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26 de fevereiro de 2014
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Construção Seca

Drywall cresce e aparece no Brasil

Utilização do sistema pela construção civil brasileira cresceu cerca de 15% nos primeiros nove meses de 2013, em relação ao mesmo período de 2012, superando 36 milhões de m² de chapas de gesso consumidas

O sistema construtivo drywall, utilizado nas vedações internas (paredes, forros e revestimentos) de qualquer tipo de edificação, atende plenamente as exigências da Norma Brasileira de Desempenho de Edifícios (ABNT NBR 15.5757:2013), principalmente no que diz respeito à resistência mecânica, isolamento acústico e resistência ao fogo. A norma, que entrou em vigor em maio do ano passado, estabelece que terão de atender obrigatoriamente a um nível de desempenho mínimo, ao longo de uma vida útil, todos os sistemas que compõem os edifícios, como as instalações hidrossanitárias, estruturas, pisos, fachadas e coberturas, dentre outros.

Essa adequação aos requisitos da norma passa, portanto, a contar como mais uma vantagem proporcionada por essa tecnologia construtiva, que ainda se destaca por benefícios como leveza, rapidez de execução, precisão geométrica e dimensional, e redução na geração de resíduos, que por sua vez são 100% recicláveis.

Amplamente difundido e consagrado na Europa e nos Estados Unidos, o método construtivo conhecido como construção seca chegou ao Brasil há cerca de uma década e vem ganhando espaço de forma irreversível, a ponto de ser apontada como uma tendência para atender à demanda crescente na construção civil brasileira.

Diferentemente das construções convencionais, que utilizam elementos como os tijolos e os blocos de concreto assentados com argamassa e peças de concreto, o sistema lança mão de perfis metálicos, chapas em gesso especial, madeira e chapas cimentícias, entre outros componentes, para obter resultados altamente satisfatórios. A espessura da parede é inferior às convencionais, aumentando o espaço interno da construção, sem comprometimento da segurança estrutural. A construção não necessita do uso da argamassa e o reparo, quando necessário, é feito sem barulho ou sujeira.

Uma tecnologia em expansão

A utilização de sistemas drywall pela construção civil brasileira, nos primeiros nove meses de 2013, superou 36 milhões de m2 de chapas de gesso para esse sistema, com uma variação de quase 15% sobre o mesmo período de 2012. Os números são da Associação Brasileira do Drywall, que estima que o consumo dos sistemas, no acumulado de 2013, tenha alcançado 50 milhões de m2, confirmando a tendência observada nos últimos anos de expansão superior à da construção civil como um todo.

De acordo com dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em 2011 a construção cresceu 3,6%, enquanto o consumo de drywall subiu 12,8%; em 2012, o setor cresceu 1,4% e o consumo de drywall, 12,2%