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08 de maio de 2012
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Canteiros de Obras

Canteiros de obras modernos

Falta de mão de obra e necessidade de otimização dos recursos, com economia de custos e de tempo têm levado as construtoras a modernizar seus canteiros, com recursos da informática e da mecanização

O aquecimento da economia do País e o aumento das atividades na indústria da construção civil resultaram em um déficit significativo de mão de obra qualificada para este setor. De acordo com pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o problema afeta 69% das empresas desse segmento. No ano passado, mais de 40 mil vagas foram abertas para a construção civil somente no estado de São Paulo. E no primeiro trimestre deste ano, as ofertas de vagas já superam as 20 mil. A falta de mão de obra está forçando as construtoras a investirem na mecanização e automação dos canteiros, como forma de aumentar a produtividade.

Isso se traduz na adoção de métodos construtivos industrializados, no controle informatizado de documentos, estoques e dos recursos humanos para otimizá-los, além da aquisição de equipamentos modernos para elevação de pessoas e cargas, entre outras medidas. Historicamente, a mão de obra representa 40% do custo total da obra. Com esses recursos, a participação pode cair para a metade, em função da redução do número de trabalhadores. Pesquisa recente, realizada pela versão online da revista Grandes Construções, mostrou que quase 60% dos internautas que participaram da enquete, estão envolvidos diretamente com obras que adotam algum tipo de mecanização.

Na lista de benefícios, o fator mais apontado foi o aumento de produtividade, seguido de mais segurança e maior qualidade na obra. Empresas que investem em equipamentos para suprir falta de mão de obra conseguem alcançar redução significativa no número de trabalhadores por metro quadrado. A meta é diminuir de 10% a 20% o número de trabalhadores por metro quadrado nas obras anualmente.

Gruas, guindastes e elevadores são cada vez mais solicitados na construção de prédios verticalizados, na medida em que avançam a padronização, a pré-montagem e a manipulação de peças cada vez maiores e mais pesadas (pallets, pré-moldados, pré-montados etc.). Esse fenômeno é característico do processo de industrialização do setor. A mecanização cresce em áreas fim da construção civil, principalmente em substituição ao trabalho braçal duro ou potencialmente perigoso, como nas atividades em altura, transporte e preparação de matérias-primas, etc.

A solução agrega ainda redução do desperdício de materiais de apoio e insumos, com aumento da produtividade e qualidade.

Nas obras nos grandes núcleos urbanos, com restrições das áreas de manobra, cresce a utilização de equipamentos de pequeno porte como miniescavadeiras, minicarregadeiras, empilhadeiras, telehandlers, bem como a paletização de todos os insumos, elevadores de carga, cremalheiras e guindastes.

Produção editorial: Revista Grandes Construções – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral