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20 de dezembro de 2011
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Esquadrias

Mercado em alta

principalmente para diminuir déficit, puxa mercado de esquadrias no Brasil

O mercado brasileiro de esquadrias está dividido entre quatro tipos de materiais: madeira, aço, alumínio e PVC. Os dados são da Associação Nacional de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio (Afeal). Ainda de acordo com a entidade, a divisão de mercado entre os materiais aponta para uma participação de 40% dos produtos em madeira, 39% para aço, 20% para alumínio e 1% para o PVC.

As estatísticas mais recentes da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), por sua vez, permitem identificar a produção brasileira de alguns materiais. É o caso do estudo setorial de 2009, com dados do ano base de 2008. Nesse documento, A Abimci faz uma análise detalhada da produção de portas de madeira no Brasil. “Considera-se como portas as peças de madeira que giram por dobradiças ou correm sobre trilhos, com a finalidade de fechar abertura em parede que permite entrada ou saída para algum ambiente. O segmento de portas de madeira maciça atende geralmente o setor de construção civil e vem se destacando dentro do rol de produtos de maior valor agregado”, cita textualmente o relatório.

A Abimci lista diferentes tipos e modelos como as portas lisas (ocas), portas maciças e portas engenheiradas, feitas com painéis reconstituídos (MDF, compensado e outros). O processo de fabricação, no entanto, é praticamente padronizado e compreende a aquisição da matéria–prima, secagem e fabricação propriamente dita. Em relação aos números, a Abimci estimava, nesse documento, que o setor teria produzido cerca de 9,3 milhões de portas de madeira em 2008.

A entidade também mapeou o mercado de molduras para produtos de maior valor agregado. Para a Abimci, “as molduras são classificadas como peças perfiladas empregadas quase sempre para acabamentos interiores, com propósito decorativo na construção civil”. No Brasil, de acordo com a Associação, as molduras de madeira são fabricadas em sua maior parcela em pinus e normalmente são produtos para exportação. Ainda de segundo a Abimci, existem inúmeros perfis de molduras, sendo que as tipologias estão associados às aplicações finais. Isso explica denominações comuns de mercado como meia-cana, rodapé, batente, vista de porta e janela, entre outros.

Os números da entidade indicam que esse segmento mostrou uma constante evolução do volume produzido. A comprovação disso são os dados do período de 1998 a 2007, quando houve um crescimento na produção interna de molduras de 530,8%, representando crescimento médio anual de 22,7%. Na avaliação da Abimci, “em se tratando de consumo, somente em 2004, foram obtidos valores significativos (65 mil m³), alcançando, em 2007, o volume de 212 mil m³. A partir desse fato, constata-se que a maior parte da fabricação desse produto é voltada ao mercado externo”, avalia o documento já citado.