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14 de janeiro de 2013
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Métrica Industrial - método não destrutivo

Obras subterrâneas avançam com MND

Setores de telefonia e saneamento básico demonstram potencial para uso de tecnologias não destrutivas na instalação de redes abaixo do solo

 

 

 

 

 

 

A privatização do setor de telefonia no Brasil, ocorrida no final da década de 1990, impulsionou o uso de tecnologias não destrutivas para instalação de redes subterrâneas. As opções tecnológicas disponíveis para o mercado brasileiro também cresceram desde então e, hoje, o País conta com um setor específico para esse mercado, centralizado na Associação Brasileira de Tecnologia Não-Destrutiva (Abratt). Segundo ela, em 2011 o País desembolsou R$ 800 milhões em obras usando esse tipo de tecnologia. Não há divisão desse montante por segmentos e ele não abarca projetos de grande magnitude, como túneis de metrô. Todavia, o mercado é caracteristicamente conduzido ainda pelo setor de telecomunicações, junto com outros mercados que vêm ampliando o seu uso a cada ano, como o de saneamento básico.

Na telefonia, um bom exemplo do potencial de mercado é dado pela Claro, empresa de telefonia móvel pertencente ao grupo mexicano Telmex. A companhia instalou, nos últimos três anos, 26 mil km de redes de fibra ótica para atender à terceira geração da telefonia móvel (3G). Essa rede interliga 12 mil estações rádios-base espalhadas pelo País.

De forma macro, o setor de telefonia ainda terá grandes aportes para atender ao Programa Nacional de Banda Larga, criado com o objetivo de expandir a infraestrutura de telecomunicações, proporcionando acesso a 90 milhões de domicílios brasileiros até 2014. Em 2011, pouco mais de 23,5 milhões de domicílios desfrutavam de banda larga acima de 1 Mbps.

Saneamento básico

No mundo, o setor de água e saneamento básico já representa o segundo maior em demanda para instalação de redes pelo método não destrutivo de perfuração direcional horizontal (HDD). Essa é uma avaliação da Vermeer, revelada à Grandes Construções em um evento interno realizado em setembro deste ano e que apontava que esse mercado já responderia por 19% dos projetos em HDD no mundo. Ele fica atrás apenas do setor de telecomunicações, ainda responsável pela grande maioria (46%) das obras que utilizam esse tipo de tecnologia.

No Brasil, para Liberal Ramos Júnior, vice-presidente da Abratt, o setor de saneamento é o que mais tem ampliado o uso das mais diversas tecnologias de MND nas grandes cidades como São Paulo. Isso vem ocorrendo em função da quantidade de obras a serem feitas nos próximos anos e da necessidade de atender todo o País com o mínimo de interferência urbana possível. Afinal, a jornada para universalizar o saneamento básico ainda é longa: apenas 55,4% das residências estão conectadas à rede e nem todos têm o esgoto tratado após a coleta.