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14 de janeiro de 2013
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Pesquisa

Para leitores, estruturas metálicas garantem maior eficiência na construção

O site da Grandes Construções realizou enquete com seus leitores para saber o que acham da utilização de Estruturas Metálicas como elemento principal na execução de empreendimentos industriais e imobiliários. E constatou que há uma forte expectativa de crescimento do uso dessa matéria-prima para os próximos anos no Brasil. De acordo com 37% dos leitores que participaram da enquete, o uso do aço deve crescer, sobretudo, na construção industrial. Já para 30% dos que responderam a enquete, a expectativa de crescimento do material está nas edificações residenciais. Para outros 17% há mais chances de aproveitamento das estruturas metálicas em projetos ligados aos setores de logística e armazenagem, enquanto que 16% apostam em obras de arte, como pontes e viadutos.

A grande maioria (92% dos leitores) acredita que faltam incentivos do governo para o desenvolvimento de construções a partir de estruturas metálicas. Isso se dá, segundo os leitores, por causa do grande domínio do concreto no mercado e por força do lobby existente em torno dele. Boa parte dos leitores atribui a tímida participação das estruturas metálicas nas obras atuais à falta de estímulos por parte do governo. Eles acreditam que o governo adota políticas de incentivo à produção do aço quando destinado às indústrias automobilística e de eletrodomésticos. Os leitores apontam, ainda, a falta da desoneração tributária como fator de estímulo à indústria produtora do aço.

Na opinião de 71% dos leitores, a produção de aço no Brasil é suficiente para atender à demanda existente em alguns setores. No entanto, nem todos os tipos de aço necessários à cadeia da construção são produzidos aqui no Brasil, como aqueles utilizados na área do petróleo.

A pesquisa foi feita com um público bastante heterogêneo, já que 26% os nossos leitores estão engajados em empreendimentos residenciais e comerciais; 18% em projetos de edifícios industriais; 12% em projetos da cadeia do petróleo e gás; e 12% em obras de arte e infraestrutura. Da pesquisa participaram ainda profissionais ligados ao setor siderúrgico (2%); a projetos de torres de transmissão e alta tensão (1%); e 29% ligados a outros projetos diversos, como os de ferrovias, estruturas industriais, steel framing, etc.

Na opinião de boa parte dos leitores, o preço do aço processado no Brasil, para o setor de construção, é maior do que o aço importado. A razão para isso, na visão dos nossos leitores, é a elevada taxa dos produtos industrializados no País; os altos preços de construção dos parques siderúrgicos; a pouca procura por construções estruturadas em aço, o que dificulta a comercialização; as altas margens de lucros nacionais e a baixa produtividade; falta de flexibilidade para a própria industrialização do produto em aço.