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27 de julho de 2018
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Mineroduto / Linha do tempo de um desastre ambiental

Dia 24 de março - Após a substituição do segmento do mineroduto onde aconteceu o vazamento, são feitas inspeções de engenharia e segurança. Com a anuência do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama), é feito o enchimento do mineroduto com água e a movimentação da polpa de minério de ferro que ficou estacionada na tubulação. O monitoramento desse processo fornece uma indicação do comportamento de pressão entre a estação de bombeamento e a estação terminal. O procedimento de segurança faz parte da rotina de reinício de operação do mineroduto, sempre que há uma parada nas atividades de produção. Os procedimentos de teste foram auditados e aprovados pela empresa que projetou o mineroduto e todo o processo será acompanhado por especialistas, respeitando padrões de engenharia e segurança.

Dia 27 de março - A Anglo American retoma a operação do sistema Minas-Rio. As atividades estavam suspensas desde o dia 12 de março, quando ocorreu um vazamento no mineroduto em Santo Antônio do Grama (MG). O Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) aprova a retomada das atividades, após conclusão da análise da documentação apresentada pela empresa, que evidencia o cumprimento de uma série de ações de resposta ao incidente.

Equipes especializadas continuam os trabalhos de manutenção, reforço e construção de contenções nos rios e ribeirões

Dia 29 de março - Por volta das 18h55 é identificado outro vazamento no mineroduto, próximo à Estação de Bombas 2, em Santo Antônio do Grama (MG). O vazamento de polpa de minério de ferro, material não perigoso, durou aproximadamente cinco minutos e foi estancado. Não há feridos. As operações da empresa são paralisadas.

Dia 29 de março - A Anglo American anuncia a paralisação das operações por pelo menos mais um mês enquanto realiza os testes de segurança necessários para garantir a integridade do mineroduto do Minas-Rio.  Estudos preliminares indicam que o vazamento ocorrido no dia 29/3 foi consequência do surgimento de uma trinca na solda longitudinal do processo de fabricação do tubo, o que também parece ter sido o defeito do tubo que vazou no dia 12/03. O diagnóstico será confirmado após a finalização das análises que estão sendo conduzidas pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para apurar as causas destas trincas. Os dois tubos pertenciam ao mesmo lote.

Produção editorial: Revista Grandes Construções – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral