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14 de dezembro de 2017
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Editorial / Chuvas de verão, tragédias anunciadas

É necessário criar áreas residenciais de baixo impacto nas proximidades de áreas de encostas, dentro de determinados padrões de construção, como a utilização de técnicas de terraceamento e a recomposição da vegetação nativa.

As autoridades municipais, principalmente os técnicos ligados à engenharia e planejamento urbano, devem entender como o clima e os chamados bolsões de calor afetam cada região, até para que possam compartilhar esse conhecimento com a população.

Tanto as autoridades quanto a estrutura física das cidades devem estar preparadas para garantir a continuidades dos serviços essenciais, como fornecimento de água, transporte público e eletricidade, caso as fontes primárias falhem. Em alguns casos, são necessárias melhorias estruturais e atualizações tecnológicas.

As cidades devem, ainda, estabelecer redes para compartilhar boas práticas e informações. Estar conectado a lugares que já enfrentaram problemas semelhantes, mas com diferentes níveis de preparação, faz grande diferença na hora de enfrentar eventos extremos.

Por fim, uma medida que tem sido adota em muitos países em desenvolvimento é a atração de financiamentos para a resiliência urbana. Nesses países, recursos públicos e privados foram destinados ao desenvolvimento e à renovação da estrutura urbana.

Uma cidade resiliente é, antes de tudo, uma cidade organizada. Por isso, é fundamental ter um núcleo de inteligência preparado para reagir de forma ordenada, quando ocorre um grande desastre.