FECHAR
FECHAR
11 de janeiro de 2013
Voltar
Personalidade da Construção

Oscar Niemeyer: O homem que ensinou o concreto a flutuar

Com o falecimento do arquiteto Oscar Niemeyer, no dia 5 de dezembro de 2012, o Brasil perde não somente um apaixonado pelo “desenho” que se transformava em realidade, mas também um homem que conciliou sua trajetória profissional ao seu pensamento político. Esse conjunto fez dele um ser humano íntegro, ímpar, de personalidade, o que transparecia em suas atitudes e no seu trabalho. Assim, sua assinatura extrapolou o campo da Arquitetura, ou melhor, sua Arquitetura extrapolou o campo técnico, para transformar-se em expressão humana na busca do belo e da igualdade social, com ícones facilmente reconhecidos em todo o mundo.

A Revista Grandes Construções dedicou uma matéria especial ao arquiteto, em sua edição de número 5, Junho/2010, (Na trajetória do arquiteto e do cidadão, a história do Brasil) que traz uma retrospectiva de seu trabalho e uma entrevista exclusiva do seu fiel parceiro, o engenheiro calculista, José Carlos Sussekind, em que ele destaca. “Ele gosta da vida, mas é a vida nesse sentido, de se distrair, de ter prazer, de ter um grupo de pessoas em torno de uma mesa de refeição”. Essa aparente simplicidade contrasta com a genialidade de sua obra, que generosamente alçou o Brasil a uma nova posição mundial na área da Arquitetura, do desenho. Mas seu pensamento também ganhou o mundo provando que a Arquitetura não é somente uma fórmula matemática exata, mas tem correspondência direta com o espírito e os anseios do Homem. Por isso, tão instigante e impactante, que supera a simples contagem do tempo.  Manter viva essa chama e o legado deixado por Niemeyer é um desafio das futuras gerações. Por isso vale a pena lembrar a trilha do arquiteto, que gostava de falar sobre a vida acima de tudo.

Na trajetória do arquiteto e do cidadão, a história do Brasil

Oscar Niemeyer

Impossível falar e entender a arquitetura de Oscar Niemeyer, considerado um dos grandes gênios do século XX, sem olhar para sua trajetória e ver nela o aspecto político e mágico como um dos fachos de fogo que acendem a alma desse artista. A sua ascensão profissional culminou com uma incrível trajetória política, secundária, mas não menos relevante ele foi o braço direito de Juscelino Kubitscheck na construção da nova capital, Brasília.

Os seus projetos de edifícios públicos tornaram-se ícones da arquitetura moderna brasileira e projetaram nova imagem do país dentro e fora. Mas, tão importante quanto sua obra particular, foi sua atuação para a concretização daquele projeto político, que abriu caminho para grandes transformações que viriam a ocorrer no país nos 50 anos seguintes.