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28 de outubro de 2013
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Editorial

Petróleo, gás e excelência tecnológica

Nesta edição, Grandes Construções conta em matéria especial a história da Petrobras, desde a sua criação, em 1953, ao final da Era Vargas, até se tornar a maior empresa do Brasil, a terceira do mundo em ativos e a quarta em lucro líquido. As novas descobertas da empresa, na área do pré-sal, contribuíram para aumentar as reservas nacionais de petróleo, de 9,8 bilhões de barris, em 2002, para 15,1 bilhões, em 2013. A produção de petróleo do País aumentou 146% de 1997 para 2012 (6,2% a.a), de 841 mil barris por dia (bpd) para 2,1 milhões de bpd, sendo que mais de 80% da produção vêm da Bacia de Campos.

Mas a importância da empresa não se mede apenas pelo sucesso que tem alcançado na extração de óleo e gás natural offshore, em águas profundas e ultra profundas, que deverá assegurar ao Brasil a autossuficiência na produção de petróleo já em 2020, com 4,2 milhões de barris diários. É necessário destacar que todo esse esforço resultou em uma expressiva mudança de paradigmas em tecnologia na indústria nacional, tanto na cadeia da exploração e produção de óleo e gás quanto na indústria naval, que revive hoje seus tempos de glória, que tinham fica para trás desde a década de 1970.

A importância dessa indústria é tão fundamental para a realização dos projetos de expansão da Petrobras que a empresa admite que, hoje, o maior desafio para alavancar o pré-sal está na indústria naval e na capacidade de produção dos estaleiros brasileiros. Numa busca constante pela excelênc


Nesta edição, Grandes Construções conta em matéria especial a história da Petrobras, desde a sua criação, em 1953, ao final da Era Vargas, até se tornar a maior empresa do Brasil, a terceira do mundo em ativos e a quarta em lucro líquido. As novas descobertas da empresa, na área do pré-sal, contribuíram para aumentar as reservas nacionais de petróleo, de 9,8 bilhões de barris, em 2002, para 15,1 bilhões, em 2013. A produção de petróleo do País aumentou 146% de 1997 para 2012 (6,2% a.a), de 841 mil barris por dia (bpd) para 2,1 milhões de bpd, sendo que mais de 80% da produção vêm da Bacia de Campos.

Mas a importância da empresa não se mede apenas pelo sucesso que tem alcançado na extração de óleo e gás natural offshore, em águas profundas e ultra profundas, que deverá assegurar ao Brasil a autossuficiência na produção de petróleo já em 2020, com 4,2 milhões de barris diários. É necessário destacar que todo esse esforço resultou em uma expressiva mudança de paradigmas em tecnologia na indústria nacional, tanto na cadeia da exploração e produção de óleo e gás quanto na indústria naval, que revive hoje seus tempos de glória, que tinham fica para trás desde a década de 1970.

A importância dessa indústria é tão fundamental para a realização dos projetos de expansão da Petrobras que a empresa admite que, hoje, o maior desafio para alavancar o pré-sal está na indústria naval e na capacidade de produção dos estaleiros brasileiros. Numa busca constante pela excelência tecnológica, a Petrobras vem trabalhando em conjunto com a indústria naval e com as universidades, para que sejam atendidas as suas demandas e mantida a agenda de entrega de sondas, plataformas, navios de apoio etc, prevista no seu Plano de Negócios. Até 2020, a estatal deverá comprar nada menos que 100 unidades de plataformas de produção e sondas de perfuração, além de mais de 500 barcos de apoio, mais de 80 petroleiros e muitos outros equipamentos.

Atualmente, a média de conteúdo local nas operações de exploração e produção da empresa fica entre 55% e 65%. Para os outros 35%, a Petrobras depende do apoio das empresas internacionais para conseguir desenvolver seus projetos. Mas a meta é desenvolver a indústria naval brasileira em longo prazo, ampliando, gradativamente, os índices de conteúdo nacional nas embarcações e a excelências desses conteúdos.

Várias ações, louváveis, têm sido implementadas pela Petrobras, no sentido de desenvolver um centro de excelência para a indústria naval no Brasil. Em dezembro deste ano, uma dessas iniciativas começa a funcionar, em uma primeira fase. Trata-se do Laboratório Brasileiro de Excelência em Tecnologia de Soldagem, resultado de um acordo de cooperação firmado com o Senai-RJ, para a implantação de um núcleo de pesquisa, desenvolvimento e qualificação de processos da área. É o primeiro laboratório deste tipo no Brasil e na América Latina. As tecnologias desenvolvidas nele contribuirão para o aumento da produtividade, impactando positivamente os custos e a entrada em operação dos empreendimentos. A infraestrutura inclui processos robotizados e tecnologia a laser de última geração, que permitem desenvolver conhecimentos e técnicas inéditas de soldagem e montagem para dutos, equipamentos e chapas.

Tais recursos possibilitarão ao Senai se posicionar entre os mais conceituados laboratórios de soldagem do mundo e dar suporte às demandas do mercado de óleo e gás com soluções antes desenvolvidas fora do país.

São efeitos colaterais positivos do processo de crescimento da Petrobras como petroleira, que esperamos ver multiplicados ao longo dos próximos anos de existência da empresa, assegurando que as riquezas geradas pela exploração do petróleo na camada do pré-sal permaneçam no Brasil.