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11 de janeiro de 2013
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Editorial

Por um 2013 repleto de boas notícias

O ano de 2012 acabou e com ele fechamos o terceiro ano de existência de Grandes Construções. Foi um período importantíssimo no processo que acreditamos não ter fim, de conquistar a confiança e a credibilidade do nosso leitor, consolidando esse veículo não apenas como leitura obrigatória do setor da construção no Brasil, mas como o principal porta-voz de toda essa cadeia produtiva, o que melhor traduz suas expectativas, anseios, preocupações, conquistas e vitórias.

Em 2012, Grandes Construções divulgou boas notícias, como a "explosão" de obras de infraestrutura no Rio de Janeiro; o ressurgimento vigoroso da indústria da Construção Naval no País; a multiplicação dos parques eólicos por todo o Brasil; o avanço das obras nos estádios que sediarão os jogos da Copa 2014; as novas tecnologias e materiais incorporados nas obras da nova geração de usinas hidrelétricas; e as medidas do governo voltadas para a retomada  dos investimentos na infraestrutura nacional, entre tantas outras.

Mas também deu informações não tão boas, como o fracasso do projeto do trem-bala que agora retoma novo fôlego; o risco do apagão da mão de obra; os graves problemas logísticos que diminuem a competitividade de todos os setores produtivos do País; a crise econômica mundial e seus reflexos na redução do ritmo das obras estruturantes no Brasil e, nesta edição, a morte de Oscar Niemeyer, o mais importante nome da arquitetura brasileira.

Foi um período rico em novidades, mas infelizmente deixamos de publicar muitas notícias que mereceriam destaque, porque muitos fatores que deveriam ter mudado para melhor simplesmente não avançaram nenhum centímetro. Relendo o editorial publicado na edição número 1 de Grandes Construções, de janeiro de 2010, por exemplo, percebemos que ele poderia ser reeditado hoje, com poucas adaptações. Na ocasião, identificávamos a burocracia estatal como um dos maiores entraves à execução de grandes obras de infraestrutura. E alertávamos para a necessidade de mudanças urgentes na legislação, normas e modelos de gestão, a fim de termos mais agilidade no licenciamento destes empreendimentos.

O que observamos hoje é que a sociedade continua pagando alto custo pelo atraso nas obras de infraestrutura em razão da demora na concessão dos licenciamentos. Entre a decisão de iniciar um empreendimento no setor elétrico, por exemplo, e a obtenção da licença prévia, o tempo médio de espera é de 960 dias. Para a emissão da licença de operação, a última das três licenças exigidas, a demora é de, em média, 2.355 dias, ou seis anos e meio.