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01 de julho de 2014
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Matéria de Capa - M&T Peças e Serviços

M&T Peças e serviços: tecnologia a serviço da satisfação total do cliente

Feira e congresso promovidos pela Sobratema expõem as novidades tecnológicas e estratégias de atendimento e serviços, adotadas pelas principais empresas da cadeia da construção, com foco na produtividade, sustentabilidade e segurança operacional

Drones para monitoramento de grandes obras, que geram imagens em alta definição, com georreferenciamento; simuladores que reproduzem situações reais de operações de veículos e máquinas em canteiros de obras; sensores capazes de diagnosticar, à distância as condições de operação de um equipamento, ou de impedir seu acionamento se o condutor tiver consumido bebida alcoólica; terminais que fornecem em segundos cerca de 2 mil catálogos de peças e manuais de manutenção de equipamentos. O cenário era de um filme de ficção científica, mas era tudo real. O que há a inteligência humana foi capaz de conceber e realizar, e que pode ser usado para aumentar a segurança, produtividade e sustentabilidade nas obras, ou melhorar o atendimento aos usuários de máquinas da construção e mineração, estava presente na M&T Peças e Serviços – 2ª Feira e Congresso de Tecnologia e Gestão de Equipamentos para Construção e Mineração.

O evento, promovido pela Sobratema – Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração, aconteceu de 3 a 6 de junho, no Imigrantes Exhibition & Convention Center, em São Paulo (SP),  e se confirmou como maior encontro do setor de pós-venda e serviços para o setor, na América Latina. Nada menos que 239 expositores nacionais e internacionais, provenientes de 12 países, representando 266 marcas, levaram soluções já aprovadas no dia-a-dia dos canteiros de obras pelas maiores construtoras brasileiras, ou pelos seus principais fornecedores, a um público altamente qualificado. A feira e o congresso foram visitados por um publico qualificado, formado por representantes de empresas de engenharia de projetos e consultoria, fabricantes e locadores de equipamentos, de prefeituras e órgãos públicos de gestão de obras, construtoras, distribuidores de peças e prestadores de serviços de diversas áreas, entre outros. Chamava a atenção o perfil jovem desse público, muito familiarizado e ávido por tecnologia.

Na solenidade inaugural, que contou com a presença de personalidades do mundo político e econômico nacional, foram apresentadas as propostas que movem o encontro, como a difusão de informação, benchmarking e introdução de novas tecnologias. “Com o avanço da tecnologia embarcada, que torna-se cada vez mais sofisticada em relação a conceitos e controles, tornou-se imprescindível ma


Drones para monitoramento de grandes obras, que geram imagens em alta definição, com georreferenciamento; simuladores que reproduzem situações reais de operações de veículos e máquinas em canteiros de obras; sensores capazes de diagnosticar, à distância as condições de operação de um equipamento, ou de impedir seu acionamento se o condutor tiver consumido bebida alcoólica; terminais que fornecem em segundos cerca de 2 mil catálogos de peças e manuais de manutenção de equipamentos. O cenário era de um filme de ficção científica, mas era tudo real. O que há a inteligência humana foi capaz de conceber e realizar, e que pode ser usado para aumentar a segurança, produtividade e sustentabilidade nas obras, ou melhorar o atendimento aos usuários de máquinas da construção e mineração, estava presente na M&T Peças e Serviços – 2ª Feira e Congresso de Tecnologia e Gestão de Equipamentos para Construção e Mineração.

O evento, promovido pela Sobratema – Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração, aconteceu de 3 a 6 de junho, no Imigrantes Exhibition & Convention Center, em São Paulo (SP),  e se confirmou como maior encontro do setor de pós-venda e serviços para o setor, na América Latina. Nada menos que 239 expositores nacionais e internacionais, provenientes de 12 países, representando 266 marcas, levaram soluções já aprovadas no dia-a-dia dos canteiros de obras pelas maiores construtoras brasileiras, ou pelos seus principais fornecedores, a um público altamente qualificado. A feira e o congresso foram visitados por um publico qualificado, formado por representantes de empresas de engenharia de projetos e consultoria, fabricantes e locadores de equipamentos, de prefeituras e órgãos públicos de gestão de obras, construtoras, distribuidores de peças e prestadores de serviços de diversas áreas, entre outros. Chamava a atenção o perfil jovem desse público, muito familiarizado e ávido por tecnologia.

Na solenidade inaugural, que contou com a presença de personalidades do mundo político e econômico nacional, foram apresentadas as propostas que movem o encontro, como a difusão de informação, benchmarking e introdução de novas tecnologias. “Com o avanço da tecnologia embarcada, que torna-se cada vez mais sofisticada em relação a conceitos e controles, tornou-se imprescindível manter a condição operacional dos ativos no mais alto nível possível”, discursou Afonso Mamede, presidente da Sobratema. “Vivemos uma revolução na gestão de frotas e nossa proposta é fazer deste evento a principal vitrine dessa mudança, reunindo o que há de melhor em nosso setor na atualidade, na área de serviços e atendimento.”

Mamede também reforçou o compromisso da entidade para o avanço sustentável do setor da construção e o fortalecimento da engenharia nacional. “O setor da construção está subaproveitado, é preciso investir mais para superarmos o Custo Brasil, trocando o foco no consumo para investimentos na infraestrutura”, disse ele. “E essa visão não deve ser meramente de ocasião, mas sim uma estratégia de Estado.”

Foco na manutenção

Momento antes da abertura solene do evento, em entrevista coletiva concedido à imprensa presente ao encontro, Afonso Mamede, destacou contexto em que a M&T PS era realizado. Ele enfatizou o cenário de disseminação de sistemas de gestão eletrônica e capacitação de mão de obra, aspectos que vêm mudando o perfil do setor de maneira drástica e irreversível. “No mercado atual, produtividade e segurança são fatores absolutamente fundamentais, que fazem a diferença na operação”, disse Mamede. “E essa feira tem esse viés, pois vivemos um momento importante para as frotas, que estão crescendo e passam a operar em voo de cruzeiro.”

Outro contexto, identificado pela direção da Sobratema, foi o de retração de mercado. O consultor Brian Nicholson antecipou as previsões para o setor neste ano, ressaltando que a retração pode ser ainda maior do que o previsto, ficando em torno de 5% a 10% na Linha Amarela. “Com a queda das compras públicas, que salvaram o setor no último ano, as expectativas estão voltadas para os investimentos públicos”, afirmou Nicholson. “Mas de fato há uma enorme incerteza do mercado e uma variação para cima (no volume de mercado) é difícil”, analisou.

Para Mário Humberto Marques, vice-presidente da Sobratema, essa retração é causada pelo adiamento temporário dos investimentos em grandes obras, que se reflete nas vendas de máquinas e equipamentos. Em contrapartida há uma crescente necessidade de atenção na manutenção das frotas e, paralelamente, um reforço nas atividades de locação. “Já vivemos isso antes, quando foi necessário racionalizar os custos e se optou por investir na gestão do parque de máquinas já disponível”, sublinhou. “Mas isso também tem causado um aumento da média de idade das frotas, o que não é bom, mas é condizente com a atividade menor que estamos vivendo.”

Eurimilson Daniel, também vice-presidente da entidade, alertou para as implicações da concorrência com os produtos importados, fator que tem efeitos díspares no mercado brasileiro. “Não somos contra, pois é fundamental a inserção do País na cadeia global de investimentos, mas isso pode levar a uma redução da capacidade da indústria brasileira.”

Por fim, o vice-presidente Juan Manuel Altstadt  destacou a necessidade de treinamento e atendimento qualificado, nesse contexto de foco no pós-venda. “Quem é do setor sabe da importância da assistência técnica e da reposição de peças. E os fabricantes sabem que não é só vender, mas também dar suporte adequado e intermitente ao usuário”.

Veja a seguir alguns destaques da M&T Expo 2014 e, nas próximas edições matérias especiais feitas durante o evento.

SOLUÇÕES DE ÚLTIMA GERAÇÃO

Quando assunto é a utilização de tecnologia de ponta nas várias atividades da cadeia da construção, poucas empresas no Brasil se aproximam, em investimentos e vontade de inovação, da Odebrecht Infraestrutura. Isso ficou evidente no Salão de Tecnologia de Equipamentos de Construção e Mineração, um dos destaques da M&T PS, concebido com o objetivo de mostrar as inovações utilizadas no dia a dia das grandes construtoras.  Para o salão, a Odebrecht levou nada menos que 12 parceiros, desenvolvedores de tecnologias voltadas para o aumento da segurança, redução de custos e de consumo de energia, otimização de recursos humanos e de frota, e diminuição dos impactos ambientais gerados por grandes obras. Veja a seguir quem são e o que apresentaram, no salão.

Scania Latin America

A montadora desenvolveu o sistema Iris, que permite o monitoramento remoto de vários aspectos de funcionamento da frota, a partir do posicionamento geográfico obtido por GPS. Sensores embarcados fazem a coleta os dados dos veículos, com base em diversos eventos programados, gerando mensagens e as transmitindo por satélite, para uma central de controle operacional da construtora.

Entre os eventos pré-definidos estão excesso de velocidade, excesso de rotação no motor, superaquecimento, curva perigosa, desvio de rotas pré-definidas, tempo em que o veículo permanece com o motor desligado, etc. O sistema, que se revelou uma ferramenta eficiente no acompanhamento de desempenho tanto da máquina quanto do seu operador, é programado para armazenar as informações de violação dos parâmetros estabelecidos pelo fabricante do veículo ou pela Odebrecht, permitindo o monitoramento e a geração de relatórios.

Inicialmente o sistema fazia parte do pacote de tecnologia embarcada dos veículos Scania, mas, depois que foi incorporado pela construtora, passou a ser instalado também em caminhões de outras marcas. Hoje, cerca de 2 mil caminhões da Odebrecht são monitorados pelo sistema, o que representa 95% da frota própria.

Kratos Cas Balanças Eletrônicas

A empresa fornece para a Odebrecht um sistema de controle de carga para gruas. Funciona como um sistema de segurança, acionando um sinal sonoro de alerta quando o equipamento é forçado a uma operação além dos limites para o qual foi dimensionado.

Alcolock BR

Desenvolveu etilômetros, comumente chamados de “bafômetros”, sensores de controle de partida, que impedem a operação de um veículo ao detectar certa concentração de álcool no ar expirado pelo motorista. O sistema está conectado ao Iris, que se encarrega de bloquear o funcionamento do veículo.

Palfinger

Fornece um sistema de monitoramento específico para caminhão guindauto tipo munk, como controle de carga, abertura de patola, iluminação etc. Também está “linkado” ao sistema Iris.

MK Controle e Instrumentação

Seu sistema embarcado de pesagem para caminhão basculante fornece à construtora o volume exato transportado por cada veículo, evitando excessos de carga e desgaste desnecessário. Também alimenta o sistema Iris com as informações geradas.

Marpress – Marte Comercial Eireli

Produz um avançado sensor de ré, chamado Previw, que detecta obstáculos nas proximidades dos veículos, emitindo alarme sonoro e gerando relatórios.  É um sistema de segurança adicional, nas operações de manobra.

Carsif Comércio de Equipamentos

Fornece um sistema de controle de acesso que impede, por exemplo, a entrada de pessoas não autorizadas em um canteiro de obras. Emite relatórios periódicos.

Apek

Desenvolveu terminais de informações em totens eletrônicos, do tipo touchscreen, contendo cerca de 1.800 catálogos de peças e manuais de funcionamento de máquinas e equipamentos para construção. Esses totens são disponibilizados nas oficinas da Odebrecht, agilizando as consultas e facilitando o trabalho dos mecânicos. Periodicamente são feitas atualizações no acervo.

Man Latin América/Ipiranga

As duas empresas são parceiras da Odebrecht no desenvolvimento e testes em operação do Biodiesel B20, que tem mistura de 20% de biodiesel no diesel. O combustível está sendo testado em parte da frota da construtora, em operação nas obras do Projeto Prosub, estaleiro para a construção do submarino nuclear, no Rio de Janeiro. O objetivo dos testes é reduzir a emissão de gases do efeito estufa, bem como os custos de manutenção e consumo de combustível.

AFHF – Assessoria em Projetos de Tecnologia

Fornece software para controle e inventário de abastecimentos da frota no campo.

Agiliza o controle dos abastecimentos realizados e simplifica o processo de auditoria para determinar e eliminar extravio de combustível. Permite controlar a substituição da registradora de combustível, a frequência de quebra dos odômetros e a manutenção da medição da quilometragem, principais brechas para o extravio de combustível. Monitora todos os abastecimentos realizados no campo.

Auto Sender

Seu sistema permite o monitoramento remoto de pressão e aquecimento de pneus, em tempo real. Interligado ao Iris, ele envia aviso ao departamento responsável pela manutenção, no momento em que identifica mau funcionamento ou avaria. Além de auxiliar a manutenção, é importante ferramenta para aumentar a segurança operacional.

DO MUNDO VIRTUAL PARA O MUNDO REAL

Uma tendência verificada na M&T PS foi a “explosão” dos simuladores para operação de máquinas e equipamentos, cujo principal objetivo é facilitar a formação de operadores e reduzir o tempo para capacitação de profissionais, além de diminuir os custos com treinamentos feitos em canteiros de obras, que implicam na retirada de máquinas da produção.

Um dos destaques foi o Simulador de Caminhão Oryx 500. Fruto de uma parceria entre a empresa sueca Oryx e a Odebrecht, o equipamento é usado no treinamento de operadores de caminhão basculante utilizado em obras de construções e de infraestrutura. Capaz de reproduzir todas as etapas do ciclo de carregamento e descarregamento, o simulador possui câmbio automático e manual.

O equipamento pode capacitar um operador em uma semana, com treinamento de oito horas por dia. Além de ensinar o operador, o equipamento também gera um relatório de avaliação, que registra todas as falhas cometidas, auxiliando no aprendizado. Dotado de três telas, que permite uma visualização ampla de todos os ângulos, como se o aluno estivesse realmente num equipamento real, o simulador é dotado de uma lista de procedimentos necessários antes de ligar o equipamento, como checagem do óleo, da pressão dos pneus, do sistema de iluminação, entre outros.

Também foram apresentados vários tipos de simuladores para escavadeiras, carregadeiras e guindastes. Um desses equipamentos, que reproduzia a operação de uma carregadeira, era composto por uma plataforma que reproduz a cabine de um equipamento real. Dotado de 24 cenários em diferentes aplicações, como pedreiras e terraplanagem, além de instruções básicas como direção e identificação de comandos.

LOCAÇÃO EM ALTA, EM TEMPOS DE RETRAÇÃO DAS VENDAS

Localizada no segundo Salão de Tecnologia de Equipamentos de Construção e Mineração, a Escad Rental, locadora de equipamentos multimarcas, montou uma “ilha” para apresentar tecnologias e soluções do setor. o espaço era dividido com outras cinco locadoras e parceiras da empresa: AGF Equipamentos, Brasif Máquinas, Erkat do Brasil, Shark Máquinas e VGM Máquinas e equipamentos. Cada uma levou um equipamento diferente para expor no estande, mostrando o que há de maior demanda no mercado, incluindo marcas como Komatsu, New Holland, JCB, Sany, Hyundai e outras fabricantes consolidadas no país.

De acordo com Alisson Daniel, diretor da Escad, a empresa apostou na divulgação das tecnologias e da imagem de inovação através de um novo conceito de fazer negócios, trazendo soluções customizadas para os clientes de acordo com as necessidades de cada um. “Por exemplo, se uma construtora fechou um pacote de dez máquinas, podemos fornecer uma 11ª, para evitar que o ritmo da operação diminua caso haja parada de manutenção de um equipamento”, afirma o executivo. Outras soluções, como enviar um caminhão-comboio e técnicos em campo para áreas distantes, também fazem parte da nova gama de serviços, apresentada ao público.

Para Daniel, um dos principais diferenciais da Escad, que conta com sete filiais e frota de aproximadamente 500 máquinas, está justamente nessa flexibilidade. “É importante para o cliente saber que pode optar por locar uma máquina por apenas um dia, ou locar pacotes com suporte diferenciado, entre outras ofertas. Isso traz credibilidade e aumenta nosso nome no setor de rental, que passou a representar 30% do mercado de equipamentos no Brasil”, garante o executivo.

Gerenciamento de rental

Durante a M&T PS, as locadoras de equipamentos pesados puderam conferir as tecnologias de gerenciamento desenvolvidas pela TOTVS, empresa brasileira de softwares e aplicativos, com mais de 30 anos de mercado. O destaque na feira ficou para o software de Gestão de Serviços da companhia, que possui um módulo de Locação de Equipamentos.

Através do programa, o administrador controla todo o processo de locação da frota, desde o cadastro e movimentação das máquinas e peças até o serviço de suporte e parada de manutenção. Isso inclui orçamento de serviços, propostas comerciais, geração de contratos, transporte e mobilização dos equipamentos, gestão de todos os departamentos da empresa de locação, controle interno para substituições e retornos, manutenção, formação de planilhas de preços e serviços, entre outras funções.

Fundada em 1983, a companhia consolidou 27 empresas com softwares para 10 diferentes segmentos, obtendo 55,4% de participação do mercado brasileiro, seguido de 35% do mercado latino-americano no setor.

RESPOSTAS NA PORTA DO CLIENTE

A Schwing-Stetter, uma das maiores provedoras mundiais de soluções para movimentação e aplicação de concreto, aproveitou a feira M&T Peças e Serviços para fazer o lançamento oficial da sua primeira Oficina Móvel, um veículo de apoio, criado para levar até os canteiros de obras e sites de concreteiras os serviços manutenção preventiva e corretiva, suporte técnico e prestação de socorro em panes inesperadas em bombas e usinas de concreto.

Resultado de investimentos de R$ 100 mil, a Oficina Móvel é equipada com ferramentas específicas para manutenção hidráulica, mecânica, elétrica e eletrônica dos equipamentos. Entre as ferramentas estão uma unidade de filtragem para óleo, lavadora de alta pressão, máquina de solda e unidade de apoio para acionamento de bombas em caso de emergência.

Sensores especiais, ligados a um computador de bordo, permitirão a identificação e o diagnóstico dos problemas, possibilitando que, em muitas situações, os equipamentos sejam consertados imediatamente no local. “Esse sistema de detecção de falhas é desenvolvido pela própria Schwing para todas as bombas com lança equipadas com sistema Vector”, explica Celso Pinheiro, gerente de pós-venda da empresa.

O serviço pode ser acionado pelo cliente, por exemplo, em casos de pane no motor do caminhão. Um técnico especialmente treinado pela Schwing-Stetter poderá fazer a lavagem dos tubos de transporte de concreto, evitando que a mistura de solidifique em seu interior, o que causaria danos de graves proporções ao equipamento. Poderá, ainda, comandar o fechamento dos braços da lança e a patola, operação necessária para a retirada da bomba do canteiro, deixando o caminhão em condições de ser rebocado para conserto.

Esta é a primeira de uma série de cinco Oficinas Móveis que a empresa pretende oferecer ao mercado nos próximos oito meses. Segundo Celso Pinheiro, inicialmente a ideia da Schwing-Stetter é utilizá-las para ampliar o atendimento aos seus clientes, mas, posteriormente, outras unidades serão produzidas para serem vendidas.

O barato que sai caro

A Schwing aproveitou a feira, ainda, para intensificar, junto aos seus clientes, uma campanha de esclarecimento quanto aos riscos do uso de peças de reposição e de desgaste não originais. “Alguns clientes ainda se baseiam no preço quando vão adquirir uma peça – as peças do mercado paralelo chegam a custar 25% menos que as originais – e acabam comprando um item não original, barato, no mercado paralelo. Quem faz um estudo de durabilidade desses itens de procedência questionável, sabe que é ilusório o benefício da peça não original, por ter maior desgaste, e chega à conclusão de que não compensa”, explica Pinheiro.

Para ele, quem fizer uma conta um pouco mais criteriosa vai descobrir que as supostas vantagens não compensam. “As peças do mercado paralelo, embora mais baratas, resistem à metade do tempo das originais. Inclusive, há clientes que após fazerem esse estudo voltam a adquirir peças originais com a Schwing-Stetter, por reconhecerem os benefícios na durabilidade e no bolso”, assegura.

Outro fator crucial no uso de peças de procedência questionável, de acordo com gerente de pós-venda da empresa, é a falta de segurança. Exemplo disso são os tubos de transporte feitos com costura, considerados especialmente perigosos. Seu uso não é recomendado pela Schwing devido ao alto risco de rompimento do tubo na área afetada pela soldagem ‘costura’. “Quando isso ocorre, o concreto pode ser lançado a vários metros, atingindo pessoas, automóveis, casas etc”, alerta Pinheiro.

XCMG INAUGURA FÁBRICA NO BRASIL

A gigante chinesa XCMG, fabricante de máquinas para construção, aproveitou a M&T Peças e Serviços para celebrar a inauguração, em 6 de junho, da sua fábrica brasileira, resultado de investimentos de 200 milhões de dólares. Trata-se de uma das maiores unidades fabris de equipamentos da estatal chinesa fora do seu território.

A fábrica, que é também a primeira da marca fora do seu país de origem, ocupa uma área de 800 mil m², na região próxima a Pouso Alegre, no sul de Minas Gerais. A área construída é de 140 mil m². Tem quatro unidades industriais para realizar os processos de corte, solda, usinagem, montagem e pintura de máquinas e tem capacidade para produzir até 7 mil equipamentos ao ano, entre guindastes truck crane, escavadeiras, pás-carregadeiras, rolos compactadores e motoniveladoras.

A nova planta deve gerar mil empregos diretos, segundo a direção da empresa, que ainda não conseguiu contabilizar os efeitos indiretos do empreendimento, principalmente nos fornecedores de componentes, transporte e logística para abastecer a fábrica.

Segundo o vice-presidente mundial da empresa, Yansong Wang, em 2013, sem a operação da fábrica nacional, a XCMG faturou R$ 150 milhões no Brasil. “Mas agora a meta é chegar a R$ 500 milhões anuais a partir de 2017”, revelou.

Em seu estande da M&T Peças e Serviços, a XCMG destacou suas soluções de serviços, peças e treinamento, e expôs plataformas aéreas, perfuratrizes e caminhão guindaste. “A área de pós-venda é fator chave, por esse motivo a XCMG é quem oferece a solução de tecnologia, treinamento, peças e serviços e nossos distribuidores sabem que esse setor é o objetivo, afinal, o equipamento sozinho não sobrevive”, afirmou Rubens Azevedo, diretor de operações da XCMG.

Quem visitou o estande pôde ainda conhecer o simulador de sistema de controle de operação, que é usado também para treinamento. O simulador é equipado com limitador de movimento de carga (LMI), que supervisiona o que o operador faz e, caso ele exceda a capacidade máxima de carga, bloqueia a operação.

Além disso, o simulador possui um anemômetro (indicador de vento) e um limitador de gancho, que bloqueia o movimento de subida, quando o gancho chega próximo à ponta da lança.

A XCMG tem 25 anos de história e está entre os cinco maiores fabricantes de equipamentos do mundo. A empresa tem forte presença no Brasil com a venda de guindastes sobre caminhão, equipamento com o qual também é mais conhecida em outros países, onde os rolos compactadores de grande porte também são um produto importante.

Em 2012 a empresa faturou 100 bilhões RMB (equiavalente a 16 bilhões de dólares), sendo que 10% disso foi oriundo de exportações 167 países onde a XCMG mantém negócios.

TECNOLOGIAS E EQUIPAMENTOS NOVOS SÃO O FOCO DA PALFINGER

A Palfinger – que continua incorporando e até aumentou a linha de guindastes Madal, mas que não usa mais esse nome nas assinaturas para a imprensa – destaca o sistema de monitoramento dos equipamentos em campo e o controle remoto Paltronic 50, dotado de visor dos principais indicadores de operação do guindaste, como capacidade de elevação e indicador de sobrecarga.

Na M&T Peças e Serviços a empresa também apresentou a linha de acessórios, enfatizando os cestos aéreos com isolamento elétrico que atendem à NR-12 e são indicados para transporte de carga e movimentação de pessoas em operações nas redes elétricas de até 1000 V. “Temos 25 representantes nacionais para atender às linhas de guindastes articulados, florestais e sucateiros, além da matriz no Rio Grande do Sul e uma filial própria em Cotia (SP)”, diz Leandro Schünke, gerente da unidade de negócios pós-vendas. Segundo ele, a empresa planeja ampliar as estruturas neste ano e dispõe de mais de R$ 5 milhões em estoque de peças para pronta entrega.

Alguns dias antes da M&T Peças e Serviços, a Palfinger também lançou novos modelos da linha de guindastes sobre caminhão MD (Madal). Os novos modelos de 30 e 60 toneladas métricas se juntam ao MD 45007 (45 tm) para completar o rol de truck crane do tipo trave da fabricante. De acordo com Schünke, a Palfinger visa abocanhar fatias do mercado para esse tipo de guindastes, mas sem perder a representatividade que já tem dos seus guindastes tipo canivete da linha PK.

BMC: ESTOQUE HIGH-TECH

A BMC-Hyundai padronizou a interface com os clientes e agora não tem mais revendedores. Assim, o atendimento passou a ser feito direto pela empresa – que é sócia da Hyundai Heavy Industries no Brasil e representante máster de outras marcas como Merlo e Link-Belt Cranes. Ao todo, são 17 filiais em várias regiões do país onde, segundo Leandro Yokoti, gerente nacional de suporte ao produto, há estoque de peças de alto giro para atendimento imediato aos clientes próximos.

Mas a mudança estrutural no pós-vendas da empresa, segundo ele, foi manter o maior número de estoque centralizado no Centro de Distribuição de Itatiaia (onde fica a fábrica da Hyundai), de onde partem as peças de reposição para a maioria dos clientes e também para as filiais. “Nesse espaço, temos mais de 40 mil itens armazenados e acabamos de investir mais R$ 25 milhões para ampliar esse estoque”, diz Yokoti.

Atualmente, segundo declaração do presidente da BMC-Hyundai, Felipe Cavalieri, o pós-venda representa 15% do faturamento da empresa e a meta é que passe a representar 25% no ano que vem. Para isso, os investimentos em reposição de peças incluiu também a automatização do estoque central e também do estoque da maior filial do grupo, a de Osasco (SP).

“O Sistema de Gerenciamento de Armazéns (WMS) implantado ampliou a segurança e reduziu o tempo de recebimento e liberação das peças em mais de 60%”, diz Alcides Guimarães, Gerente Regional de Peças BMC do Estado de São Paulo. Ele explica que o WMS utiliza leitores de códigos de barras para receber a ordem de pedido e dar baixa automática no estoque. Ou seja, após efetuar a ordem de pedido com o cliente, o sistema envia o documento para o coletor, que identifica as peças a serem separadas e marca a retirada delas para dar baixa no almoxarifado. Por último, os dados de retirada são automaticamente enviados ao sistema de Recolhimento da Mercadoria (RM) para emitir a nota fiscal.

Segundo Guimarães, além de fazer a separação segura dos itens, a tecnologia garante agilidade no pedido e melhora o atendimento ao prazo do cliente. “Antes, para movimentar cerca de 550 peças, levávamos três dias. Agora isso é feito em 24 horas, o que, obviamente, melhora todo o atendimento de pós-vendas”, conclui.

LIEBHERR: FOCO NO TREINAMENTO

Também a Liebherr aproveitou a M&T Peças e Serviços para celebrar e fazer uma importante comunicação ao mercado. O motivo da celebração são os 40 anos de atuação no mercado brasileiro, e o comunicado foi a inauguração do seu novo centro de treinamento para capacitar até 2500 pessoas anualmente. O centro fica na sua fábrica de Guaratinguetá, no interior de São Paulo e conta com 2800 m² onde se encontram nove salas e dois auditórios, além de equipamentos e simuladores de operação de gruas para as aulas práticas de operação.

“Nesse espaço treinamos cerca de 80% dos profissionais que atendemos por ano. Os outros 20% são treinados no próprio canteiro de obras, atendendo à demanda específicas de nossos clientes”, diz Rodrigo Feth, supervisor de engenharia de serviços e workshop da Liebherr Brasil.

Segundo Rodrigo Almeida, supervisor do Centro de Treinamento da empresa, são dois simuladores de grua disponíveis, além de um simulador para guindastes offshore e portuários e um simulador de diagnóstico. Peças em corte também equipam o Centro de Treinamento da Liebherr, além de um simulador de motor diesel. “Esse espaço está operacional desde 2012 e temos treinado mais de 2 mil profissionais anualmente, pois entendemos que a Liebherr fabrica equipamentos de qualidade e por isso precisamos de profissionais qualificados os operando para obter a máxima produtividade possível”, completa Rafael Silva, supervisor de marketing da empresa.

CATERPILLAR UNIFICA TECNOLOGIAS PARA GERENCIAR EQUIPAMENTOS

Os diversos recursos de monitoramento remoto, segurança operacional, produtividade e manutenção da Caterpillar agora estão em um só pacote. O Cat Connect foi lançado na M&T Peças e Serviços para que os frotistas tenham, em um único pacote, todos os recursos da fabricante e assim possam otimizar a operação dos equipamentos.

De acordo com a empresa, o sistema suporta equipamentos de pedreiras, aterros sanitários, obras de saneamento básico e construtoras no geral. Entre os recursos empacotados estão a telemetria; o Grade, que é o sistema de nivelamento de precisão para operações de terraplanagem apresentado em duas ou três dimensões; a balança de precisão de carga; o controle de compactação para rolos; os detectores por câmara de ré, radares e medidores de pressão e temperatura de pneus; e o controle remoto para tratores em operações de risco, por exemplo.

A programação do Cat Connect envolve cinco etapas: acesso, informação, recomendação, suporte e gerenciamento. O acesso presume que o gestor possa ver todos os recursos do equipamento ilimitadamente à distância, incluindo horímetro, localização, manual de manutenção e cercas eletrônicas. Já a informação deve permitir a exploração completa dos dados do equipamento, incluindo relatório de gestão de frota e degustação do programa SOS Caterpillar.

A recomendação diz respeito à facilidade de contar com suporte da fabricante por meio de monitoramento de condições do equipamento e emissão de diagnóstico. Nessa etapa há o acesso ao SOS completo, além dos serviços de monitoramento prestados pelo Centro de Monitoramento de Condições da Cat. A manutenção preventiva é o quarto item e executado pelos técnicos da empresa, enquanto o gerenciamento é o item final e inclui a gestão completa de manutenção e seus custos.

DA CABINE AO ÓLEO: SCANIA APRESENTA SOLUÇÕES AOS CLIENTES

A Scania levou para o seu estande, de 132 m2, montado da M&T PS, um conjunto de soluções de serviços que disponibiliza aos clientes que atuam nos segmentos de construção e mineração. As linhas de caminhões que a Scania oferece para os segmentos de construção e mineração, em sua nova gama off-road 2014, são as opções das cabines P e G. A cabine P abrange os modelos P 250 e P 310, ambos com configurações de rodas 6x4 ou 8x4; além do P 360, com tração 6x4. Já a cabina G disponibiliza os caminhões G 400 6x4, G 440 com configurações de rodas 6x4, 6x6 e 8x4 e o G 480 6x4 e 10x4.

As soluções de serviços em destaque na feira foram o Scania Serviços Dedicados – que é o atendimento na estrutura do cliente –, o novo programa de manutenção, o completo sortimento das peças originais Scania, a manutenção flexível, o óleo sintético, a consultoria de desempenho e o treinamento de motoristas. Os clientes também tiveram acesso às soluções financeiras do Scania Banco (financiamentos e seguros) e do Consórcio Scania.

A Scania passou a contemplar uma alternativa ao óleo mineral, o produto sintético de modelo LDF-3. Com seu uso, em todas as aplicações de caminhões disponíveis da marca, é possível dobrar o intervalo de troca. O cliente poderá conquistar uma economia de aproximadamente 15% no custo de manutenção.

SISTEMA CARE TRACK DA VOLVO TEM COMUNICAÇÃO GSM E VIA SATÉLITE

Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira durante a M&T Peças e Serviços, a Volvo destacou o CareTrack, sistema de telemática híbrido, que opera tanto por comunicação GSM como via satélite. “Temos a melhor solução em telemática para atender as diferentes necessidades dos usuários”, afirma Afrânio Chueire, presidente da Volvo Construction Equipment Latin America.

O CareTrack permite que o usuário faça a gestão da frota de equipamentos de forma totalmente remota. Como uma boa parte das máquinas trabalha em regiões afastadas e de difícil acesso, a tecnologia híbrida permite que o cliente opte pela comunicação via satélite caso a conexão via GSM não esteja disponível. “Uma das vantagens do sistema híbrido da Volvo é que a comunicação é mais frequente e mais segura”, afirma Chueire.

O hardware instalado no equipamento monitora eletronicamente todos os dados disponíveis e informa posicionamento, consumo de combustível, horas trabalhadas, tempo de máquina parada, alarmes de manutenção, entre outros. As informações são enviadas para um servidor da Volvo e podem ser acessadas pelo usuário em qualquer dispositivo com acesso à internet. Com os relatórios, é possível saber exatamente onde e como o equipamento está trabalhando, identificar eventuais falhas, pontos de melhorias e prever a manutenção com antecedência. É possível, por exemplo, reduzir o consumo de combustível ao identificar e diminuir o tempo em que a máquina fica ligada sem trabalhar.

“MINHA TEREX” CATIVA CLIENTES EM COBERTURA NACIONAL

A Terex levou para a feira o “Minha Terex”, programa de relacionamento com o cliente que é o seu carro-chefe na área do pós-venda. Os serviços oferecidos vão desde diagnósticos, análises de óleo e contratos de manutenção, até melhoria no serviço de suporte em campo. Um exemplo de tecnologia é a interatividade com o backoffice do cliente, que se dá com avançado nível de conexão. Hoje o cliente adquire um equipamento da marca e tem meios de conectar todos esses pontos, ou seja, dúvidas técnicas, solicitação de serviço, contratos de manutenção etc. A Terex estende esse serviço para ambos os segmentos: plataformas e guindastes.

Quando se fala em um portal de treinamento, é possível utilizar a mesma ferramenta para não só conhecer, como contratar serviços, interagir com a empresa, acessar o call center, tudo num contato só de 0800, que direciona o cliente para os respectivos especialistas de cada produtos. “Termos um portfólio amplo facilita muito para nosso pós-venda. Temos condições de pegar carona de uma ferramenta e ampliar para outra”, afirma Alexandre Flatschart, sênior service manager da Terex

A atual estrutura de serviço da empresa conta com mais de 200 técnicos, sendo em torno de 30 pessoas da Terex e mais de 180 da Demag, que atendem a contratos locais, regionais e residentes. O suporte com a van, que já leva ferramentas de diagnóstico, utiliza parte da estrutura da Demag para abrir caminho ao segmento de guindaste. Essa ramificação acaba facilitando o acesso a clientes que antes só demandavam certo tipo de produto. Hoje, essa estrutura é nacional, com base perto de Manaus e no Nordeste.

“Cobrimos do Pará até o Sul, mais o Norte. Na América do Sul, os modelos se diferenciam um pouco. No caso de guindastes e plataformas, temos dealers que atuam de forma mais tradicional. Mas mantemos técnicos de serviços que fazem o desenvolvimento dos requisitos de serviços dos dealers. Temos check list, sistema de capacitação em atendimento, equipes, garantias, de modo que, embora não haja equipes diretas, nossos dealers possam dar um atendimento satisfatório”, conta Alexandre Flatschart.

CONGRESSO SINTETIZA O CENÁRIO DA CONSTRUÇÃO COM PROBLEMAS E SOLUÇÕES

Promovido paralelamente à M&T Peças e Serviços, o congresso realizado pela Sobratema reuniu especialistas dos mais diversos setores da cadeia da construção, mineração e equipamentos pesados, para debater os principais temas relacionados ao setor de pós-venda, gestão e tecnologia, reforçando, assim, a proposta de propiciar ao visitante um ambiente de amplo acesso à informação.

Entre os assuntos eleitos para compor o encontro estavam "A indústria ferroviária no Brasil e seus desafios tecnológicos", em seminário promovido pela Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer); "Otimização de resultados através da gestão produtiva de equipamentos e mão-de-obra qualificada", por conta do Instituto Opus/Sobratema; "Norma de Desempenho - Sistemas de Vedações Verticais" apresentado pela ANICER;  "Energias Renováveis e Eficiência Energética", promovido pelo Instituto de Engenharia e  "O Papel do Executivo de Manutenção para uma boa gestão de ativos", apresentado pela Abraman, entre outros.

Mas o painel que atraiu o maior número de interessados foi ”O Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção”, elaborado pela Sobratema. Nele foi desenhado o cenário do mercado da construção e dos equipamentos, considerando o contexto político e econômico do Brasil. Ficou claro que o principal problema atualmente do setor é o atraso em obras. Outro gargalo identificado foi a falta de mão de obra especializada.

Levantamento apresentado pela Sobratema indicou ainda que entraves nos licenciamento e na liberação de verba são os principais responsáveis pelos atrasos em obras. “O atraso na liberação de verba é um problema recorrente e que vem se agravando nos últimos anos”, observa Brian Nicholson, economista e consultor responsável pela sondagem.

A sondagem, feita em nível nacional revelou também que 41% das empresas que atuam na cadeia da construção afirmaram que esperam um volume de negócios melhor ou muito melhor para 2014 em comparação com o ano passado. Já as empresas que acreditam que os negócios serão piores ou muito piores do que 2013 totalizam 33%. Segundo as projeções feitas por Brian, o mercado de máquinas da linha amarela deve apresentar em 2014 um declínio de vendas da ordem de 7%.

As incertezas apontadas por Brian no nível setorial foram referendas na análise conjuntural feita pelo economista Rubens Sawaya, da PUC de São Paulo. Segundo ele, a situação econômica do País continua apontando para um desaquecimento. “A principal razão para o declínio econômico iniciado a partir de 2011 se deve ao profundo corte feito pelo governo federal nos investimentos públicos destinados a infraestrutura, sobretudo a redução de R$ 50 bilhões no PAC”, observou Sawaya.

Vejam o que foi discutido nos demais painéis nas próximas edições de Grandes Construções ou no site http://www.mtpscongresso.com.br/index.php/noticias