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18 de setembro de 2016
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Rodovias

Concessões rodoviárias deverão alavancar R$ 30,6 bi em 2016

Mas investidores privados reclamam da falta de financiamento para aquisições e obras e da redução do volume de veículos em circulação nas estradas

Pelo sexto ano consecutivo, a revista Grandes Construções publica o levantamento dos investimentos das concessionárias rodoviárias no Brasil. A proposta é identificar quais os investimentos em curso e os que estão previstas a médio e curto prazos, quantificar os valores envolvidos, a origem dos recursos e a forma de distribuição – classificando-os pelo tipo de intervenção, como obras de manutenção, ampliação e duplicação de vias, novas obras de arte, manutenção de obras de arte, segurança e atendimento dos usuários, entre outros itens.

Para a realização do estudo foram enviados 45 questionários para os maiores grupos de concessionárias ou para operadoras isoladas, entre as quais a CCR, Arteris, Ecorodovias, Triunfo, AB Concessões Odebrecht Transport, SP Mar, Tamoios e Morro da Serra. Desse total, 33 questionários voltaram com informações detalhadas que retratam as obras prioritárias e projetos de melhorias e ampliação da maior parte da malha viária concedida no Brasil.

Acreditamos que este levantamento é de grande utilidade para os diversos players da cadeia da construção no País, na medida em que indica com grande exatidão onde estão as oportunidades de negócios neste setor, a serem exploradas sob a forma de contratação de produtos e serviços.

Entre outras informações relevantes, o levantamento indica que, nessa conjuntura de crise econômica, a maioria das concessionárias tem priorizado as obras de manutenção ou aquele conjunto de intervenções emergenciais, indispensáveis para assegurar o direito à cobrança do pedágio, postergando as grandes obras de duplicação ou modernização de via.

Esse cenário levou o governo do presidente Michel Temer a alterar as regras dos contratos em vigor e a estudar um novo modelo para estimular a iniciativa privada a participar de novas concorrências. Para os trechos que já foram concedidos durante a gestão de Dilma Rousseff, estuda-se a ampliação dos prazos para a realização das obras previstas em contrato. Isso deverá afetar diretamente as concessões da BR-040, que liga Brasília e Juiz de Fora (MG); BR-101 (BA-ES); BR-163 (MT-MS); BR-050 (MG-GO) e BR-060/153/262, que interliga Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais.

A justificativa apresentada pelo governo Temer para aumentar o prazo de entrega das obras é baseada não somente no cenário de crise econômica, como também em problemas nas modelagens das concessões. As concessionárias afirmam que houve redução do movimento nas estradas – o que teria impactado na receita proveniente do pedágio – e reclamam que o financiamento de até 70% dos empreendimentos por parte de bancos públicos, principalmente pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), não foi honrado.