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20 de fevereiro de 2013
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Especial Ceará - Copa 2014

Castelão, o primeiro a ser entregue

Projeto foi concebido para dissipar o calor do Nordeste brasileiro permitindo a circulação de ar no estádio e conforto do público

O Estádio Plácido Aderaldo Castelo, o Castelão, em Fortaleza, foi o primeiro a ser entregue, em dezembro de 2012, entre todas as arenas que vão sediar os jogos da Copa 2014 da FIFA. Ao todo, a Arena Castelão possui nove jogos confirmados. Em 2014 serão seis disputas, onde três jogos serão com seleções cabeças de chave, destacando-se a Seleção Brasileira. Já na Copa das Confederações da FIFA 2013, três jogos terão o Castelão como palco, o primeiro marcado para 19 de junho quando a Seleção Brasileira enfrenta o México, quatro dias depois, 23/06, a Espanha e o campeão da Copa Africana de Nações se enfrentam no Castelão. O último jogo será uma semifinal entre o primeiro colocado do Grupo B e o segundo do Grupo A.

Mas o estádio já tem um mérito: é o novo símbolo do vigor da economia cearense, que cresce em ritmo muito mais acelerado que a economia do Brasil como um todo. Além disso, serve como amostra da onda de modernização dos estádios brasileiros movidos pelo evento da Copa da Mundo de 2014. O projeto envolveu recursos da ordem de R$ 518,6 milhões que incluem todas as transformações do estádio e entorno com a construção da praça de acesso de 57 mil m2; estacionamento coberto para 1.900 veículos; edifício Fares Cândido Lopes, sede de dois órgãos estaduais; e a operação do estádio por oito anos, que irá cobrir todas as despesas com água, telefonia, esgoto e pessoal de manutenção e conservação.

A arquibancada do estádio está dividida em anel inferior e superior. No prédio central, são seis pavimentos (vestiários, Lounge FIFA - onde hoje funciona o Espaço Cultural -, dois andares de camarotes, um andar de tribuna de imprensa e outro andar de cabines de transmissão). A arena tem ainda 1.900 vagas cobertas de estacionamento sob a esplanada.

Um dos destaques do projeto é a nova cobertura. Com 36 mil m², proporciona aos torcedores uma sensação térmica agradável. O material não absorve o calor e suporta os índices de insolação do Nordeste brasileiro, permitindo a circulação de ar no estádio. Além disso, o “teto” é impermeável, gera um isolamento acústico, que melhora o acompanhamento dos jogos pela torcida, e ainda evita o sombreamento, melhorando as transmissões televisivas.

Um diferencial do projeto é a “pele de vidro”, que reveste parte da fachada da arena. Formada por cerca de 760 peças, cada uma com 1,51 m por 2,42 m, a estrutura, além da função estética, serve para refletir os raios solares e amenizar o calor. O restante do estádio é revestido por uma carenagem de aço inox, fixada entre 68 pilares, com 42 metros de altura.