facilitação da gestão, redução dos recursos humanos necessários para a operação a partir da industrialização dos processos, e redução dos estoques, a partir de um sistema de parceria com fornecedores. Nesse sentido, o professor observou que a formação nas universidades brasileiras privilegia disciplinas focadas no uso do concreto como principal elemento construtivo, em métodos convencionais, em detrimento de sistemas industrializados, como estruturas em aço. Para ele, a adoção dos métodos convencionais seria um dos fatores de atraso no processo de industrialização dentro dos canteiros brasileiros. Mas ponderou que é inevitável que o País assimile essa mudança de conceitos como forma de aumentar a produtividade, reduzir os custos e aperfeiçoar o modelo de gestão e logística.