Voltar

Jogo Rápido

Revista Grandes Construções Edição 70 - 06/2016

Conjunto da Pampulha pode se tornar Patrimônio Mundial

Projetado em 1940 em torno de um lago artificial, o Conjunto Moderno da Pampulha, em Belo Horizonte (MG), teve seu dossiê de candidatura a Patrimônio Mundial da UNESCO aprovado. O conjunto chama a atenção por sua beleza apresentada nos jardins criados por Roberto Burle Marx e nas obras com formas arrojadas, que exploram o potencial plástico do concreto, concebidas pelo arquiteto Oscar Niemeyer, com colaboração do engenheiro Joaquim Cardozo, painéis de Cândido Portinari e esculturas de Alfredo Ceschiatti.

O dossiê de candidatura, com mais de 500 páginas, foi entregue pela Prefeitura de Belo Horizonte ao Iphan em dezembro de 2014 e em setembro de 2015, uma missão de avaliação técnica do ICOMOS (Conselho Internacional de Monumentos e Sítios) visitou o local. A eleição da Pampulha como Patrimônio Mundial acontecerá em julho de 2016, em Istambul, Turquia, em reunião do Comitê do Patrimônio Mundial.

O conjunto arquitetônico e paisagístico da Pampulha foi inaugurado em 1943, quando Juscelino Kubitscheck era prefeito de Belo Horizonte. Formado pela Igreja de São Francisco de Assis, a Casa de Baile, o Iate Tênis Clube, o Museu de Arte da Pampulha (antes Cassino), a residência de Juscelino Kubitschek, o espelho d'água e a orla da Lagoa no trecho que os articula, todo o conjunto foi tombado pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional  (Iphan) em 1997, sendo a igreja, incluindo suas obras de arte, tombada em 1947, como o primeiro monumento moderno a receber proteção federal no País.

 

 

04/06/2016