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15 de maio de 2019
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Especial "Concessões Rodoviárias"

Modal rodoviário segue problemático no Brasil

Pesquisa da CNT mostra expansão de 8,4% na extensão das rodovias federais brasileiras no período de 2008 a 2018, mas também que mais da metade da malha encontra-se em situação precária
Por Redação

Prestes a iniciar um novo ciclo de crescimento (ao menos é o que todos anseiam), o Brasil ainda enfrenta um desafio antigo: a condição precária de muitas de suas rodovias, com recorrentes problemas em pavimentos, sinalização e traçados em diversos trechos da malha, o que evidentemente compromete a economia e a própria mobilidade e segurança de seus habitantes.
E superar esse gargalo é imprescindível para o país, tendo em vista que mais de 60% do transporte de cargas e mais de 90% dos descolamentos de passageiros do Brasil são feitos por rodovias. Essa significativa participação na matriz de transporte nos obriga a priorizar a área, atraindo mais investimentos em infraestrutura, notadamente para projetos de construção, duplicação e manutenção das rodovias brasileiras, além de se estabelecer um maior controle dos órgãos reguladores e uma fiscalização mais intensa da execução de obras.

Até porque a situação segue muito crítica. Proporcionalmente à malha rodoviária total, o país ainda conta com uma extensão muito reduzida de vias pavimentadas, mantendo-se atrás de países com território e economia similares. Tanto que, segundo o ranking de competitividade global do Fórum Econômico Mundial, o Brasil encontra-se apenas na 112ª posição entre 140 países no quesito qualidade da infraestrutura rodoviária.
Alguns números expõem o cenário desabonador. De acordo com Sistema Nacional de Viação (SNV1), o Brasil possui 213.453 km de rodovias pavimentadas e 1.507.248 km de rodovias não pavimentadas, que correspondem a 12,4% e 87,6% da extensão total, respectivamente. Assim, com aproximadamente 25,1 km de rodovias pavimentadas para cada 1.000 km2 de área, a densidade da malha ainda é insuficiente para as necessidades do país.

É verdade que o cenário vem melhorando aos poucos, mas é preciso andar mais rápido. Segundo a 22ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias – desenvolvida pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) em parceria com o SEST SENAT – no que concerne especificamente às rodovias federais pavimentadas houve uma expansão de 8,4% na extensão total no período de 2008 a 2018, com uma expansão média de quase 1% ao ano. 
Em contrapartida, como mostra o documento, a frota nacional cresceu 82,4% no período, pulando de 54,5 milhões de veículos em 2008 para 99,4 milhões em 2018. Ao mostrar esse descompasso, a equação também indica um estrangulamento do sistema.