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15 de dezembro de 2017
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Energia - Biomassa

Do lixo nada se perde, tudo se transforma em energia

Brasil abre os olhos para o potencial gerado pela biomassa que deve receber 26 bilhões de dólares até 2040

O mundo está passando por uma grande e rápida transformação, com a transferência de grandes investimentos para tecnologias renováveis e fuga das fontes de energia poluentes. O relatório Energy Outlook, produzido pela Bloomberg, aponta que o setor de energia gerada a partir da biomassa deve receber 26 bilhões de dólares em investimentos no Brasil até 2040, o que já atrai a atenção de diversos tipos de investidores no setor de energia.

As usinas movidas a biomassa beneficiam-se de licenciamentos ambientais mais simples; combustível abundante no Brasil, podendo vir de subproduto de outras atividades; e facilidade de localização mais próxima aos grandes centros de consumo, reduzindo os custos de transmissão.

Atualmente, as usinas de geração de energia elétrica a partir da biomassa representam 14,3 GW instalados no país, segundo a EPE. O Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2024 projeta crescimento dessa fonte, que deverá atingir capacidade instalada de 18 GW em dezembro de 2024 e indica que existe grande potencial de renovação e modernização das instalações e dos processos de diversas usinas de cogeração, possibilitando o aumento da eficiência e a geração de excedentes.

A princípio, o uso da cana-de-açúcar para produzir energia tinha como objetivo suprir as necessidades das unidades produtoras, mas com a evolução da eficiência energética do setor, a produção de excedentes de energia elétrica passou a ser comercializada ampliando a importância do seu uso na matriz energética nacional.

Desde 2016, a biomassa voltou a ser a segunda fonte de geração mais importante do Brasil na Oferta Interna de Energia Elétrica (OIEE), quando registrou o índice de 8,8% superando os 8,1% de participação do gás natural, de acordo com o Boletim Mensal de Energia (referência – dezembro/2016), do Ministério de Minas e Energia (MME). De um total de geração de 54 TWh por biomassa em 2016, o bagaço e a palha da cana contribuíram com 36 TWh, ou 67% da geração de energia. Segundo o boletim, o Brasil fechou o ano de 2016 com o total de 82,7% de fontes renováveis na Oferta Interna de Energia Elétrica, contra o indicador de 75,5% verificado em 2015.

Pesquisa realizada pela IEA Bioenergy Task 40 – divisão especializada em bioenergia da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) aponta que o Brasil é o país que mais utiliza biomassa na produção de energia, sendo16% do uso mundial no setor.