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20 de dezembro de 2011
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Editorial / Burocracia barra entrada de investidor privado nos Portos

Além disso, as regras impostas pela Antaq estabelecem a obrigatoriedade de revisão dos valores do contrato a cada cinco anos, independentemente de quaisquer fatores, bem como o limite da taxa interna de retorno do negócio entre 8% e 9%, fazendo transferir qualquer ganho adicional à administração federal.

Está clara a intenção do Estado em se intrometer naquilo que é de competência do empresário, limitando por baixo os ganhos do empreendedor, por maior que seja a sua eficiência. Ao fixar essas regras, o governo estabelece uma instabilidade jurídica, criando barreiras à participação de investidores privados nos portos.

Tão urgente quanto investir em dragagens de canais de acesso ou em equipamentos mais modernos, é promover a remoção das barreiras burocráticas e medidas restritivas aos investimentos privados. Não custa nada e ainda aumenta a nossa eficiência logística em curto prazo. E tempo é coisa que não temos de sobra.