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Jogo Rápido

Revista Grandes Construções Edição 76 - 02/2017

Projetos de trens regionais aguardam interesse privado

Não é por falta de projetos que o transporte de passageiros sobre trilhos não se expande como deveria no Brasil. E isso se aplica não somente aos sistemas de metrôs, VLTs e trens metropolitanos nas cidades grandes e medias. Também há vários projetos na praticamente extinta área de trens regionais, ou trens intercidades. Só no estado de São Paulo, por exemplo, há quatro projetos de trens regionais à espera de verbas que viabilizariam a sua efetivação. São eles: São Paulo-Sorocaba, São Paulo-Jundiaí, São Paulo-Santos e Jundiaí-Campinas. Há ainda planos para estender alguma dessas linhas até São José dos Campos, no Vale do Paraíba. Mesmo com os acenos do governo estadual para a iniciativa privada, com a possibilidade de abertura de parcerias, o dinheiro para investir ainda não apareceu.

Alguns dos trajetos propostos já possuem, inclusive, trilhos e estações, quase sempre em péssimas condições, remanescentes de linhas de carga desativadas.  Outros, em bem melhor situação, hoje funcionam como linhas turísticas. Na verdade, atualmente, apenas duas linhas de trens regionais de passageiros funcionam de forma efetiva no país, compartilhando os trilhos com os trens de carga: a que liga Belo Horizonte a Vitória, no Espírito Santo - a famosa Estrada de Ferro Vitória-Minas - e a que vai de São Luís a Carajás, no estado do Pará. Ambas são operadas pela mineradora Vale.

Para Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), o ressurgimento de projetos de linhas férreas regionais pelo país é reflexo do aumento da preocupação com a mobilidade. "O transporte ferroviário de passageiros é normalmente rápido, seguro, confortável e não poluente. Trens de velocidade média, entre 100 e 150 km por hora, são uma alternativa para a mobilidade entre as cidades, que hoje está um desastre", disse ele.

 

 

14/02/2017
14/02/2017