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21 de março de 2016
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Especial Jogos Olímpicos 2016

Legados: no máximo uma medalha de prata

Dotar uma cidade como o Rio de Janeiro, carente de infraestrutura em diversos aspectos, de todos os requisitos necessários para sediar um evento da proporção dos Jogos Olímpicos não é tarefa fácil. Nem sai barato. E quando não existem recursos públicos sobrando, esse esforço exige, ainda, uma engenharia financeira sofisticada Do total de dinheiro mobilizado, chega-se à cifra de R$ 37,6 bilhões, sendo 57% originários de Parcerias Público Privadas (PPP) e 43% exclusivamente dos cofres públicos, federais, estaduais e municipais. A Matriz de Responsabilidade, que é tudo aquilo que não seria feito sem a Olimpíada, está orçada em R$ 6,5 bilhões. São basicamente as instalações desportivas, construídas com R$ 632 milhões em verbas do município; R$ 1,654 bilhão em investimentos do governo federal e R$ 4,2 bilhões de recursos privados.

Mas tanto investimento não teria o menor sentido se os Jogos não deixassem, para grande parte da população do Rio de Janeiro, benefícios duradouros, capazes de assegurar melhorias significativas na qualidade de vida na cidade. Estamos falando dos Legados dos Jogos que, segundo cálculos da Prefeitura do Rio, deverão gerar impactos positivos diretos sobre a vida de dois milhões de pessoas. Essa parte dos investimentos está estimada em R$ 24 bilhões, sendo R$ 14,2 bilhões do município, R$ 9,7 bilhões do governo estadual e R$ 111 milhões dos cofres públicos federais.

Compreendem: novas áreas esportivas; melhorias no sistema de transportes, como BRTs, ônibus rápidos, de média capacidade, VLT e extensão do metrô até a Barra da Tijuca; obras contra enchentes; novas escolas públicas; e, por fim, a revitalização da Região Portuária do Rio.

Da parte que cabe à prefeitura do Rio, (R$ 14,2 bilhões) destinada a obras de infraestrutura e a políticas públicas para sediar a Olímpíada, 86% dos projetos encontram-se em fase bem avançada. Para medir o avanço desses projetos foi criada uma escala de Graus de Maturidade, em que o grau 1 é o mais baixo e o 6, o mais elevado, conforme os seguintes indicadores:

Projeto conceitual em elaboração baseado nos compromissos de candidatura.

Anteprojeto ou projeto básico/termo de referência em elaboração.

Edital de licitação publicado (para projetos de governo) ou Pedido de Proposta Publicado/privado, contendo escopo, custo e cronograma.

Contrato assinado.

Obra concluída ou serviço disponível.