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14 de janeiro de 2013
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Matéria de Capa - Perspectivas para 2013

Investimentos em infraestrutura para curar "ressaca"da economia

Personalidades da cadeia da construção são unânimes em afirmar que, além de investimentos, o Brasil precisa de planejamento estratégico de médio e longo prazos e projetos de engenharia consistentes, para aumentar ritmo de crescimento

O ano de 2012 chegou ao fim sem permitir uma conclusão muito clara quanto aos seus resultados, no que tange à cadeia da construção no Brasil. As opiniões são divididas, de acordo com o segmento da indústria que representa os analistas ou representantes de entidades, que tentam analisá-lo. Os otimistas olham para os níveis de empregos formais; para as medidas de estímulo à produtividade e competitividade; para os pacotes de investimento em infraestrutura, editados pelo governo federal, ou ainda para os índices de crescimento das vendas de materiais de construção, da ordem 3,5% sobre 2011. Com esses focos, é possível afirmar que nem foi um ano tão ruim assim, já que foram postas algumas das bases necessárias para um crescimento mais vigoroso em 2013.

Já os pessimistas se debruçam sobre os indicadores de queda nas vendas de máquinas e equipamentos para a construção, da ordem de 19%; ou sobre a forte redução do ritmo de execução das obras públicas, principalmente aquelas incluídas no PAC 2;  ou se detém, ainda,  na defasagem nas tabelas de preços do governo para obras públicas e seus impactos negativos na margem líquida das empresas do setor. Por esses parâmetros, o período pode entrar para a história com a marca da frustração, dos resultados muito aquém do esperado.

Mas 2012 acabou e é chegada a hora de preparar o terreno para o novo ano. Na tentativa de antecipar as principais tendências, a Grandes Construções ouviu alguns dos principais representantes da cadeia da construção, colhendo seus depoimentos. Algumas visões não mais sombrias que outras, mas, de uma forma geral, todos concordam que, para continuar crescendo, a ponto de se converter em uma das molas propulsoras do desenvolvimento da Nação, a cadeia da Construção precisa de investimentos, planejamento, projetos consistentes e ambiente jurídico que estimule a participação da iniciativa privada no desenvolvimento da infraestrutura.

Com a palavra, os nossos convidados.

Aluizio de Barros Fagundes, presidente do Instituto de Engenharia

Como principal ponto positivo de 2012, considero a conscientização de que a Engenharia é fundamental para a alavancagem do progresso e desenvolvimento econômico do país. Engenharia não é commodity. Planejar é preciso! Como pontos negativos, estaco a inércia exasperante dos órgãos governamentais na implantação de programas e projetos, e a injustificável desconfiança na iniciativa privada como real promotora das melhorias nas obras e serviços públicos.