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Jogo Rápido

Revista Grandes Construções Edição 72 - 08/2016

Obras da Transnordestina prosseguem lentamente

Embora lentamente, foram retomadas as obras de construção da Ferrovia Transnordestina, no lado cearense. O empreendimento vem sendo  tocado com muito atraso pela concessionária, a Transnordestina Logística. As obras estão agora num ritmo lento, porque também é lenta a liberação do dinheiro e instável a reengenharia financeira para a sua execução.

Com 1.500 km de extensão, a Transnordestina, no Ceará, já concluiu o trecho Salgueiro-Missão Velha, e agora está sendo executado o que sai de Missão Velha e segue em direção ao Porto do Pecém. Nesse trecho, estão concluídos todos os processos de desapropriação dos terrenos pelos quais passarão os trilhos da ferrovia.

Já no trecho no Piauí, somente 100 funcionários estariam trabalhando nas obras, que já contaram com cerca de 8 mil operários, no passado.

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, por meio de medida cautelar, proibir repasses do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Valec (estatal do setor ferroviário) para a construção da Transnordestina.

A decisão foi tomada depois de o Ministério Público de Contas relatar indícios de irregularidades graves cometidas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que resultaram na celebração de contratos sem prévia licitação, para construção e exploração da Transnordestina.

O projeto da ferrovia prevê que ela terá 1.728 km e ligará os portos de Pecém (CE) e Suape (PE) ao município de Eliseu Martins (PI).

Segundo o tribunal, as obras estão sendo custeadas principalmente com recursos públicos e a estimativa inicial do valor foi superada. O relatório aponta que os recursos públicos aplicados já somam pelo menos R$ 4,2 bilhões e diz que há "risco significativo" de que a verba pública utilizada para financiar o empreendimento esteja sendo mal gerida. Também foi identificado descompasso entre as execuções física e financeira do empreendimento.

 

 

16/08/2016